terça-feira, 9 de junho de 2020

Novo livro de Stephenie Meyer - Midnight Sun

Olá, Pessoal!
Chegou 13 anos depois (ao que parece ela começou a escrever em 2007) o livro que se falava há anos, Midnight Sun.
Até aqui tudo bem. É incrível ver que um autor terminou finalmente de escrever um livro, porém a Stephenie Meyer não é uma escritora qualquer. Um qualquer outro escritor estaria a ser crucificado pelos leitores pelos anos de espera, a Stephenie está a receber parabéns e a ser aplaudida de pé.

Mas há coisas boas nisto. Finalmente os leitores (e, na verdade, qualquer pessoa que viu os filmes) vão finalmente saber o que pensava o Edward quando viu a Bella na aula de química (ou sei lá que aula era aquela). O ar enojado dele... enfim... aquela cena cinematográfica lastimável.
Mas vamos finalmente saber os pensamentos do vampiro (finalmente).

Capa do livro. Créditos: Vulture.com

A capa do livro lembra Twilight, talvez seja um plágio dela mesma, o que, nesse caso, não é mau.

Se irei ler? Provavelmente sim. Se terá adaptação? Não vejo a Kristen Stewart e o Robert Pattinson a regressarem, mas tudo pode acontecer, no entanto fazer uma adaptação com novos atores seria estranho.

Vou esperar pata ver o que vai acontecer, até lá, por favor, crucifiquem a autora. Não sejamos preconceituosos. A Stephenie demorou 13 anos a escrever isto. Um outro escritor se demorar uma semana a postar o capítulo X ou Y, ou se um segundo livro de uma trilogia demorar meses a ser editado já é olhado de lado. Vamos lá ser justos. Ou os leitores falam mal da demora de todos os autores, ou simplesmente nem se pronunciem. Fica mal.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

O Outro lado da Literatura: Escritores Hipócritas

Olá, Pessoal!
O que pude aprender nestes onze anos (e conto desde 2009 porque foi quando comecei a conhecer outros autores) é que o mundo da literatura não é um mar de rosas. Há um outro lado que poucos conhecem.
Há uns dias perguntei no meu Facebook se gostariam de ver algum texto sobre escritores hipócritas. Todos pareciam gostar da ideia. E aqui estou eu!

Nos bastidores do mundo literário existem várias cobras, que se tentam engolir umas às outras para poderem chegar a algo que eu ainda não sei bem o que é.
Este seria um tipo de assunto que eu falaria de forma privada para alguém mais chegado, porém, como sou conhecida pelas críticas irónicas, decidi trazer isto a público. No fim de contas, o mundo literário está cheio de cobras e se vais falar sobre elas, ainda aparece uma para te "morder".
Mas aqui estou eu para falar a todos os leitores o que se encontra no mundo literário nos bastidores e como isso afeta a história que chega para vocês vinda de editoras, Wattpad, Amazon e etc...




E aqui está o Jim Carrey a representar-me, enquanto junto um amontoado de factos que vão provar o quanto este mundo literário está cheio de escritores hipócritas e como a cada dia surgem mais. É engraçado como escrevo mais depressa isto que a morte de uma personagem, incrível!
Não vou citar nomes por motivos de... enfim, represálias. Vai que ainda tenho a casa incendiada por "fãs zangados".
E aproveito para dizer que irei apenas ilustrar este post com gifs, tendo em conta a ironia e a crítica existente.

Sabem quando os autores surgem a pedir a bloggers/blogueiros (PT/BR) para fazerem críticas/resenhas aos seus livros? Muitos deles são pagos para o fazerem. Em vários grupos de escritores (e leitores) do Facebook vemos vários blogues literários cheios de críticas e alguns falam sem papas na língua e doa a quem doer. É cada crítica (Meu Deus!). E o pior de tudo é que na maioria das vezes esses leitores estão certos.
Qual é a reação de um escritor "comum"? "Vou ter que ver isso", ou "Não concordo, mas ok" ou ainda "Está certo".
Qual é a reação de um escritor hipócrita? "És um/a péssimo/a crítico!", "Exclui o blogue", "Não sabes fazer críticas".
Entendo o lado do blogger/blogueiro, afinal ele pagou para ler um livro e quer que o mesmo o agrade. Claro que se isso não acontece ele vai ficar irritado e não vai recomendar a familiares, colegas ou amigos e muito menos vai falar bem das páginas só porque o escritor é novo no mercado e tem que dar uma força.
E é claro que há muito escritor que fica irritado. Afinal o livro é o seu bebê, ele esforçou-se para escrever, é o trabalho dele, mas não passa tudo de um monte de palavras que não estão a inspirar o leitor (Vale lembrar que a minha pessoa já teve um blogger que reagiu ao meu primeiro livro com o gif da Glória Pires a dizer "Não sou capaz de opinar" e a minha reação foi bastante simples. Não mandei a leitora ir para um lugar, por exemplo).

No meio disto tudo ainda surgem aqueles autores que reclamam de leitores (não apenas de bloggers/blogueiros) que não gostaram dos seus livros. Sim, leram bem.



O leitor é obrigado a gostar da revisão que o escritor pagou para alguém fazer. O barato sai caro, é o que dizem por aí. O leitor é obrigado a gostar da história sem pés nem cabeça. O leitor é obrigado a não falar nada se o livro não o agradou, afinal é só ele parar de ler e calar-se.

E no fim ainda temos escritores a reclamarem de quem não concorda com o leitor e ainda falam em alto e bom som. Ou seja, aqueles escritores amigos falsos que a gente tem.
Há escritores a serem julgados pelas suas opiniões políticas, sociais, etc... Ou seja, não tem nada a ver com o livro.
Os leitores leem o trabalho antes de criticar, o escritor hipócrita fala antes de ler, até porque ele nem vai pagar pelo livro do colega.

Depois ainda temos nos grupos de escritores aqueles (e aquelas) que se dizem com muito preconceito linguístico, mas se lermos o livro deles percebemos que os erros ortográficos até são de cair o queixo ao chão. Sem contar com aqueles que criticam a capa de um livro, ou tentam achar semelhanças para gritarem que é plágio de alguma coisa deles. Mas aqui eles esquecem-se que podem estar a criticar o designer e não o escritor. Mas deixo isto para outro post.



Quando o escritor passa a ter mais leitores, começa a ser deixado de lado por colegas autores. Ou seja, a partir do momento em que uma pessoa começa a escrever e mostra que escreve, já entra na concorrência. Como se o leitor apenas lesse um único livro até ao fim da vida.
Os escritores que têm mais leitores não querem ajudar os escritores que começam agora porque têm medo da concorrência, ou estão perdidos no meio da sua revisão da história, ou da divulgação ou ainda a falar mal da capa, ou da história do outro. Enquanto isso, o outro escritor que começa agora está perdido a querer ajuda quando não há nenhuma pessoa boa a levantar o braço e a ir ajudar. Eles não sabem onde ir, o que dá certo e o que dá errado, não têm dicas absolutamente nenhumas.

Sem contar que há aqueles que gastam o seu tempo a juntarem os "fãs" para destruírem a "carreira" do colega que apenas começou no ano passado a lançar livros.
Eu não sei de onde eles tiram tempo para isso. Estou a escrever todos os dias, tenho que atualizar o blogue, escrever contos, revisar outros projetos, escrever mais posts informativos para o Grupo Fábrica de Histórias (porque eu gosto de ajudar) e ainda quero dormir sete horas por noite.
Se alguém souber o segredo deles, por favor revele e partilhe com o povo.

Termino aqui o post sobre escritores hipócritas depois de ter feito dois resumos, de ter perdido o rascunho todo perfeitinho e ter que o escrever novamente do início. Pois é. As cobras devem ter percebido que ia deixar aqui a verdade exposta.



No próximo post irei falar sobre preconceito, talvez. Mas não é sobre o preconceito racial. Seria o preconceito linguístico, talvez xenófobo e ainda o preconceito entre escritores independentes e dos que pertencem a alguma editora.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Racismo e homofobia - A autora explica

Olá, Pessoal!
Há uns dias tive uma conversa com algumas pessoas sobre a situação que está a ocorrer nos Estados Unidos sobre a morte de George Floyd. No meio da conversa fui questionada sobre a razão de não ter me pronunciado sobre isso quando várias pessoas traziam a hashtag #BlackLivesMatter. O facto de não me pronunciar nas redes sociais não quer dizer que seja racista. Prefiro atuar de forma pessoal e direta do que mostrar apenas apoio nas redes sociais.

Mas a situação que me leva a trazer este assunto para o blogue é quando essas mesmas pessoas me chamaram racista porque a única personagem negra que eu criei era homossexual e ainda morreu no fim. Ou seja, para justificarem o facto de eu não me pronunciar sobre o caso dos Estados unidos, usam o conto que escrevi.

O conto em questão é "Matando os Preconceituosos Demónios" que podem lê-lo, ou relê-lo AQUI.

Capa do conto

O conto foi escrito em 2017 e só agora me vi questionada sobre a real crítica presente.
Para quem me conhece na forma de escrever: Sim, o título foi uma resposta, o título foi uma crítica, o título até pode ter sido uma ironia... Mas não foi para quem vocês pensam (ou algumas pessoas pensam).
O Micael é um personagem negro e homossexual e, por isso, não o coloquei num enredo perfeito.

Não sei qual será o comentário dos leitores de raça negra, mas gostaria de ter a resposta dos meus leitores e até de novos leitores. O conto está ainda lá e continuará online para que todos leiam.

Deixo-vos um pequeno excerto do conto para que entendam a quem fiz a crítica: "... Nunca deixou que o maltratassem fosse por ser homossexual, fosse por ser negro".

Leio todos os comentários.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Longas Palavras Perdidas (Parte 7)

Olá, Pessoal!
Fiquem com a sétima parte do conto Longas Palavras Perdidas.

OBS: Fiquem atentos ao narrador e tentem entender o mistério o mais rápido que conseguirem.
Avisando ainda que apenas os excertos/trechos escolhidos das músicas foram a inspiração para aquela pequena parte do conto.

Longas Palavras Perdidas (Parte 7)

"Eu nem preciso rimar agora, a minha vida está feita... Eu sou podre de rico" - Letra da música.

Música:




Um mês passou. Rafael ouvia música com alguns amigos do bairro. Fumavam cigarros, bebiam e jogavam cartas. Uma música reconhecida começou a ser ouvida. Rafael foi o primeiro a reconhecê-la, mas não quis falar. Um dos amigos olhou para ele.
– A música do João.
Rafael respirou fundo, enquanto os outros ficaram surpreendidos. Era um rap. Um rap dele a passar na rádio.
– Sim. É dele. – Respondeu o Rafael.
– O puto tinha razão... – Falou um dos amigos.
Os amigos pareciam contentes. A música do João na rádio. O João estava a tornar-se conhecido. Que lindo! Um rapaz do bairro. Quem diria...
Para Rafael, a situação não era boa. O João sempre foi uma sombra na sua vida. Também ele tinha sonhos. Também ele tinha ambições. Também ele queria ser rico, queria cantar, queria ser reconhecido. Por que é que ele não era? E por que é que o João é?


"Não há nenhuma garantia que esta vida é fácil" - Letra da música.

Música:




A mãe do João estava emocionada enquanto ouvia a música do filho a passar na rádio. Estava orgulhosa do seu menino. Ela foi a primeira pessoa a acreditar nos seus sonhos, a acreditar nas suas ambições. Enquanto cortava um tomate para fazer uma salada para o almoço, viu-se a chorar. Um choro feliz. Um choro de orgulho. A vizinha surgiu em frente da sua janela assim que a música dele acabou de tocar.
– Parabéns, vizinha. Acabei de ouvir. O seu filho está um homem.
– Ele sempre me dizia que ia conseguir. E eu sempre acreditei nele.
– Fez bem, querida. Fez bem. – A vizinha afirmou com a cabeça. Também parecia orgulhosa de saber que um rapaz do bairro tinha conseguido sair daquela vida, daquela rotina. – Sabe, isto é muito bom para o bairro.
– Eu sei. – A mãe do cantor limpou uma lágrima que caía.
– A sério. É realmente muito bom.
– Eu sei. – Ela repetiu.
– E não ligue para as invejas. Sei que irá haver entre os amiguinhos dele, mas você é respeitada, vizinha.
– Eu sei.
A vizinha despediu-se com a desculpa de ir terminar o almoço. A mãe do João voltou a ter atenção ao tomate. Estava mesmo orgulhosa do seu menino.

"Acende e apaga as luzes" - Letra da música.

Música:





A jovem continuava em coma. Imagens bonitas passavam pela cabeça dela. Flashes rápidos sobre como seria a sua vida com o ex namorado João. Deitados na relva de uma casa com lago. Só mesmo um sonho porque na vida real seria praticamente impossível.
– Queria poder ficar aqui mais tempo, mas tenho que voltar para casa.
– Porquê?
Ela levantou-se e sacudiu as calças que estavam sujas com alguma relva.
– A minha mãe vai ficar preocupada.
– Ela sabe que estás aqui. Além disso, estamos a pensar no nosso casamento.
Calma... Casamento? Ela está a sonhar com casamento? Quantos meses é que ela já anda a sonhar? Há quanto tempo ela namoraria com ele?
– Sim, mas é preferível que ela esteja por perto. Temos que pensar no meu vestido de noiva.
Ele levantou-se da relva também.
– Ok, eu levo-te a casa.
– Não precisas.
– Não há possibilidade de negares. Que tipo de genro seria eu se agora aparecesses sozinha em casa? Eu teria a imagem de um idiota.
Ela riu-se.
– Então anda.
Eles encaminharam-se até ao carro dele. Um mercedes de 2010. Ele teria dinheiro para comprar um mercedes? Como?
Eles chegaram depressa a casa dela. Em segundos, devo confessar. Isto é apenas o sonho dela!
A mãe pareceu despreocupada ao ver a filha e ainda abraçou o futuro genro. Isto só mesmo em sonhos. Os pais dela detestavam o rapaz.
Mais flashes... Na verdade, no mundo real o quarto do hospital ficou negro. Tinham acabado de apagar as luzes.

"Assustada, andando em círculos. Estou debaixo da terra" - Letra da música.

Música:



A Joana chegou novamente ao quarto de hospital no dia seguinte para rever a ex amiga. Mentia constantemente aos enfermeiros chamando Mariana de amiga. A jovem continuava em coma, mas os médicos estavam esperançosos que ela iria acordar em breve.
– Já me disseram que vais acordar em breve. Que triste destino o teu. Podias ficar aí mais tempo. Podias ficar aí todos os teus dias.
Joana fez um ar sério enquanto olhava para o rosto sereno de Mariana.
– Vou ter que me meter nisto também. Sempre tenho.
Ela olhou em redor do quarto. Uma almofada em cima do cadeirão ao lado da cama prendeu-lhe o olhar. Deu a volta à cama e agarrou no objeto. Voltou novamente o olhar para o quarto. Viu a porta. Viu o rosto de Mariana. Era o melhor momento. Joana colocou a almofada na cara de Mariana e ela sentiu-se a sufocar. Um dos aparelhos começou a fazer apenas um "pi" continuado.
De seguida, Joana saiu dali.

Glossário:
Puto - rapaz (Linguagem popular entre jovens portugueses).


Espero que tenham gostado!
A Joana matou a Mariana?!
Será que conseguiram fazer a distinção entre os sonhos da Mariana e a realidade?
já resolveram o mistério?
A próxima parte será postada em breve!