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terça-feira, 23 de agosto de 2022

À Busca de um Sonho II

 Olá, Pessoal!
 Durante os anos de 2018/2019 estive a alterar alguns post antigos do blogue. Alguns erros ortográficos, coisas que me passaram na altura, foram alterados. No entanto, o enredo eu não modifiquei.

 Deixo-vos, então, aqui os links do antigo projeto "À Busca de um Sonho - Parte II" escrito em 2011, para que todos voltem a ler.


Capa de à Busca de um Sonho II

 À Busca De Um Sonho II (Escrita em 2011)
 Sinopse: Os seis amigos são agora a banda 3+3 que abalaram o Algarve, Portugal, para conseguirem seguir o seu sonho. O editor dá-lhes oportunidades para mostrarem ao mundo o seu potencial de estrelas de cinema. Esta pode ser a oportunidade que os seis ansiavam! Mas quando as três amigas e os três rapazes são levados a separarem-se para elas irem para Bollywood e eles para Hollywood tudo se torna difícil.
Será que vão continuar a ser a banda 3+3 ou irão seguir os seus sonhos separadamente?
 Género: Aventura, Romance, Drama.

Post único com todos os capítulos: (Apenas para o blogue)

 À Busca de um Sonho II


 Boa leitura! (novamente, para alguns).

sábado, 18 de janeiro de 2014

Á Busca de um Sonho II

(Observação da autora no dia 30/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "À Busca de Um Sonho II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capitulo 1

Passou um ano, um ano de vários concertos, uma ano de fama e um ano de aulas e de exames para a Micaela. Era dia 21 de Junho e era o último dia de aulas da Micaela. Os corredores da escola da Micaela, em Lisboa, estavam estranhamente desertos. Nem um som ecoava no interior do bar. Não se via ninguém subir apressadamente as escadas, não havia ninguém a correr nos corredores. O único som que se podia ouvir era dos professores a darem as suas aulas habituais. A turma onde se encontrava a Micaela estava a ter aula de Inglês, mas claro que ninguém ouvia a professora. Vários alunos, incluindo a Mimi, olhavam de 5 em 5 minutos para o relógio de parede. Quando finalmente a Mimi olhou pela octogésima vez (ou mais vezes), reparou que os ponteiros indicavam 14:58. Faltavam 2 minutos para saírem daquela aula triste e cansativa. A professora de Inglês é que estava completamente alheia ao facto de nenhum aluno lhe estar a prestar atenção.
– Vocês, depois de acabarem este ano em paz e sossego, lembrem-se que têm de se lembrar sempre do que vocês aprenderam na escola. – Dizia ela.
A Micaela olhou para a colega que estava ao lado dela na mesa que era a amiga Patrícia e viu que esta estava a olhar pela janela com um ar sonhador.
– Dêem largas aos vossos sonhos e façam a escolha correcta, mas antes disso aproveitem os dias quentes do verão. – Dizia a professora.
A Mimi deu um encontrãozinho no braço da Patrícia, a ver se ela acordava e disse:
– Estás a ouvir o que a professora disse agora? Será que endoideceu de vez? Claro que endoideceu, ela já devia saber que nós vamos aproveitar o verão.
A Patrícia ficou espantada.
– Tu ainda estás a ouvir a professora?
– Os disparates dela sim.
A Patrícia olhou para o relógio de parede.
– Falta um minuto. O futuro está a começar. – Disse ela à Mimi.
Quando começaram a faltar 50 segundos para o toque, os alunos começaram a se mexer nas cadeiras e a pensar: “O verão está a começar, o nosso futuro temos de pensar”.
Trimmmm! A campainha tocou e todos os alunos da escola saíram das salas e começaram a correr para ir ter com o verão. Chegou a hora de dizer adeus à escola.
A Mimi e a Patrícia encaminharam-se para os seus cacifos quando a Patrícia disse:
– O teu futuro já está feito. O meu é que nem por isso.
– Anima-te. – Pediu a Mimi.
– A Mariana e a Teresa vão te buscar, não é? – Perguntou a Patrícia.
– Sim.
– Era bom se pudessem cantar uma música para nós.
Uns rapazes da turma delas ouviram o que a Patrícia tinha acabado de dizer e concordaram:
– É verdade, tens de cantar, nem que seja uma música.
A Micaela sorriu.
– Vamos fazer os possíveis.
Entre risos e conversas, todos se dirigiam para o portão da escola, assinando também os livros de curso. A Micaela dirigia-se para perto das suas colegas da banda com a sua colega de turma, Patrícia. Quando finalmente se encontraram junto das colegas da Micaela, a Patrícia não perdeu tempo e informou:
– Nós queríamos que vocês cantassem uma música para nós. Será que é possível?
A Micaela arregalou os olhou para a Patrícia, como se estivesse a mandar calá-la. Contudo, a Patrícia não percebeu.
– Era boa ideia. – Respondeu a Teresa à pergunta da Patrícia, alegremente.
– Já viram os jornais? – Perguntou a Mariana.
– Sim. Os 3+3 estão na primeira página e o título é sempre parecido a: “3+3 ganham de novo”. – Respondeu a Patrícia, alegremente.
A Micaela sorriu, mas não foi um sorriso de contentamento, foi mais um sorriso de como se tivesse sido desprezada.
– Onde é a espécie de palco? – Apressou-se a Teresa.
“O quê?” – Pensou a Micaela. Ela estava tramada, agora teria de cantar perto das pessoas e o pior é que teria de cantar para os colegas da sua turma. Um terror.
– É ali. – Respondeu a Patrícia à pergunta da Teresa, apontando.
– Então vamos lá.
Encaminharam-se para lá e pegaram nos microfones que já estavam ligados e anunciaram:
– Vamos cantar agora uma música que foi escrita pelos rapazes da banda.
Começaram a cantar, sem som claro e todos os alunos da escola aplaudiam, como se o som da música estivesse presente. Embora estivessem só as raparigas da banda a cantar, os alunos batiam palmas. O pequeno espectáculo estava fantástico. Depois de ter acabado a canção, lançaram a correr para fora do portão da escola a caminho do verão, da liberdade e do futuro.

Capitulo 2

Uma semana depois, os 3+3 estavam prontos para voltarem para o Algarve, mas o editor tinha aparecido em casa deles para lhes dar uma notícia importante.
– Têm de apanhar o avião para a Índia, acho que este verão não vai ser passado no Algarve.
O Pedro não queria acreditar no que estava a ouvir.
– O quê?
– É isso que vos estou a dizer. Há um realizador que vos quer no seu filme de Bollywood e ele é Português, embora pensem que ele possa ser indiano.
A Teresa gritou de entusiasmo. O editor fez uma cara triste.
– Só há um problema.
As caras de entusiasmados dos 3+3 passaram a caras de preocupados.
– Qual é o problema? – Quis saber o Carlos.
– Só as raparigas é que podem viajar.
Olharam-se uns para os outros com caras tristes.
– É a vossa oportunidade de serem estrelas de cinema. – Continuou o editor.
A Micaela, com cara triste, respondeu:
– Não vamos.
E dizendo isto foi arrumar as suas malas para ir para o Algarve. A Mariana foi ter com ela.
– Mas não vamos o quê? Vamos sim.
– Têm de pensar depressa, o realizador quer uma resposta dentro de 24 horas. – Avisou o representante.
– Dê-mos um minuto, nós temos de falar. – Pediu o Luís.
– Está bem. – Respondeu o editor.
Eles foram para a cozinha para falarem mais à vontade, enquanto o editor estava à espera da resposta deles na sala.
– Então?! Isto é a nossa grande oportunidade. – Disse-lhes a Mariana.
– Nossa? – Perguntou o Carlos – Que eu saiba vocês é que vão para Bollywood.
– E que eu me lembre, no ano passado, quando andámos no Algarve, prometemos que esta banda não iria acabar. – Relembrou o Luís.
– Mas é a oportunidade dos 3+3 se tornarem estrelas internacionais. – Disse a Teresa.
– Também estás de acordo com a Mariana, Teresa? – Perguntou o Pedro.
– Claro que estou, nós queremos ser estrelas. – Respondeu a Teresa.
– Nós não. Vocês é que querem ser estrelas, vocês é que vão para Bollywood. – Disse o Luís.
– A banda vai estar sempre connosco, Luís. E vocês vão ser conhecidos na Índia, porque nós vamos falar de vocês. – Explicou a Mariana.
– Estás a falar a sério? – Quis saber o Carlos.
A Mariana fez um sim com a cabeça.
– Vendo bem, esta até pode ser a nossa oportunidade. – Disse a Micaela.
– Ou o nosso destino. – Acrescentou o Pedro.
– Então, vamos para a Índia. – Gritaram as raparigas.
– Ainda bem. Estava a ver que me assustavam. Amanhã de manhã trago-vos novidades. – Disse o editor.
– Está bem, adeus. – Disseram eles.
O editor saiu da casa dos 3+3.

Capitulo 3

Nessa noite, a Mariana e a Teresa sonharam com a ida à Índia, mas os rapazes e a Mimi tiveram pesadelos. Se antes eles tinham a mesma opinião, agora estava a ser diferente. Tudo estava a alterar-se. Os quatro reviravam-se na cama e acordavam com frequência.
Quando finalmente os ponteiros do relógio bateram para as 7:00 é que os quatro acabaram por conseguir cair no sono, mas agora já era tarde, tinham de se levantar. Vestiram-se, tomaram o pequeno-almoço e esperaram, com ansiedade, a visita do editor. Quando a Teresa ia sentar-se numa cadeira é que bateram à porta. Foi à porta e abriu-a. Era o representante. Todos olhavam para ele com emoções iguais, eles queriam saber desesperadamente as novidades. O editor tinha um sorriso estampado no rosto o que queria dizer que, a princípio, as novidades que ele tinha não eram más.
– Bom-dia, meninos! Dormiram bem? – Perguntou o editor.
– Alguns sim. – Respondeu o Pedro, com um sorriso, mas depois perdendo-o – Outros não.
– Então? Têm de se alegrar. – Pediu o editor.
– Ai é? Se tiver novidades más, pode nos dizer. – Disse o Carlos, sarcástico.
– Não tenho novidades más. – Garantiu ele.
– Então quais são as novidades que tem? – Perguntou a Mariana, alegre.
– Parece que as raparigas não são as únicas que vão viajar.
Os rapazes não estavam a acreditar no que estavam a ouvir.
– O quê? – Perguntou o Luís.
– Também vamos para a Índia? – Quis saber o Pedro, a sorrir.
O editor negou com a cabeça e os rapazes perderam o sorriso.
– Não fiquem assim, vão para os Estados Unidos. – Disse o representante.
– O quê? Estados Unidos? Fazer o quê? – Perguntou o Carlos, sem conseguir acreditar.
– Querem que vocês protagonizem um filme de musical. – Respondeu o editor.
Os 3+3 olharam uns para os outros com caras de parvos. Não estavam a acreditar no que estava a acontecer. Os rapazes da banda num lado e as raparigas no outro? Mas como iriam fazer alguma coisa para a banda continuar? Era impossível. Mas eles sabiam que era a grande oportunidade de mostrarem ao mundo o seu potencial para estrelas de cinema e os rapazes aceitaram o convite.
– Amanhã cada um de vocês vai para o avião e vai seguir o seu caminho, depois das gravações vocês voltam. – Disse o editor.
Eles não estavam a acreditar. Despedidas? Eles não iriam aguentar. Mas tinha de ser para lutarem pelos seus sonhos. O editor, depois das despedidas, saiu da casa deles.

Capitulo 4

Nessa noite, a Micaela estava sozinha no seu quarto quando bateram à porta. Era o Luís que, ao vê-la deitada na cama a olhar para o tecto, com um olhar sonhador, foi sentar-se ao lado dela. Via-se que no rosto da Micaela estada descrito o vazio.
– Porque não vais lá para a sala ter connosco? Estamos a divertirmo-nos. – Disse ele.
Percebia perfeitamente que a Micaela estava preocupada com qualquer coisa.
– Não me apetece. – Respondeu ela, com uma cara triste.
O Luís tentou de novo. Ela teria de lhe dizer a razão por que ela estava assim.
– Não vais sequer despedir-te de nós amanhã?
A Micaela olhou para ele. Afinal ele sabia a razão por ela estar triste. Ao princípio, ela hesitou, mas não querendo responder à pergunta, fez outra.
– Achas que... a banda vai terminar de vez, Luís?
– Terminar de vez acho que não! – Respondeu ele, para desanuviar o ambiente. Depois, com um ar sério, disse – É possível que as pessoas pensem que os 3+3 vão acabar, mas acho que não vão.
– Sinto que isto não passou de uma perda de tempo. – Admitiu ela.
– Mas valeu para seguirmos os nossos sonhos. – Disse ele.
A Micaela sorriu ao olhar para ele, mas, depois de desviar o olhar, ficou triste.
– Mas vamos ficar cada um por seu lado. Já não é um por todos e todos por um.
– Isso é se nós deixarmos.
A Micaela sorriu.
– Tens a certeza?
O Luís fez um sim com a cabeça.
– Obrigada.
O Luís sorriu.
– Vais lá para a sala?
Nesse momento, são interrompidos pela Teresa e pala Mariana.
– Podemos falar com a Mimi? – Perguntou a Mariana.
– Sim. – Respondeu o Luís, sorrindo para a Micaela e depois, levantando-se da cama, saiu.
A Micaela perguntou:
– O que querem?
A Teresa fechou a porta e foi ter com a Mimi.
– Se estás aqui, porque tens medo que a banda acabe, acho que estás com azar.
– O quê? – A Micaela não estava a acreditar.
– Sim, Mimi, não tenhas esperanças. – Disse a Mariana, indo também ter com ela.
– Vocês ouviram a minha conversa com o Luís, não foi? – Quis saber a Micaela.
– Não, só supúnhamos que estavas aqui por causa da banda. – Respondeu a Teresa.
– Sabem que mais? Acho que isto foi uma perda de tempo, se vocês não queriam que eu tivesse a ideia de fazer uma banda, diziam-me. – Despejou a Micaela, de uma vez por todas.
– Nós, ao princípio, não quisemos, mas tu perguntaste aos rapazes e eles disseram que sim. – Relembrou-lhe a Teresa.
– E foi aí que quisemos também entrar. – Acrescentou a Mariana.
– Foram sinceras quando nos disseram que queriam entrar para a banda? – Perguntou a Mimi.
A Mariana e a Teresa olharam uma para a outra, depois virando-se para a Micaela, a Teresa disse:
– Eu só quis entrar para poder ser famosa. – Admitiu.
– E eu só quis entrar para depois de sermos estrelas em Portugal, sair da banda e tentar ser dançarina. – Admitiu também a Mariana – Por isso é que te pedi para tu não recusares o convite, porque o teu sonho é ser actriz, Mimi. Embora houvesse esse teu sonho de fazer uma banda.
– Mas acima dos meus sonhos, está a amizade entre amigos, entre grupo. Se conseguir seguir o meu sonho e não ter sequer nenhum amigo para me apoiar é como se não valesse nada o que eu fiz. Percebem? – Perguntou a Micaela, a despejar tudo o que tinha dentro da alma.
A Mariana e a Teresa estavam boquiabertas.
– Nós percebemos. – Respondeu a Mariana.
– Vamos sair. Até já. – Disse a Teresa.
– Até já.