quinta-feira, 16 de abril de 2026

Dicas para escrever diálogos melhores

 Olá, Pessoal!

 Neste post falo-vos de diálogos, até porque hoje é o Dia Mundial da Voz.

 Os diálogos bem escritos fazem toda a diferença. Apesar de muitas histórias serem contadas principalmente por meio da narração, quando há diálogo os personagens tornam-se mais reais, já que é possível observá-los. Além disso, o diálogo dá agilidade à narrativa, ajuda a construir a tensão necessária à trama e revela muito das características de cada personagem.

 Aqui vão as dicas sobre como escrever melhores diálogos.

 1. Relacione o diálogo à cena

 Não basta inserir diálogos na história. É preciso que eles estejam fundamentados em alguma cena, tenham relação com o ambiente, o cenário ao seu redor.

 2. Não abuse dos dialetos e expressões

 É comum utilizar dialetos para dar personalidade a um personagem, especialmente se ele vem de uma região ou cultura diferente. Mas é preciso evitar a tentação de abusar desse recurso sob a pena de tornar o texto difícil de ler. Uma palavra ou expressão de vez em quando é suficiente para que o leitor entenda qual é a sua ideia. Essa dica também serve para apresentar personagens com baixo nível educacional e pouco domínio da língua.

 3. Evite que um único personagem fale demais

 Em diálogos reais, não é comum que alguém fique a falar muito tempo sem interrupção, a menos que seja alguma situação específica, como uma palestra ou apresentação. Caso seja necessário mostrar que o personagem falou por muito tempo, apresente o início e o final da fala e intercale com passagens narrativas.

 4. Caracterize cada personagem com uma voz distinta

 Pessoas falam de forma diferente. Coloque isso nos seus personagens para diferenciar os diálogos.

 5. Aprenda a utilizar os silêncios

 Um silêncio bem utilizado é um ótimo recurso narrativo. Há situações em que o que não é dito tem mais poder do que o que é dito. Quando um personagem fica sem palavras, recusa-se a responder ou mesmo a conversar com alguém, o leitor imediatamente percebe que há alguma situação estranha entre eles. Isso sem que haja necessidade de explicações ou descrições.

 6. Não é necessário reproduzir todas as etapas do diálogo, como os "olás" e os "até logo"

 Diálogos devem soar o mais reais possíveis, mas isso não significa que o autor precisa de reproduzir todas as partes de uma conversa.

 7. Coloque os personagens a discordarem ou a serem contrariados

 Se durante os diálogos os personagens ficarem a concordar entre si, além de não acrescentar nada à história ainda torna a situação chata para o leitor.


 Mais posts em breve!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

A crise dos 20

 Olá, Pessoal!
 Hoje trago um post reflexivo.


 Uma das minhas questões internas está relacionada com a crise dos vinte. Rascunhei, por diversas ocasiões, o que pensava disso: “uma crise despoletada não só pela nossa cabeça, mas principalmente pelas informações que a sociedade nos obriga a ingerir, sem questionamentos”.

 Na verdade, penso que essa crise existe e tem muitas conexões com o facto de nos apercebermos enclausurados num sonho que não é nosso, a lutar por objetivos que não são nossos, mas acerca da qual nutrimos receios e dúvidas. A crise dos vinte existe e, para mim, foi ter estado perdida e a sentir-me obrigada a perseguir uma ambição com a qual já não me identificava, visto que grande parte da pressão que existe sobre mim sou eu que a moldo e utilizo contra mim mesma.

 A crise dos vinte, para mim, foi saber reconhecer o quão tóxico é utilizar as redes sociais. O quão tóxico é cobrar-me pelas conexões pessoais que eu tive de abandonar, em prol da minha saúde mental. 

 A crise dos vinte existe!

sábado, 4 de abril de 2026

Tag: Como eu leio

 Olá, Pessoal!

 No post de hoje, deixo as respostas a uma tag nova.


 1- Compras tu mesmo(a) os teus livros ou tens anjos da guarda? Se tens, quem são eles normalmente?
 Ou sou eu ou os meus pais.

 2- Gastas quanto (em média) por mês em livros?
 Por mês é pouco. Acho que neste momento faço escolhas (até porque não tenho mais espaço na estante).

 3- Consegues livros emprestados com frequência? Se sim, quem te empresta normalmente?
 Sim. Tenho editoras, autores, pessoal do mercado editorial e até mesmo colegas.

 4- Lês em média quantos livros por mês?
 Depende, mas posso soltar aqui uns 7.

 5- Lês em média quantas páginas num dia da semana? E nos fins de semana?
 Não faço a mínima ideia, mas devo ler entre 200 e 300.

 6- Consegues abandonar um livro no meio da leitura?
 Não. Acho que li todos os livros, mesmo aqueles que achei chatos, até porque tinha que fazer resenha.

 7- Consegues ler em locais movimentados?
 Não.

 8- Preferes ler na mesa, no sofá, no chão ou na cama?
 Eu prefiro ler sentada numa cadeira, algo mais fixo. Não quero sofrer de problemas na coluna mais tarde.

 9- Qual é a hora do dia em que preferes ler?
 De tarde, ou um pouco de noite, se não escrever em vez disso.

 10- Já deixaste de sair com os amigos só para ler aqueles capítulos irresistíveis?
 Sim.

 11- Já sonhaste ou tiveste pesadelos vivendo a história de um livro? Qual foi o livro?
 Não.

 12 - Já choraste ao terminar um livro? Foi de felicidade ou tristeza? Qual foi o livro?
 Sim. Marley e Eu. De tristeza. Este marcou-me.

 E terminou aqui!
 Caso façam nos vossos blogs, deixem o link nos comentários!

Até ao próximo post!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Dia Mundial do Livro Infantil

  Olá, Pessoal!

 Hoje é o Dia Mundial do Livro Infantil e decidi deixar aqui uma sugestão de um livro infantil, que até se encontra lido no Youtube.

 A Raposa que não Gostava de Estudar

 Já conheciam?

 Que outras sugestões têm?