segunda-feira, 25 de junho de 2018

Desafio World Cup Literário - Fase 2 (Resultados)

Olá, Pessoal!
Deixo aqui os resultados da Fase 2.


Terminei com 11 livros Nacionais (Portugueses) e 2 livros Estrangeiros. *

* Não contando com os empates (que eram uma escolha).

Fase 2:
19/06: Rússia - Egito (A).
(3-1 - Vence Rússia)
Livro Nacional (Português)

Os Lusíadas de Luís de Camões


Ano: 1572
Sinopse: A ação central da obra é a viagem de Vasco da Gama para a Índia. Dela se serve o poeta para nos oferecer a visão épica de toda a História de Portugal até à sua época, ora sendo ele o narrador, ora transferindo essa tarefa para figuras da viagem. Para outras figuras - as míticas - transfere os discursos que projetam a ação no futuro em forma profética.
O Poema interpreta os anseios dos humanistas numa linha de continuidade das epopeias clássicas, cantando o triunfo do Homem contra as forças da Natureza, e do Homem que "deu novos mundos ao Mundo", iniciando assim um novo período da História.

Opinião: Li na escola. De todas as passagens as minhas favoritas são a história de Inês de Castro e o Adamastor.

20/06: Portugal - Marrocos (B)
(1-0 - Venceu Portugal)
Jogo com o país que eu torci - Sem livro

20/06: Uruguai - Arábia Saudita (A)
(1-0 - Venceu Uruguai)
Livro Nacional

A Ilustre Casa de Ramires de Eça de Queiroz


Ano: 1900
Sinopse: Nesta obra, Eça conta a história de Gonçalo Mendes Ramires, nas suas relações familiares, no seu convívio social, nos seus entusiasmos e nas suas inexplicáveis reações.
O romance desenrola-se em dois planos que caminham paralelamente. Num, feito de idealismo, projeta-se o tradicionalismo romântico: romance histórico; no outro, com o sentido do realista, perpassa a vida contemporânea da província. É evidente o contraste entre a nobreza dos feitos guerreiros do romance e a mesquinhez, bisbilhotice, da vida da província. O próprio estilo é diferente.

Opinião: Não sei porque acrescento a opinião. Já falei nos resultados da Fase 1 que gosto muito deste autor.

20/06: Irão (Irã) - Espanha (B)
(0-1 - Venceu Espanha)
Livro Nacional

A Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen


Ano: 1958
Sinopse: A Menina do Mar é o primeiro conto de Sophia para a infância e foi editado, pela primeira vez, em 1958.
Tendo a praia como cenário, este conto revela-nos uma história de amizade entre um rapaz e a Menina do Mar. Cada um vive no seu mundo, o rapaz na terra e a menina no mar, mas a curiosidade de ambos leva-os a querer partilhar essas diferenças: a menina fica a saber o que é o amor, a saudade e a alegria; o rapaz aceita viver com ela no fundo do mar.

Opinião: É o meu livro favorito desta autora. Tinha falado nos resultados da Fase 1 que "O Rapaz de Bronze" não era dos meus favoritos. Pois bem, decidi partilhar o meu favorito.

21/06: Dinamarca - Austrália (C)
(1-1 - Empate)
Escolha de livro: Estrangeiro

Pânico a Bordo de Konsalik


Ano: 1986
Sinopse: O magnífico paquete de luxo deixa para trás a bela ilha de Bali. A bordo seguem mais de trezentos tripulantes cuja missão é preparar tudo para que a viagem seja perfeita. Por entre os passageiros contam-se algumas das pessoas mais ricas do mundo, Lotte e Peter Ahlers, a baronesa von Schlfelden, e o consultor americano Eduard Hallinsky entre outros. Tudo parece correr bem até que têm lugar alguns acontecimentos estranhos. Alguém faz desaparecer os bens dos passageiros, ri-se nas suas costas ou grita no escuro. De início ainda se põe a hipótese de se tratar de uma brincadeira de mau gosto, mas essa opinião muda e o medo instala-se quando uma passageira é atacada. Em alto mar não há como fugir e o porto de Singapura está ainda muito longe.

Opinião: Foi uma surpresa o final do livro. Não imaginava que o autor de todo aquele pânico fosse... enfim... não quero soltar spoiler. Foi uma boa surpresa.

21/06: França - Peru (C)
(1-0 - Venceu)
Livro Nacional

Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett


Ano: 1844
Sinopse:  Drama representado pela primeira vez em 1843, publicado em 1844, é considerado a obra-prima do teatro romântico e uma das obras-primas da literatura portuguesa.
O enredo, inspirado na vida do escritor seiscentista Frei Luís de Sousa, de seu nome secular D. Manuel de Sousa Coutinho, tem como pano de fundo a resistência à dominação filipina.
Na célebre memória "Ao Conservatório Real" que acompanha a peça, Garrett critica o modo como na sua época se pretende fazer o drama, com um excesso de violência e de imoralidade, e alega ter desejado "excitar fortemente o terror e a piedade", usando de contenção e simplicidade.

Opinião: É uma história (estória) bonita e lê-se de forma rápida, embora na escola não tenha gostado.

21/06: Argentina - Croácia (D)
(0-3 - Perdeu)
Livro Estrangeiro

O Boneco de Neve de Jo Nesbø


Ano: 2007
Sinopse: Noite escura. Lá fora começa a nevar. A primeira neve do ano.
No conforto da sua casa, Jonas acorda a meio da noite, chama pela mãe, mas o único rasto que encontra são as pegadas húmidas no chão das escadas. No jardim, a mesma figura solitária que vira durante o dia: o boneco de neve, agora banhado pelo luar, com os olhos negros fixos na janela do quarto. E no pescoço um agasalho: o cachecol cor de rosa que oferecera à mãe.
Encarregado da investigação, o Inspetor Harry Hole está convencido de que existe uma ligação entre o estranho desaparecimento da mãe de Jonas e uma carta ameaçadora que recebeu alguns meses antes. Quando Harry e a sua equipa começam a analisar antigos casos por resolver, descobrem que, ao longo dos anos, no primeiro dia em que nevou, desapareceu um número alarmante de mulheres, com uma característica comum: eram todas casadas com filhos. E quando se vê confrontado com outro caso com as mesmas características, as suspeitas de Harry confirmam-se: não passa de um mero peão num jogo mortífero. Pela frente tem o primeiro assassino em série da Noruega, um assassino tão inteligente, que quase o leva à loucura.

Opinião: Se há coisa que eu mais detesto é acertar no assassino de um livro policial. E termino a minha opinião por aqui, porque fiquei desiludida.

22/06: Brasil - Costa Rica (E)
(2-0 - Venceu)
Livro Nacional

Felizmente Há Luar! de Luís de Sttau Monteiro


Ano: 1961
Sinopse: Denunciando a injustiça da repressão e das perseguições políticas levadas a cabo pelo Estado Novo, a peça Felizmente Há Luar!, publicada em 1961, no mesmo ano de Angústia para o Jantar, esteve proibida pela censura durante muitos anos. Só em 1978 foi pela primeira vez levada à cena, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.
Eu sou um homem de teatro concreto, real, de palco. Para mim, o teatro surge quando está no palco, quando estabelece uma relação social, concreta, num povo e num grupo. O livro meramente, ou o texto, tem para mim muito pouco significado, apesar de eu ser um autor teatral. (…) Se vocês são o teatro do futuro, eu sou o do passado. Eu sou um homem para quem só conta o espetáculo.
Estas são palavras proferidas por Sttau Monteiro e publicadas em Le théatre sous la contrainte, Atas do Colóquio Internacional realizado em Aix-en-Provence, em 4 e 5 de dezembro de 1985, publicadas pela Universidade de Provence, em 1988.
É com esta citação que o Professor José Oliveira Barata, autor de Para Compreender Felizmente Há Luar!, estudo publicado também por Areal Editores, ilustra o facto de o texto dramático constituir apenas um primeiro passo para fomentar, em quem ensina e em quem aprende, o gosto pelo Teatro, entendido como expressão cultural socialmente condividida.

Opinião: De todos os livros que li na escola, este foi um dos que menos gostei.

22/06: Nigéria - Islândia (D)
(2-0 - Perdeu)
Livro Estrangeiro

Casada com um Desconhecido de Patricia MacDonald


Ano: 2006
Sinopse: Emma Hollis é uma psicóloga que trabalha num centro de crise para adolescentes. Além de amar o seu trabalho, está também apaixonada por David Webster, um jornalista sedutor que conheceu há pouco tempo.
Após engravidar, Emma e David casam rapidamente e vão passar um fim de semana numa cabana rústica nos montes isolados de New Jersey. E é aqui que começam os problemas.
Enquanto David vai cortar lenha para a lareira, um atacante mascarado, empunhando um machado, aproxima-se de Emma, com o objetivo de a matar.
Tudo isto acontece rapidamente nos primeiros capítulos. Após este brutal ataque, Emma é levada para o hospital e David é considerado o principal suspeito. Ela recusa-se a acreditar que o seu marido a quisesse morta, mas a verdade é que não o conhece assim tão bem. E nós também não, pelo que começamos a desconfiar dele.

Opinião: Gostei do suspense que a autora "traz" no livro. Acho que é um bom policial.

22/06: Sérvia - Suíça (E)
(1-2 - Venceu)
Livro Nacional

Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco


Ano: 1862
Sinopse: Nesta obra, misto de poema, de novela e de tragédia, Camilo atinge a maturidade artística.
É uma obra equilibrada, com enredo conciso, sem episódios dispersivos, sem um número excessivo de personagens, quase sem considerações do autor, com uma linguagem adequada, substancialmente romântica, na correspondência trocada entre Simão e Teresa, mas saborosamente popular em João da Cruz, franca, viva, cheia de conceitos populares, e, por outro lado, intencionalmente irónica, caricatural, entre as freiras do convento, a anunciar já o escritor de transição para o realismo.

Opinião: Inicialmente não gostei do livro, mas após perceber a tragédia comecei a ficar mais convencida (não gosto de romances que terminem bem, já se sabe!). Camilo Castelo Branco não é um "tipo" de autor que eu aprecie, mas é um clássico.

23/06: Bélgica - Tunísia (G)
(5-2 - Venceu)
Livro Nacional

Sermão de Santo António aos Peixes de Padre António Vieira


Ano: 1682
Opinião: Mais um que eu li na escola e não gostei e depois voltei a reler após a escola e continuei a não gostar.

23/06: Coreia do Sul - México (F)
(1-2 - Venceu)
Livro Nacional

O Codex 632 de José Rodrigues dos Santos


Ano: 2005
Sinopse: Baseado em documentos históricos genuínos, o novo romance de José Rodrigues dos Santos transporta-nos numa surpreendente viagem pelo tempo, uma aventura repleta de enigmas e mitos, segredos encobertos e pistas misteriosas, aparências enganadoras e factos silenciados, um autêntico jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade. Uma obra admirável que não se consegue parar de ler!

Opinião: Um dos escritores portugueses que eu menos gosto é o José Rodrigues dos Santos. É um ótimo profissional, um ótimo jornalista, mas como escritor não me cativa.  Há muitas semelhanças entre ele e o Dan Brown (se bem que eu também não gosto da forma de escrita do Dan Brown). Peço desculpa aos leitores, mas, para mim, José Rodrigues dos Santos não me convence.

23/06: Alemanha - Suécia (F)
(2-1 - Venceu)
Livro Nacional

Livro do Desassossego de Bernardo Soares (Fernando Pessoa)


Ano: 1982
Sinopse: «O que temos aqui não é um livro mas a sua subversão e negação, o livro em potência, o livro em plena ruína, o livro-sonho, o livro-desespero, o anti-livro, além de qualquer literatura. O que temos nestas páginas é o génio de Pessoa no seu auge». 
Estas são palavras da INTRODUÇÃO à primeira edição do Livro do Desassossego publicado pela Assírio & Alvim, em 1998. Com o presente volume, vamos na décima edição desta maravilhosa e sui generis obra, agora enriquecida por alguns inéditos e, sobretudo, por dezenas de melhoramentos na leitura dos originais manuscritos, redigidos numa caligrafia notoriamente difícil de decifrar.
Esta nova edição também apresenta uma articulação aperfeiçoada de alguns trechos e inclui profusas notas que vêm esclarecer praticamente todas as referências literárias e históricas. Mantém-se, no entanto, o carácter essencialmente hesitante e fragmentário do Livro, realçando assim o que o autor chamou de «o devaneio e o desconexo lógico» da sua «expressão íntima».
Era, com efeito, o livro de um sonhador e para sonhadores. E era - vai sendo - muitas outras coisas para todos os que entram neste vasto e surpreendente universo escrito.

Opinião: Escrito pelo heterónimo de Fernando Pessoa, Bernardo Soares. Os textos passam-nos a inquietação e a angústia. Um livro que faz pensar. Li-o muito nova, e tive que o reler muitas vezes. Acho que quanto mais cresço e volto a ler, de mais formas fico a entender o livro.

24/06: Inglaterra - Panamá (G)
(6-1 - Venceu)
Livro Nacional

Memorial do Convento de José Saramago


Ano: 1982
Sinopse: «Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: "Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra... Era uma vez a gente que construiu esse convento... Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes... Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido". Tudo, "era uma vez...". Logo a começar por "D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa a até hoje ainda não emprenhou (...). Depois, a sobressair, essa espantosa personagem, Blimunda, ao encontro de Baltasar. Milhares de léguas andou Blimundo, e o romance correu mundo, na escrita e na ópera (numa adaptação do compositor italiano Azio Corghi). Para a nossa memória ficam essas duas personagens inesquecíveis, um Sete Sóis e o outro Sete Luas, a passearem o seu amor pelo Portugal violento e inquisitorial dos tristes tempos do rei D. João V.»

Opinião: Dizem ser um dos melhores livros portugueses de sempre, mas eu não gostei de lê-lo. Nem voltando a ler depois de um ano inteiro de aulas eu aprendi a gostar (normalmente o que lemos durante o ano letivo é tudo menos uma leitura prazerosa).

24/06: Japão - Senegal (H)
(2-2 - Empate)
Escolha de livro: Estrangeiro

Vidas Trocadas de Sandra Brown


Ano: 2000
Sinopse: As gémeas Melina e Gillian Lloyd são praticamente iguais, ambas empresárias de sucesso e solteiras. Mas numa coisa são diferentes: Melina é impulsiva, enquanto Gillian gosta de ponderar bem as suas decisões. Além disso, Gillian quer um filho. Sentindo o relógio biológico a avançar inexoravelmente, opta por se submeter a uma inseminação artificial, utilizando esperma de um dador anónimo. A história começa no dia em que ela faz a inseminação. 
Nesse dia, Melina acompanha, na sua qualidade de relações públicas, o coronel da NASA Christopher «Chefe» Hart à cerimónia de entrega de um prémio. Mas terá sido mesmo Melina?
A vida do coronel choca, depois interliga-se, com a das gémeas. Uma partida aparentemente inofensiva acaba em catástrofe. Na manhã seguinte a terem trocado de identidades, Melina recebe uma notícia terrível: a irmã fora brutalmente assassinada — e o coronel, apesar de inocente, é o principal suspeito. O que parece de início ser um homicídio de fácil resolução acaba por conduzi-los às montanhas do Novo México onde um louco, cujos planos diabólicos requerem a substituição de Gillian por Melina, está a criar uma «nova ordem mundial». Mesmo que seja apenas parcialmente bem-sucedido, as consequências serão catastróficas e afectarão o mundo inteiro.

Opinião: Não é um livro que detesto, mas também não o adoro. A autora faz um suspense imenso quanto à identidade da irmã gémea quando os leitores (ou pelo menos eu) já sabiam que gémea esteve presente durante todo o livro. Mas quanto ao policial, nada a apontar.

24/06: Polónia - Colômbia (H)
(0-3 - Venceu)
Livro Nacional

Inês de Portugal de João Aguiar


Ano: 1997
Sinopse: Castelo de Santarém, num dia do ano de Cristo de 1359.
Enquanto El-Rei D. Pedro I corre a caça pelos campos, os seus conselheiros Álvaro Pais e João Afonso Tello esperam com sombria ansiedade a chegada de dois prisioneiros, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho, dois dos "matadores" de Inês de Castro (o terceiro, Diogo Lopes Pacheco, logrou fugir e refugiou-se em França). A esses homens havia sido solenemente prometido perdão, mas o Rei, decidido a vingar a única mulher que amou, quebrou o juramento feito, e agora eles vêm, debaixo de ferros, a caminho de Santarém. É este o ponto de partida de Inês de Portugal. Mas ao longo das suas páginas é todas a história de Pedro e Inês que João Aguiar reconstrói, abordando pela primeira vez um tema histórico posterior à Nacionalidade e fazendo-o desde logo com um dos mitos maiores da nossa consciência de Nação.

Opinião: Tive que o comprar por causa da escola, mas acabei por gostar dele. É uma tragédia bonita.

E aqui estão os meus resultados à Fase 2.

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