sábado, 1 de dezembro de 2012

Capitulos 13 e 14

(Observação da autora no dia 18/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "A Escola do Terror III". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" ).


 Capítulo 13

Meia hora passou, a escola ficou fechada e os professores tinham saído para tomar o café da manhã. A pouco e pouco saíram os alunos, até, no final, só ficarem a Diana e o Bernardo que, sem nenhum som, foram os dois para casa dele. Calmamente, se sentaram no sofá e respiraram fundo. Todos os sentimentos estavam à flor da pele. Ainda nem acreditavam no que estava a acontecer. Ainda nem acreditavam que a Angelina tinha perdido a vida. Ela tinha morrido num hospital com dezassete anos. Como foi possível isto acontecer? Os dois não se conformavam: a amiga e o namorado. Ela morreu por culpa deles? Tinham alguma culpa? Quem era a pessoa que respondia a isto, sinceramente? A Angelina tinha morrido e os dois eram os mais chegados a ela, os que deram mais problemas, mas também os que deram muitas alegrias. Uma alegria na tristeza, pensava a Angelina, mas o sentimento entre eles era verdadeiro e disso ninguém podia tirar... até à morte dela. A Angelina perdeu a vida na pior situação e os dois não se conformavam.

Capítulo 14

Depois de um longo tempo sem dizerem nenhuma palavra, o Bernardo começou a falar.
 Ela partiu.
A Diana afirmou com a cabeça. Houve um momento de silêncio.
- Podia não parecer, mas no meio de toda a minha brincadeira, eu gostava mesmo dela.
A Diana respirou fundo.
 Só agora dizes isso? – Perguntou ela.
O Bernardo baixou a cabeça.
 Nós éramos e somos do grupo.
A Diana levantou-se do sofá.
 Eu já estou farta do grupo. – Disse ela, ficando zangada.
Houve uns segundos de silêncio.
 Eu também. – Admitiu o Bernardo.
A Diana sorriu.
 Podias parar de me dar condições. – Disse ele.
 Não! As condições fazem parte.
 Do quê? – Levantou-se do sofá começando a ficar zangado.
 Para ficares no grupo.
 Estou farto das regras. – Gritou ele.
 Também eu.
Houve uns segundos de silêncio. A Diana deu-se conta que falou o que não devia.
 Eu não quis dizer isso. – Disse, mais calma.
 Eu ouvi, admite. – Disse ele, devagar.
 Não tenho nada para admitir.
 Fica só aqui entre nós. – Insistiu ele.
 Eu estou farta das regras, é isso. – Disse ela.
Será que o Bernardo ouviu bem? Será verdade o que a Diana disse?


Fim dos Capítulos 13 e 14.

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