terça-feira, 30 de julho de 2013

Capitulo 59 - Atitude arriscada, mas esperta

(Observação da autora no dia 18/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Encontro com o 666". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" com o título "Encontro com o Passado" ).


João

Os ânimos acalmaram. Quando tivemos todos juntos, decidi voltar a falar sobre as desgraças desse dia.
– Pronto, já sabemos quem é a ex-namorada do Pedro. Vamos conversar com a Ana Carretas… ou melhor, eu vou falar com a Ana Carretas. O Miguel Rodrigues morreu de overdose. A Bruna foi raptada e a Marta morreu.
– A culpa foi toda dele! O Henrique não devia ter feito o que fez! Foi muito arriscado. – A Diana gritou.
– Ele não fez por mal. – Defendeu a Andreia – Se alguém desvende o segredo que trabalha com o 666, essa pessoa está morta.
– Obrigado, Andreia. Talvez por essa razão a Joana fugiu assim que viu a irmã morta. – Disse o Henrique, de cabeça baixa.
– Foste um irresponsável, Henrique! Não devias ter arriscado tanto. – A Diana estava zangada e eu compreendia-a. O Henrique era uma pessoa irritante. Às vezes.
– O que é que vamos fazer, João? – Perguntou-me a Ana.
– Ainda têm o problema da Bruna. O 666 quer saber onde está a Ana. – Alertou a Andreia.
A Diana sentou-se.
– Isso é muito para nós. Tu tens que dizer a verdade, senão és morta, Andreia.
– Vocês disseram que me iam proteger. – Disse a Andreia, zangada.
– E vamos, Andreia, e vamos. – Garantiu a Ana – Acho que o melhor a fazer é mesmo contar a verdade ao 666.
A Diana olhou para a Ana, séria.
– Vais contar onde a minha irmã está?
– É a única hipótese para conseguir salvar a Andreia.
– E a minha irmã? Quem a salva? – Disse a Diana, secamente.
Ninguém a respondeu. O Henrique saiu acompanhado pela Ana e pela Andreia. A Diana ia sair também, mas eu chamei-a.
– Se vais falar sobre a minha irmã, eu não quero saber. – Disse ela.
– Não. É sobre o Henrique.
– Então?
– Eu sei que o Henrique às vezes tem atitudes estranhas para um polícia e dá-me vontade de ter atitudes iguais às tuas, mas, desta vez, acho que ele fez bem.
– Como assim?
– A Marta morreu mas a reação da Joana… a Joana ficou fragilizada pela morte da irmã. Ela não sabe o que fazer. E se o Henrique tiver provas, tiver gravado a conversa, a Joana é presa e uma das pessoas do 666 desaparece.
– Ela pode ser presa?
Afirmei.
– Ela é maior de idade.

Ana Rodrigues

O Henrique foi embora dizendo que tinha provas. Tinha gravado tudo no seu telemóvel. Foi uma atitude arriscada, mas esperta.
– Andreia, eu preciso de saber uma coisa. A Ana esconde algo da irmã, não é?
A Andreia respirou fundo. A atitude dela explicou tudo.
– A Ana… tu sabes que ela é católica. A mais católica da família delas.
– Sim, e?
– E… ela engravidou.
Fiquei chocada.
– Tão católica e engravidou?
– Foi de um namorado dela. Não foi numa noite. Mas ela teve medo de contar à Diana.
– Porquê?
– Em parte graças à religião e depois graças ao nome do pai da criança.
– Quem era?
– Era um amigo do César. Ele consumia droga. Já faleceu.
Respirei fundo. Nunca pensei que a Ana fizesse isso. Imaginei qual seria a reação da Diana. Ficaria chocada possivelmente.
– Ela abortou sem que a Diana soubesse.
– Abortou?
– Aborto espontâneo.
– Como soubeste?
– Pela Bruna. O César tinha-lhe contado.
Agora tudo fazia sentido.


Fim do Capítulo 59.

sábado, 27 de julho de 2013

Capitulo 58 - Engraçada a rapariga!

(Observação da autora no dia 18/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Encontro com o 666". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" com o título "Encontro com o Passado" ).


Henrique

Tinha notícias para os meus colegas.
– O Ailton está nos alcoólicos anónimos. Ele disse-me que o Miguel Rodrigues não queria ir com ele.
– Era de prever. – Disse a Ana.
– Sim, o César bem queria que eles não tivessem vícios desses. – Era a Andreia. Engraçada a rapariga!
– Tens tido notícias da tua irmã, Diana? – Perguntou a Ana.
– Não. Perdemos contacto depois de ela ir para Espanha com a nossa mãe, mas é melhor assim.
– Estranho. Se ela foi para Espanha e o 666 não sabe, ele vai tentar fazer algo para saber. E tenho receio que algo vá fazer à Andreia. – Disse a Ana.
– Porquê a mim?
– Porque tu é que estás mais próxima da irmã da Diana.

***

Henrique

Era já sábado, finalmente. A Marta e a Joana estavam no local combinado. Pela primeira vez, concordei com o meu colega. Era arriscado o que estava a fazer, mas não desisti, não desisto e não vou desistir.
– Como é que vocês souberam da bomba em casa da Diana?
– A Marta viu a bomba. – Respondeu a Joana.
– Impossível. O assassino colocou a bomba sem que ninguém a tivesse visto.
– Mas… mas…
A Marta ficou calada durante toda a conversa, o que me chamou à atenção. A Joana não sabia o que dizer.
– Nós trabalhamos para o 666. – Confessou a Marta.
Foi mais depressa do que eu pensei.
– A Joana colocou a bomba a mando do 666.
– Porque é que vocês trabalham para ele?
– O 666 sabia dos nossos problemas pessoais e fez acordos connosco.
– Marta! – Repreendeu a irmã.
Eu sabia que as duas gémeas tinham problemas pessoais. Não viam o pai. Não sabiam onde ele estava. Tive a sensação que estava a lidar com um assassino inteligente, muito inteligente.
Nesse momento, ouve-se o barulho de um tiro. A Marta caiu ao chão, morta. A bala atingiu-lhe o coração. A Joana entrou em pânico, eu fiquei sem reação. A irmã da Marta saiu a correr. Não chamou os bombeiros, o que me surpreendeu. Peguei no meu telemóvel. Estava a tremer. Isto nunca me tinha acontecido. Liguei ao meu colega João.
– Estou, já falaste com elas? Tenho novidades e não são boas: a Andreia recebeu uma chamada. A Bruna foi raptada.

***

Andreia
– A tua amiguinha está comigo. Se a queres de volta, vai ter com o 666 e diz-lhe onde está a Ana, irmã da Diana.

***

– … a Diana soube pelo Diogo que a ex-namorada do Pedro Guerra era a Ana Carretas.
– Ah… ela embebedou-o? – Perguntei, desorientado com toda aquela informação.
– Sim. E o Hugo ligou para mim. O Miguel Rodrigues morreu de overdose. O César ficou devastado e sente-se culpado. O que se passa contigo?
Respirei fundo.
– A Marta morreu!


Fim do Capítulo 58.

Selo

Olá, Pessoal!
Aqui está um selo dado pela Rafaela Silva.




As regras:
 Agradecer à pessoa que te deu o selo e colocar o link dela.
 Escolher 15 blogs com menos de 200 seguidores.
 Avisar os blogs que indicar.
 Escrever 7 coisas que gosta.

Link da Rafaela Silva: Odinista

Blogs indicados:


Não sei a quem mais repassar por isso, quem quiser comente abaixo.

7 coisas que eu gosto:

Escrever, Ouvir música, Ler blogs, Jogar, Gosto de ouvir Eminem, Postar no blog, Ler.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Capitulo 57 - Segredo desvendado

(Observação da autora no dia 18/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Encontro com o 666". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" com o título "Encontro com o Passado" ).


Andreia

Alguns dias passaram. A Bruna recebeu alta. Liguei à Diana e contei-lhe a notícia. Fui acompanhá-la a casa. Ela estava muito calada.
– O que se passa?
– Eu soube uma coisa que me deixou chocada.
– O que foi?
– Eu estou grávida do namorado que eu te falei.
Fiquei surpreendida.
– Parabéns! – Felicitei.
– Obrigada, mas se eu te contar quem é o pai tu ficas chocada.
– Eu fui falar com o César. Ele disse que namorava contigo.
– Porque foste falar com ele?
Respirei fundo, antes de lhe contar tudo o que fiz depois do incidente em casa da Diana. A minha melhor amiga ficou surpresa com tudo o que lhe dizia.

Pedro Guerra

A Diana combinou uma saída comigo. Achei estranho. A única coisa que ela sabia de mim era que a Carretas era acompanhante de luxo, que agora namora o Diogo, ou namorava. Ela resolveu vir a minha casa.
– Olá. Tudo bem? – Saudou ela.
– Olá. Isto está mal, Diana, muito mal. – Disse eu. Ela riu-se. Era uma frase típica minha.
– A Bruna saiu do hospital. Já não está tão mal!
Eu comecei a rir.
– É verdade. Que bom! Bem, mas vamos ver… o que te traz por cá?
– Eu vinha apenas te perguntar sobre o segredo que me contaste sobre a Carretas.
Eu sabia que a única coisa que a levaria a falar comigo era a Carretas.
– Já não é um segredo.
– Sim, isso é uma verdade. Mas… porque é que me contaste a mim o segredo da Carretas? Porquê a mim?
Fiquei incomodado com a pergunta dela.
– Porquê a pergunta agora?
– Porque foi estranho tu só contares a mim.
– Ora, eu dava-me mais contigo.
– Não, Guerra, tu davas-te mais com a Carolina.
– Mas a Carolina não sabe guardar segredos. Até parece que não sabes. A Carolina basta beber uma pinga de álcool já está num estado lastimável.
– Eu sei. Mas como tu dás-te melhor com ela…
Decidi contar-lhe a verdade.
– Eu e a Carretas combinámos contar-te.
– Como?
A Diana tinha um ar de quem não entendeu o que eu disse. Expliquei melhor.
– Sabemos que tu és polícia.
A Diana olhou para mim séria.
– Com que então…
Percebi onde é que ela queria chegar e disse horrorizado:
– Eu não sou o 666!
Ela continuou com o interrogatório.
– Mas tu sabes quem é?
– Não o conheço pessoalmente.
– A Carretas conhece-o?
– Ele gosta do seu serviço, se é que me entendes. Tanto a Carretas como a Ana Catarina são muito “usadas” – Fiz aspas com os dedos – por ele.
– Namoraste com uma rapariga da turma, certo?
Neguei.
– Estás louca? Eu? E seria quem? A Carretas? Deixa-me rir!
A Diana olhou para mim, séria, outra vez. Como polícia, era esperta demais para entender que aquilo que eu estava a dizer era mentira. Decidi não brincar com a situação.
– Mentira, não me interessei por rapariga nenhuma da turma.

Diana

Decidi despedir-me do Guerra. Ele estava a mentir ou o João enganou-se.

Henrique

As férias tinham terminado, infelizmente. Nós os quatro e a Andreia tentámos saber mais sobre a ex namorada do Pedro Guerra. Bem me parecia que ele não era um santo. Disse-lhes que iria encarregar-me da Joana e da Marta. No sábado combinei com elas num local isolado. O João disse-me que era muito arriscado, mas eu não fiz caso. Rumores surgiam na turma. Várias pessoas perguntaram à Diana se ela e a Ana Martins eram irmãs. O segredo delas foi desvendado.

Ana Martins

Idiota do Miguel! Teve de me desmascarar. Como ficará a minha irmã com isto?
– Tu andas a ouvir o que dizem? A nossa farsa foi descoberta. Tu estás em perigo! Tenho que te manter protegida. Nem tu e nem a mãe estão a salvo. Sabes quem poderá ter feito isto?
– Quantos sabem disto? – Perguntei, antes de lhe responder.
– O Magalhães, os meus colegas…
– O Miguel também.
– Não confio no teu melhor amigo.
Eu apenas sorri.
Nós estávamos em casa do Henrique, a nossa casa no momento. Ela colocou as minhas roupas num saco.
– O que estás a fazer? – Perguntei.
– Vais-te embora com a mãe. Quero-vos protegidas.
– Vou para onde? – Perguntei, chocada.
– Para Espanha. Mas não quero que digas nem uma palavra a ninguém. Lá sei que estarão em segurança.
– Mas vou já?
– Sim, já. Falei com a Ana e vais já. Ela preparou as coisas por mim. Quanto mais depressa estarem em segurança, melhor.
Fui levada ao aeroporto e horas depois estava no avião com a nossa mãe. Será que estava em segurança?


Fim do Capítulo 57.