segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Capitulo 4

(Observação da autora no dia 9/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Uma Vida de Sombra". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).


– Olá, tia!
– Olá, querida. Como correu o dia?
– Bem.
– Que bom! Olha contaste-lhes o que se passou contigo da outra vez? O teu passado?
– Do João?
– Sim.
-Não, tia. Eles nem perguntaram – Mentiu – Vou dormir, estou cansada.
– Adeus.
Mas quando foi para o quarto para ir dormir, não foi. Abriu a gaveta da sua secretária e tirou de lá um diário que ela escrevia há muito tempo. Pegou numa caneta e escreveu o seguinte:

"Querido diário, o meu primeiro dia de aulas foi surpreendente. Conheci todos os professores das minhas disciplinas e foram bastante simpáticos. O mais surpreendente de todos foi saber de três alunos que matam pessoas. Foi incrível! Quem me contou foram quatro raparigas que são muito simpáticas e já os conheciam há muito tempo. Descobri que duas das quatro raparigas que falaram comigo já tinham matado pessoas e já tinham estado no "clube" dos três alunos. No meio daquela conversa ia sendo apanhada, elas com um bocado de sorte iam descobrir que eu tinha matado o João. Eu não o matei, mas as autoridades pensam que sim, só de pensar o que fiz no passado.
Vou relembrar-me:
Era na escola, na antiga escola, numa sexta-feira, um dia de sol radiante, uma rapariga, que eu não simpatizava muito, chegou à minha mochila, às escondidas, estava eu na casa de banho, mas tinha deixado a mochila fora da porta, pôs-me uma faca dentro da mala e saiu. Eu como não sabia de nada, levei a mochila como se nada fosse e andei. De repente, no bar, o João estava a sentir-se mal disposto e estava a ter uma tontura, eu tirei a mochila das costas e ia para ir buscar uns comprimidos para lhe passar as tonturas e deparo-me com uma faca. Pus a faca na beira da mesa e foi nesse instante que ele tropeçou na mesa e caiu, eu tropecei no pé dele e acabei por cair também. Nesse instante, comecei a ver que a faca ia cair e peguei nela, mas não tive forças e deixei cair a faca matando-o. Foi horrível. Bem, amanhã é outro dia, vou ver o que acontece, adeus diário."

Fechou o diário, meteu-o no sitio e foi dormir.


Questionário:
1- Quando será o dia em que a Susana dirá à tia que lhe mentiu e que na verdade os colegas perguntaram-lhe e ela não lhes disse a verdade?
2- Para vocês, será que com tudo isto o que aconteceu no passado a Susana tem perdão?

sábado, 22 de agosto de 2009

Capitulo 3

(Observação da autora no dia 9/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Uma Vida de Sombra". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançada em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).


Finalmente chega o dia mais esperado da vida da Susana, o primeiro dia de aulas. Ao que parece a Susana está um bocado atrasada:
– Despacha-te. – Grita a tia.
– Só um bocadinho, por favor.
– Anda, ainda vais chegar atrasada às aulas.
A Susana deu um beijo na testa da tia e saiu de casa a correr.

***

Entretanto há alunos que acordaram cedo e foram para a escola. Faltam cinco minutos para o toque e para a primeira aula de alguns alunos.
– Ai, está a chegar a hora do inferno. – Lamenta-se a Letícia.
– Pois, e é agora que vamos conhecer os alunos. – Diz o Bruno.
– Ai, Bruno, já não te posso ouvir. – Diz-lhe a Letícia – Ah, está ali o Tiago e o David.
A Letícia gostava do Tiago e a Cristiana do David, embora a Cristiana não admitisse.
– Que bom vamos! – Diz a Cristiana.
Elas foram e deixaram o Bruno especado no corredor.
– Ah, obrigado por perguntarem se queria ir convosco, meninas.

***

TRIIIIIMMMM a campainha toca para os alunos irem para as aulas.
– Tiago, vais para a mesma sala que nós? – Pergunta a Letícia.
– Sim, eu e o David estamos no 11º C.
– Que bom! – Alegra-se a Leticia.
O professor Bernardo de Língua portuguesa interrompe-os.
– Acabou a conversa. Vamos começar aula. Ah, vejo que temos uma aluna nova na nossa turma. Como te chamas, menina?
A Susana ficou envergonhada, mas falou.
– Susana.
– Susana, que nome lindo. Fala-nos sobre a tua família, Susana.
A Susana ficou envergonhada, mas também conseguiu falar.
Vivo com a minha tia.
A Susana sentiu que estava com as bochechas quentes e pensou que estava toda vermelha... E era verdade.
– Vejo que não queres falar, bem então retomemos a aula. – O professor percebeu.
O Tiago e a Susana olharam-se e quando o Tiago olhou para a frente (sim, pois a Susana estava sentada na fila de trás e ele na da frente) pôs o dedo no ar à espera que o professor lhe desse a vez.
– Sim, Tiago?
– Posso ir sentar-me ao pé da nova aluna, a Susana?
A Susana sentiu o coração a bater muito depressa.
– Claro, Tiago.
A Letícia ao ver aquilo tudo, fala com a colega do lado que é nada mais nada menos que a Cristiana.
– O que é que ele quer dela?
– Deixa-o estar. Ela é nova aluna, é normal que seja simpático.
O Bruno está na mesa de trás e ao ouvir aquilo tudo também fala.
– Sim, não sejas ciumenta, Letícia.
– Não estou a ser ciumenta. – Defende-se a Letícia.
O professor Bernardo ao reparar na conversa:
– Parem com a conversa.
O Tiago inclina-se para Susana.
– Sou o Tiago.
– Olá. – Responde ela, envergonhada.
– Estás a ver a rapariga de cabelos pretos compridos?
– Sim.
– É a Letícia, Evita falar com ela o máximo que puderes, ela é muito faladora.
– Vou tentar.
A aula terminou depressa e a Angelina, a Inês, a Carolina e a Mariana, as novas colegas da Susana, foram ter com ela.
– Olá, eu sou a Angelina, ela é a Inês, a Carolina e a Mariana.
– Eu sou a Susana.
– Então... Como vai a tua vida? – Pergunta-lhe a Inês.
– Boa.
– Nunca viajas-te? – Diz a Mariana.
– Não.
– Ai que mundo tão pobre!
– Deixa lá, Susanaa Mariana é obcecada por viagens, para sermos amigas dela temos de viajar, quer dizer, menos tu claro. – Explica a Angelina.
O David, o Bruno, a Letícia, a Cristiana e o Tiago aproximaram-se deles.
– Olha a nova aluna. És a Susana, não és? – Pergunta a Letícia.
– Sim.
– Eu sou a Letícia, ela é a Cristiana, o Bruno, David e o Tiago.
O David estica a mão para dar um "passou-bem" à Susana.
– Então já fizeste algum mal na tua vida? Já mentiste? – Pergunta o Bruno.
A Susana ficou nervosa.
– Ah... Não, nunca menti, nem nunca fiz nenhum mal.
– Está bem, adeus, vamos embora.
Eles foram embora e a Carolina vira-se para a Susana e diz-lhe:
– Queres que te dê um conselho?
A Susana encolheu os ombros e a Carolina continuou.
– Não te metas com a Letícia, ela é a vilã desta escola, ela e o Bruno estão a puxar os alunos para fazerem maldades, tu já sabes que eles já mataram professores e alunos só porque não tinham boas notas?
A Susana sentiu-se gelar.
– Eles foram presos? – Pergunta a Susana.
– Não, nem nunca foram apanhados. A Letícia é filha do novo director da escola, o director não sabe nada do que a filha anda a fazer. Só quem foi vitima. – Continuou a Carolina.
– Vocês foram? – Perguntou a Susana.
– Eu sim, mas por acaso, descobri o que eles andavam a tramar e eu quase fui morta por eles, mas eles fizeram prometer-me não contar a ninguém e só agora estou a contar isto. – Disse a Carolina.
– Vocês as três também sabem? – Perguntou a Susana.
– Na primeira vez que fiz mal, fui viajar, fui para a Inglaterra, só com bilhete de ida. – Disse a Mariana.
– E como voltaste? – Quis saber a Susana.
– Os jornalistas encontraram-me. A minha mãe estava preocupada comigo e chamou a polícia e então os jornais e as noticias na televisão fizeram com que eu aparecesse.
– Ficaste la muito tempo? – Perguntou a Susana.
– Fiquei lá dois meses, foi há um ano.
– Então porque é que gostas de viajar?
– Gostei de Inglaterra, embora a Letícia me tenho levado lá por maldade.
– E a Angelina e a Inês?
– Eu fiquei no clube deles. – Responde a Angelina.
– Já mataste pessoas?
– Sim, eu a minha mãe e a Inês o namorado.
A Susana arrepiou-se ao ouvir a palavra namorado.
– O namorado?
– Sim, eu vi ele aos beijos com outra.
– E matei a minha mãe, mas foi sem querer, estava ela a pôr a roupa na máquina de lavar e a faca que estava na mesa caiu e matou-a.
– Tu não a mataste, a faca estava na mesa e caiu. – Diz a Susana.
– Sinto-me culpada, porque fui eu que pus lá a faca.
– Não te sintas, sabias lá se a faca ia cair?
– Susana, a falares assim parece que já te aconteceu.– Disse a Inês.
– A mim, não.
A Susana estava a mentir.A campainha tocou para a segunda aula e ela pensou para consigo: "Ufa! Salva pelo toque".
– Bom dia meus queridos alunos. Eu sou o professor Diogo de Inglês, sejam bem vindos.
– Cale-se, professor, aqui só há uma aluna nova na turma, a Susana. – Disse a Letícia.
– Obrigado, menina Letícia. Susana, estás preparada para a tua primeira aula de Inglês?
– Então não deve estar, professor, se disser que não ainda a mata.
A Letícia mandou-lhe um olhar zangado.
– Deixe-o falar, professor, continue a sua aula.
A Susana arrepiou-se e pensou para consigo: "Isto é uma escola de doidos, eles são mais malucos do que eu".
A aula correu bem, essa e as outras, e a Susana veio depressa para casa.

Fim do Capítulo 3

Questionário (algo que fazia no final dos capítulos):
- O que fariam se fossem a Susana?
- Como será que ela matou o namorado? Em que lugar?
- Será verdade o que a Angelina, a Mariana, a Carolina e a Inês disseram sobre a Letícia e o Bruno?


Capitulo 2

(Observação da autora no dia 9/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Uma Vida de Sombra". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).


Entretanto perto da nova escola da Susana há uma casa em que vive o novo director da escola, um homem com 1,73m de altura, com olhos azuis e magro, o senhor José e uma rapariga de cabelos pretos compridos e lisos que se chama Leticia (que é a filha) que levou os seus dois amigos (se é que se pode chamar amigos) Cristiana, uma rapariga com cabelos castanhos claros e com olhos verdes, e Bruno, um rapaz com 1,75m de altura, magro com cabelos e olhos castanhos, a sua casa:
 Ai, ai é bom ser a popular.– Diz a Leticia.
 Se é mil vezes.– Concorda a Cristiana.
 Deixem-se de lamurias.– Ralha o Bruno.
 O quê? Não gostas de ser popular? – Pergunta-lhe a Leticia.
 Gosto, mas agora estou preocupado com os novos alunos.
 Deixa isso e curte o verão. praia, sol, vento.– Diz-lhe a Leticia.
 Isso mesmo.– Concorda a Cristiana – Quando voltarmos ás aulas logo vemos isso.
 Acho que têm razão.

Fim do Capítulo 2

- Como será o primeiro dia de aulas?

Capitulo 1

(Observação da autora no dia 9/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Uma Vida de Sombra". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).


Entretanto nas férias do verão, a Susana está a falar com a tia em casa:
 Olá, tia!
 Olá, Susana como correu o dia?
 Bem.
 Tenho uma novidade para te contar.
 Diz!
 Matriculei-te numa escola nova.
– Ah! A sério?
A Susana ficou triste, mas a tia, ao principio, não reparou.
 Sim, percebi que na escola não estavas muito contente, devia ser por causa do João e então decidi mudar-te de rumo.
 Não me fales dele, há dois anos que quero esquecer o que aconteceu.
 Ainda me custa acreditar que fizeste isso.
 Então vai-te embora, como fez a minha mãe por vergonha.
A Susana começou a ficar zangada por a tia estar a falar dele de novo.
 O que fizeste foi intolerável só não foste presa porque não tinhas idade suficiente.
 Foi sem querer, a faca caiu-me sem que ninguém pudesse impedir, e eu gostava dele.
 É difícil de acreditar.
 É, mas foi assim. Quando eu mais precisava de vocês, não estavam comigo. A minha mãe abandonou-me por vergonha, o meu pai matou-se. Há dois anos que a minha vida parou e tu és a única pessoa que me resta no mundo. Os meus colegas viraram-me as costas. Eu já não vivo, eu só tenho aqui o meu corpo, a minha alma já se foi.
A cara de zangada da Susana desapareceu e veio uma cara de tristeza. A tia percebeu que ela estava triste e tentou ajudá-la.
 Vais recuperar a tua vida.
 Se fosse fácil.
 O que importa é que vais mudar de escola e encontrar novos amigos.
 Sim, pode ser que me faça bem.– Concordou a Susana, já um pouco feliz.
– Mas dou-te um conselho de amiga, de tia e de tua segunda mãe: – A tia pôs o braço em volta dos ombros da Susana –Nunca mintas o que fizeste mal no passado, assim não vais ter ninguém.
 Está bem, tia.
 Agora vamos almoçar.