segunda-feira, 30 de abril de 2018

Se7e Pecados Capitais

Olá, Pessoal!
Após ter postado os sete pecados capitais, deixo-vos aqui os links neste post para que consigam ver os pequenos textos de forma mais fácil.
No post deixo-vos ainda a sinopse.
Com isto, termino mais um desafio da página Ficwriter Facts.
Espero que tenham gostado!

Créditos a Ficwriter Facts

Sinopse:

Laura e Vitória são duas amigas, porém muito diferentes. Vitória é uma jovem de classe média alta, que vive numa luxuosa casa, mas que não gosta de revelar o poderio da sua família. Já Laura é de classe média baixa e revela mostrar-se triste pela vida que leva. Desde a inveja à avareza, Laura possui aos olhos de quem vê todos os sete pecados capitais, fazendo dela uma personagem falsa e cruel. Mas será que o carácter de uma pessoa é avaliado pelo número de pecados capitais que comete?

- Ira:
Título: A Gota de Água

- Luxúria:
Título: O Irreal Prazer

- Inveja:
Título: A Infeliz

- Vaidade:
Título: Falsidade

- Avareza:
Título: Dinheiro é Felicidade, basta uma ida ao McDonalds

- Preguiça:
Título: Vida de Luxo

- Gula:
Título: O Pecado Foi Mais Forte

domingo, 29 de abril de 2018

O Pecado Foi Mais Forte

Olá, Pessoal!
Deixo-vos aqui o meu sétimo texto para o Desafio dos Sete Pecados Capitais: a Gula.

AVISO: Esta é a última parte de sete pequenos textos.

O Pecado Foi Mais Forte

Um novo dia chegou. Laura acordou no quarto de hóspedes da casa da amiga. Eram dez da manhã. Depois da noite de ontem, pensava que só iria acordar ao meio dia.
Depois de se levantar e vestir-se, Laura desceu as escadas e surgiu na sala de estar. Vitória parecia esperar por ela, sentada num grande sofá a ler uma revista.
– Estavas à minha espera?
Vitória olhou para a amiga, tirando os olhos da revista.
– Sim. Bom dia. Vamos tomar o pequeno almoço.
Vitória levantou-se do sofá e abriu caminho até à sala de jantar. Laura foi atrás dela. Quando olhou para a mesa, a jovem pecadora não podia acreditar. Estava muita comida espelhada sobre a mesma. E comida, como ela diria, rica.
– Isto é o nosso pequeno almoço?
Vitória apenas afirmou com a cabeça.
– Tu comes sempre isto tudo?
Vitória riu-se enquanto indicava a Laura o seu lugar na mesa.
– Não, nunca comi, mas o pequeno almoço é sempre este.
Laura e Vitória sentaram-se nas cadeiras e começaram a comer. Vitória sempre indicava à amiga o que fazer para comer de forma, como ela diria, rica.
– A tua empregada não está cá?
– Não, está de folga hoje. Estamos só aqui as duas. Os meus pais também ligaram a dizer que só voltam amanhã.
Laura afirmou com a cabeça, a sorrir.
As duas comiam enquanto falavam de coisas insignificantes. Quando passaram à sobremesa, que Laura nem sabia que exista sobremesa ao pequeno almoço, Vitória tornou-se séria.
– Fiz o teu bolo favorito. Sabes que eu não gosto. Podes comê-lo tu.
Laura sorri, enquanto pega numa faca e começa a cortar o bolo.
– És a melhor amiga de todas, sabes?! Há quem diga que eu sou só tua amiga porque és rica, mas é mentira. Na verdade és a única que me atura.
Laura começa a pegar na fatia, já cortada.
– Tu não fazes ideia da quantidade de vezes que fui espezinhada nas escolas por onde passei. O facto de ter sido vítima de bullying tornou-me nesta pessoa vingativa, invejosa...
Vitória muda a expressão facial, ficando nervosa. Laura estava a revelar os seus bons sentimentos pela amiga.
– Peço desculpa, se tenho sido má pessoa para ti, mas é só o que consigo ser agora.
Laura levou a fatia à boca. Vitória levantou-se da sua cadeira, repentinamente.
– Não comas isso! – Grita Vitória esticando uma mão para a amiga.
Foi em vão, o pecado foi mais forte. Laura já tinha o pedaço de bolo na boca e mastigava-o. Vitória estava transtornada.
– Porquê? Porque comeste? Porque não me ouviste?
Laura parecia não ter ouvido o que Vitória falou. Segundos depois de ter engolido, começou a tossir como se fosse sufocar. Vitória ficou apenas a olhar para Laura, impotente. A jovem pecadora ainda conseguiu falar, antes de sucumbir.
– O que fizeste?
Vitória começou a chorar.
– Desculpa, tu... eu não...
Laura escorregou da cadeira, caindo morta no chão. Vitória baixou a cabeça, completamente arrependida do que tinha feito.
O pecado foi mais forte. O maior pecado pode matar. E Laura era o melhor exemplo disso.

E aqui estão os sete pecados capitais.
Imaginavam este final?
Espero que tenham gostado!

sábado, 28 de abril de 2018

Vida de Luxo

Olá, Pessoal!
Deixo-vos aqui o meu sexto texto para o Desafio dos Sete Pecados Capitais: a Preguiça.

AVISO: Esta é a sexta parte de uma série de sete pequenos textos.

Vida de Luxo

As duas jovens foram até a uma enorme mesa na sala. Vitória sentou-se e indicou a cadeira à sua frente. Laura continuava surpreendida com toda aquela riqueza em casa da amiga.
– Não fiques muito entusiasmada. É por isso que eu nunca trago quase ninguém aqui. – Avisou Vitória.
– Quase.
Vitória começou a comer, sem responder à amiga. Laura mudou de assunto. E foi mudando durante o tempo do jantar. Vitória não tinha muita vontade de falar de certos assuntos, era óbvio no rosto dela, porém respondia à Laura e tentava manter-se satisfeita por ter a amiga ali com ela em sua casa.
No final do jantar, Laura espreguiçou-se, ainda sentada na cadeira.
– Se os meus pais estivessem aqui já te olhavam torto.
Laura parou de se espreguiçar.
– Porquê?
– Isso é falta de educação.
– Nunca te podes espreguiçar?
Vitória abanou com a cabeça. Laura mudou de assunto.
– Será que posso me levantar da cadeira?
– Enquanto estiver só aqui eu.
Laura olhou em redor da sala.
– Não está cá mais ninguém senão nós.
Vitória afirmou com a cabeça. Laura sorriu e levantou-se da cadeira. Vitória ainda jantava. Laura deu a volta à mesa e aproximou-se da amiga.
– Tu demoras sempre tanto tempo a jantar?
– Tenho sempre o cuidado de não deixar nada no prato. A empregada não gosta.
Laura olhou para o seu prato, de relance. Não tinha comido tudo.
– Eu não costumo comer muito ao jantar. – Laura tentou desculpar-se.
– Não precisas de dizer nada. És convidada. Podes deixar o prato tal como está.
Laura afirmou com a cabeça. Vitória terminou de comer, pousando os talheres sobre o prato.
– Até para levantar o prato tem que ser tudo requintado?
– És a convidada. Podes deixar o prato tal como está.
A rapariga encolheu os ombros. Vitória levantou-se da cadeira, puxando-a novamente para perto da mesa, arrumando-a. Laura via tudo com atenção.
– Então? O que queres fazer agora?
Laura respirou fundo.
– Se queres que te diga estou a ficar com sono.
Vitória riu-se.
– E ainda dizes que não comes muito ao jantar.
– E não como, mas tenho sono. Vim até aqui de transportes públicos, não tenho carro particular.
Vitória apenas afirmou com a cabeça.
– Eu levo-te até ao teu quarto.
A rapariga vai à frente de Laura, mostrando-lhe o caminho. Sobem as escadas para os quartos. Laura reclama enquanto sobe as escadas.
– Não sei como é que vocês sobem estas escadas até aos quartos quando estão a morrer de sono.
Vitória sorriu, mas não respondeu. Continuou a levar a amiga pelo corredor, parando na entrada de um quarto com a porta fechada. Abriu a porta e deu passagem para a Laura entrar. A jovem abriu a boca de espanto.
– Este quarto é só para mim esta noite?
Vitória confirmou.
– Sinceramente, nunca tive isto.
– Eu sei que não.
Vitória fez uma pausa, antes de prosseguir.
– Boa noite.
A rapariga fecha a porta do quarto, deixando a amiga sozinha. Laura atira-se para cima da cama, cansada.
– Se eu dormir aqui esta noite só acordo ao meio dia de amanhã. Que vida de luxo. – Fala ela para si mesma em voz alta.
Entretanto, Vitória desceu as escadas com um ar sério. A empregada aproxima-se da jovem.
– Já não precisa de mim, menina?
– Não, Maria, pode ir. Obrigada.
– Sabe se a sua amiga vai estar aqui mais tempo? É para preparar o almoço de amanhã para mais uma pessoa.
Vitória nega com a cabeça.
– Pode ter o dia de amanhã de folga. Eu também não irei almoçar aqui.
A empregada sorriu.
– Obrigada, menina. Boa noite.
– Boa noite.
A empregada afastou-se de Vitória. A rapariga respirou fundo antes de falar em voz alta para si mesma.
– De qualquer maneira, ela nem conseguiria ficar aqui mais um dia.

O próximo e último pecado capital será postado amanhã.

Espero que estejam a gostar.
O que vocês esperam que seja o final? Gostaria de comentários!

Dinheiro é Felicidade, basta uma ida ao McDonalds

Olá, Pessoal!
Deixo-vos aqui o meu quinto texto para o Desafio dos Sete Pecados Capitais: a Avareza.

AVISO: Esta é a quinta parte de uma série de sete pequenos textos.

Dinheiro é Felicidade, basta uma Ida ao McDonalds

Alguns dias passaram. Vitória tinha combinado um jantar em sua casa com a amiga Laura. Laura estava entusiasmada já que iria voltar a falar com a amiga pessoalmente e mostrar-lhe finalmente o seu novo corte de cabelo.
Laura esperou pelo autocarro, tal como sempre faz para se deslocar, a menos que o seu pai consiga levá-la por estar de folga. Demorou alguns longos minutos, devido ao facto de a casa da amiga não ser tão perto da sua quanto o desejava.
A última vez que Laura e a Vitória falaram pessoalmente foi há dois meses. Fartaram-se de falar nessa tarde e Laura até regressou a casa a sentir-se um pouco rouca. Laura nunca conheceu a casa da Vitória, mesmo que Vitória já tenha ido a casa da amiga várias vezes. Vitória diz que a casa dos seus pais é de "outro mundo" e não gosta de convidar os amigos para irem para lá. Laura nunca percebeu a razão para tanta insegurança por parte de Vitória e teve sempre a amabilidade de tentar convencer Vitória a visitar a sua casa, nem que fosse uma única vez.
Laura saiu do autocarro e caminhou até à morada que a amiga lhe tinha enviado pelas redes sociais. Era uma rua muito chique, Laura percebeu logo que saiu do autocarro. As pessoas que passavam por ela vestiam roupas caras e pareciam de classe alta. Laura olhou para as orientações da rua para encontrar a casa da amiga. Parou subitamente perto de uma vivenda com o número 22 estampado numa parede branca. Virou-se com mais atenção para a entrada da casa. Abriu a boca de espanto. A casa da amiga não era comum. Era de gente de classe média alta.
Os seus pensamentos foram travados por alguém que caminhou para o longo portão de cor branca. Era Vitória. As duas cumprimentaram-se e Vitória abriu o portão da porta da sua casa para a amiga.
– É aqui que vives? – Perguntou Laura, ainda chocada.
Vitória afirmou com a cabeça. Não parecia sorrir.
– É por causa disso que eu nunca convido ninguém para vir até aqui.
– Porque não?
– Porque as pessoas ficam sempre a olhar para cada canto da casa e a pensar que eu sou rica.
– E tu não és?
– Sou, mas... Tu percebeste. Entra. – Pediu Vitória, indo à frente para abrir caminho para Laura.
Laura mostrava-se surpreendida com cada coisa brilhante que via. Era evidente que Laura nunca tinha entrado numa casa daquelas. Laura nem tinha dinheiro para viver numa casa daquelas.
– Quando achar que és péssima como amiga, vou lembrar-me que vives aqui neste palácio. – Atirou Laura, maravilhada.
Vitória fez um ar sério.
– Parece um palácio, mas não é. Isto é só dinheiro.
– E o dinheiro paga muita coisa.
– Sim, mas não as coisas que realmente valem. O amor e a amizade.
Vitória e Laura continuaram a caminhar pelos corredores da casa enquanto conversavam. Vitória fazia uma visita guiada à amiga.
– Para que é que tu queres tudo isso? Olha para o meu exemplo: tenho um rapaz que eu gosto que mal olha para mim, dinheiro também nem vejo. Só me restas tu.
– E eu espero ser importante. – Vitória parou subitamente. Laura parou de seguida.
– Tu és importante. A única coisa importante.
– Mas estás a dar muita importância ao que eu tenho. Eu não quero isso. Não quero que te sintas assim.
– Olha, é melhor viver numa mansão que num apartamento alugado.
Vitória colocou as mãos ao alto.
– Bem, cada um com a sua realidade.
As duas sentaram-se no sofá da sala. Em frente delas, um enorme ecrã de uma televisão reluzia. Laura apontou para o objeto.
– Quanto é que pagaste por aquilo?
Vitória olhou para a televisão.
– Nem eu sei.
– Não contas o que tens?
A amiga encolhe os ombros.
– Não, eu tenho muito.
– Fogo! – exclamou Laura, atirando-se para as costas do sofá e colocando as duas mãos na cabeça. – Eu não sei se conseguiria habituar-me a viver assim. Eu conto cada tostão que tenho e que ganho. Os meus pais mal têm dinheiro para pagar as propinas da minha faculdade, ando a trabalhar num café em que me pagam mal.
– Preferia ter a tua vida.
Laura olhou para a amiga, sem acreditar. Tirou as duas mãos da cabeça e pousou-as no seu colo.
– Mas tu estás a gozar comigo? Estamos num mundo capitalista, dinheiro é necessário para tudo.
– Para tudo não. Tu não pagas para ser feliz, para ter amigos...
Laura interrompeu Vitória.
– Há quem pague. Pagas para ter gente à tua volta, para não te sentires sozinha. E basta comprares cinquenta menus do McDonalds e já te sentes feliz. Dinheiro é felicidade, basta uma ida ao McDonalds.
Vitória não se riu.
– Não percebes o que eu quero dizer.
– Claro que não, nem nunca irei perceber.
Nesse momento, uma mulher vestida de empregada surge na sala.
– Boa noite! Menina Vitória, já posso servir o jantar?
Laura abriu a boca de espanto.
– Tens empregada?
Vitória abanou a cabeça para Laura e voltou a atenção para a empregada.
– Sim, dona Maria. Obrigada.
A empregada retirou-se e Laura voltou a falar.
– E ainda falas que te sentes mal. Quem me dera...

O próximo pecado capital será postado daqui a pouco.

O que vocês esperam que seja o final? Gostaria de comentários!