sexta-feira, 8 de abril de 2011

Capítulo 22 (Parte 1)

(Observação da autora no dia 11/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "A Escola do Terror I". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" ).


(Este capítulo foi dividido em dois na altura devido ao aniversário da Pâmela Gomes, uma leitora assídua do blogue)

Pam (Before The Storm)




Enquanto o José pensava em alguma coisa para dizer à Sofia, o Miguel estava a bater à porta de casa da Carolina. A Carolina estava em casa e depressa abriu a porta. Ela estava a chorar. O Miguel entrou logo dentro de casa e abraçou-a. A Carolina fechou a porta e agarrou-se a ele a chorar.
 O que é que aconteceu? – Perguntou ele.
 É o Bernardo. – Respondeu a Carolina.
 O que é que esse sacana te fez? – Perguntou o Miguel, zangado.
 Ele falou comigo hoje de manhã... e ele disse que não podia namorar comigo.
O Miguel parou de a abraçar e olhou para a Carolina com cara parva.
 É só por isso que estás a chorar?
 Não, Miguel, achavas que sim?  Gritou ela.
 Pronto, está bem. Continua, mas antes vamos nos sentar.
Eles foram sentar-se no sofá da sala de jantar e ela continuou a contar o que aconteceu.
 O Bernardo disse que não podia namorar comigo, porque seria uma vergonha.
 Uma vergonha? – Perguntou o Miguel, sem perceber.
 Sim. Uma vergonha. Ele disse-me que a Mafalda e o Gonçalo não queriam que eu namorasse com ele porque eu era feia.
O Miguel ficou uns segundos calado a tentar perceber bem o que a Carolina tinha dito e depois zangado disse:
 Eu vou matar o Bernardo.
A Carolina parou de chorar.
 Não faças isso! – Pediu ela.
 Mas porquê?

sábado, 2 de abril de 2011

Capitulo 21

(Observação da autora no dia 11/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "A Escola do Terror I". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" ).


Passou-se quatro dias depois do dia em que a Diana tinha ligado para o Bernardo sobre a novidade que tinha sabido pelo Miguel. Nesses quatro dias, os professores marcaram os seus testes e deram a sua aula habitual. O primeiro teste que se iria fazer era o de História no dia 19 de Outubro. Muitos alunos já estavam a pensar no dia, outros ainda pensavam que era muito cedo para se estudar. Nesses quatro dias, não houve nada de especial, a não ser a parte da Diana relembrar ao Bernardo que teria de fazer a condição dela rapidamente. O Diogo e a Inês estavam a ficar cada vez mais sozinhos e distanciados da turma. A Angelina, a Cristiana, a Mariana e a Carolina não estavam a gostar desta atitude da Inês, pois elas eram amigas e agora a Inês estava a passá-las para segundo plano. O Luís, irmão do Tiago, iria tentando seguir a Inês com o Diogo e a Mafalda discutia quase sempre com o Gonçalo. Estes quatro dias foram para esquecer...
Era Sábado e o José tinha marcado com a Sofia às 15:00 em casa dele. Os pais do José estavam a trabalhar e só chegavam à noite. Ela chegou à hora prevista em casa dele.
 Olá! – Disse ele, assim que abriu a porta.
 Olá!
 Entra. – Disse ele, fazendo um gesto com a mão para que ela entrasse.
A Sofia entrou. O José fechou a porta e foi sentar-se com ela no sofá da sala.
 Então... está tudo bem? – Perguntou a Sofia.
 Quando chega o fim de semana eu estou sempre bem. – Disse ele, a sorrir.
 Já estás a estudar história? – Perguntou a Sofia.
 Eu? Claro que não. – Respondeu ele.
 Eu já.
 Tu já? Mas é tão cedo. – Disse o José.
 Para ti parece cedo, mas para mim não. – Respondeu a Sofia, a sorrir.
Eles fizeram silêncio por um momento e depois a Sofia perguntou:
– Lembras-te daquele dia no parque?
O José fez um sim com a cabeça.
 E lembras-te que eu te perguntei se vocês tinham regras e tu disseste que sim?
O José engoliu em seco e fez um sim com a cabeça.
 Queria saber quais são essas regras. – Pediu a Sofia.
O José engoliu de novo em seco. Porque é que ela tinha de se lembrar das regras?
Ficou uns segundos calado a pensar em alguma mentira para lhe dizer.


Fim do Capítulo 21.


Mini resumo da história até ao momento:

- O Bernardo foi apanhado pela Diana a beijar a Carolina e tem que cumprir a condição que ele combinou com a Diana, ou seja, o Bernardo está com a vida complicada;
- O José foi ao parque com a Sofia e ela percebeu que eles tinham regras de grupo.
Neste capitulo, a Sofia quer saber quais são. O José não sabe o que fazer: Se não contar e inventar uma mentira, a Sofia pode tentar descobrir por outros meios ou até pode deixar passar até um tempo. Caso ele conte, a Sofia poderá ter duas reacções, ou reage mal contando a toda a gente que o grupo da sua turma é um grupo de assassinos ou até reage bem e tenta fazer com que o grupo fique anónimo.

Questionário:
1- O que será que o José irá fazer? Qual acham que será a melhor atitude do José? (não contar e inventar uma mentira ou contar independentemente da reacção dela?).

sábado, 19 de março de 2011

Capítulo 20

(Observação da autora no dia 11/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "A Escola do Terror I". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" ).


O resto das aulas correu bem. A professora Teresa e a professora Piedade deram as suas aulas sem problemas. Os alunos foram para casa, mas nem todos. A Diana foi ter com o Miguel para saber informações sobre a Carolina.
 Preciso de falar a sós, pode ser? – Perguntou ela.
 Sim. – Respondeu o Miguel, indo para um sitio da escola em que ninguém da turma os pudesse ver.
 Já podes falar. – Disse ele.
 Diz-me o que sabes sobre a Carolina. – Pediu a Diana, com cara séria.
 O que queres saber exactamente?
 Quero saber os pormenores do seu namoro com o Bernardo. – Respondeu a Diana.
 O namoro deles não era segredo? – Perguntou o Miguel, admirado.
 Sim, mas sabes como é... os amigos contam aos amigos. – Respondeu ela, a inventar.
 Pois. Eles beijaram-se no Sábado e parece que o namoro deles não ficou lá muito bem. De momento é tudo o que sei. – Disse o Miguel.
 Beijaram-se no Sábado? – Perguntou a Diana, não querendo acreditar.
 Sim. – Respondeu ele.
A Diana ficou uns segundos a tentar digerir tudo o que tinha ouvido, depois começou a falar.
 Ah... obrigado. – Disse ela, indo embora.
A Diana foi para casa e pegou logo no telemóvel. Tinha de ligar ao Bernardo o mais depressa possível. O Bernardo e a Carolina beijaram-se e ela não soube de nada? Ela estava muito zangada. O Bernardo não demorou muito a atender a chamada.
 Olá! – Disse ela.
 Olá! Nós vimo-nos na escola, Diana.
 Eu sei, mas aquilo que acabei de saber foi um choque.
 O que é que acabaste de saber? – Perguntou ele.
 Tu e a Carolina beijaram-se no Sábado e eu não soube de nada?
 Diana, a tua condição foi: se eu e a Carolina nos beijarmos eu tinha de fazer a tua condição que era raptar a Alexandra. Não disseste para eu te dizer quando beijei ou não a Carolina. são coisas diferentes. – Disse o Bernardo, com voz zangada.
 Bernardo, pensa comigo se tens cérebro, eu disse: se tu e a Carolina se beijarem. Tu terias de me contar.
 Desculpa Diana, mas como tu andas muito cusca por estes dias, eu pensava que já soubesses. – Disse o Bernardo, irónico.
 Não me irrites! – Gritou a Diana.
 Então não me ligues.
E dizendo isto, o Bernardo terminou a chamada. A Diana pensava: "Ai, Bernardo, isto não fica assim".


Fim do Capítulo 20.


Questionário:
1- O que fará a Diana?

segunda-feira, 7 de março de 2011

Capítulo 19

(Observação da autora no dia 11/09/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "A Escola do Terror I". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não alterei nada no enredo, porque é apenas a versão blogue. A versão em livro encontra-se na página "Livros" ).



Tinha passado um dia. Era já segunda-feira. Todos os alunos do 9º C estavam na escola às 13:15, pois iriam começar a ter língua-portuguesa na sala 10. Era dia 21 de Setembro, a segunda semana de aulas.
Quando as campainhas tocaram, os alunos foram para a sala e sentaram-se nas cadeiras. A professora quando entrou na sala, saudou os alunos e disse logo o que se iria dar naquela aula: a organização da biblioteca de turma e a marcação dos testes para o 1º período. Os testes ficaram marcados para o dia 28 de Outubro e para o dia 2 de Dezembro. Logo de seguida falou em que é que consistia a biblioteca de turma. A biblioteca de turma era onde os alunos trocavam os livros entre si e liam até certo dia. A professora, no final da aula, pediu para que os alunos trouxessem livros que tinham em casa para ficarem na biblioteca de turma. Os alunos assim que ouviram a professora, saíram da sala e foram para o intervalo. A Carolina foi ter com o Bernardo, séria.
 Olá.
 Olá. – Disse ele, com voz séria.
 Está tudo bem? – Perguntou a Carolina.
 Sim. Vamos falar longe do Gonçalo e da Mafalda. – Disse ele, avançando para um corredor onde os amigos não os pudessem ver.
 O que é que queres saber? – Perguntou ele, um pouco zangado.
 Calma! Eu só quero falar. – Avisou ela, notando que o Bernardo estava zangado.
 Então fala. – Disse ele, não deixando de ficar zangado.
 Olha... – Fez uns segundos de silêncio, olhando para o chão – O que se passou no Sábado foi...
O Bernardo não a deixou terminar a frase.
 ... Foi uma tolice.
A Carolina olhou para ele.
 Para ti foi uma tolice? – Perguntou-lhe.
 Não. Para mim foi um dia para esquecer. – Respondeu ele.
 Para mim também. – Concordou a Carolina, baixando o olhar para o chão.
 Deves agora estar a perguntar se este namoro vai dar alguma coisa, não é? – Perguntou ele, deixando de ficar zangado.
A Carolina fez um sim com a cabeça.
 Eu acho que... – O Bernardo fez uma pausa e olhou para o seu lado direito. A Diana estava lá... e sorria com a situação.
 Eu acho que devemos continuar. – Disse a Carolina, voltando a olhar para ele.
O Bernardo olhou admirado para a Carolina.
 Continuar? – Perguntou ele, olhando depois para o seu lado direito. A Diana tinha deixado de sorrir e estava a olhar séria para a situação.
 Sim. Eu sei que isto não começou na devida situação e quero ter pelo menos uma segunda hipótese.  Disse ela.
A Diana ao ouvir: "Quero ter pelo menos uma segunda hipótese" começou a sorrir. O Bernardo deixou de olhar para a Diana e olhou para a Carolina.
 Eu concordo. – Disse o Bernardo.
A Carolina beijou-o sem que o Bernardo pudesse travá-la e a Diana sorriu. A Diana pensava: "Agora é que o Bernardo tem de fazer a minha condição, se não a fizer vou contar a toda a gente o segredo dele".
A Carolina assim que acabou de beijá-lo, foi-se embora e deixou o Bernardo ainda parado a pensar. A Diana quando viu que a Carolina já estava longe, foi ter com o Bernardo.
 Estás preparado para cumprir a minha condição? – Perguntou ela, com um sorriso falso.
 Aquilo não foi nada, Diana. – Respondeu o Bernardo.
 Lá estás tu com as tuas ideias. Eu disse que se vocês se beijarem tu tinhas de cumprir a minha condição. – Disse ela.
 Está bem. Eu faço a tua condição. – Disse o Bernardo, a ir-se embora.
A Diana tinha o mesmo sorriso falso na cara.


Fim do Capítulo 19.



O Bernardo fará ou não a condição da Diana? E o que acontecerá à Carolina?
Se vocês tivessem que optar pela personagem da Diana ou do Bernardo optariam por qual? Digam qual a razão porque optaram essa personagem. Imaginem-se na pele de um e de outro e digam qual seria melhor/com qual sobreviveriam mais tempo.