No dia seguinte às 8:45, os alunos da turma do 9º C estava prestes a ter F.C na sala 9. A Elisa, a Bruna e o Bernardo apareceram na escola. A Elisa e a Bruna tinham um olhar cúmplice, mas os únicos que conseguiam perceber foram os do grupo da Mafalda e do Gonçalo. A directora de turma chamava-se Alexandra e começou a falar com os alunos sobre a sexualidade. Os rapazes puseram-se a rir e as raparigas ficaram todas envergonhadas. O Miguel olhava para a Carolina, enquanto que a Carolina olhava para o Bernardo e o Bernardo para a Carolina. A Diana ria-se ao ver aquele triângulo amoroso e a Elisa, que estava ao lado dela, olhava para a Diana como se a colega fosse maluca.
A Diana, de vez em quando, deitava um olhar à sua colega de carteira Elisa, a ver o que ela estava a fazer. A Elisa era muito calada, mas também tinha um olhar muito suspeito. Isto era um caso para a Diana resolver, mas a Elisa era muito esperta e não se deixava apanhar. O mesmo se dizia da Bruna, a compincha da Elisa. Elas andavam sempre juntas nos corredores. E olhavam uma para a outra sempre muito cúmplices.
Quando a aula de F.C terminou, os alunos saíram da sala. Os alunos do grupo do Gonçalo e da Mafalda começaram logo a falar:
– O que acharam da nova professora? – Perguntou o Luís.
– Eh pá, eu vou matá-la. – Disse o Ricardo – Ela mete-me a trabalhar.
– O teu problema é o trabalho. Os homens são todos iguais. – Disse a Juliana, zangada.
– Estou de acordo. – Disseram as raparigas.
O Ricardo olhou com cara zangada para a Juliana.
– Não é verdade.
– Oh meu querido, fica descansado, não és o único. – Disse a Juliana, piscando-lhe o olho.
– Hey! – Disseram os rapazes.
– É verdade. – Disseram, em coro, as raparigas.
O Bernardo foi ter com a Diana e puxou um pouco o casaco dela para ela perceber que ele queria falar com ela a sós. A Diana percebeu e disse aos amigos:
– Eu e o Bernardo vamos falar. Precisamos de acertar contas.
– Contas?! – Perguntou a Mafalda.
– Não é contas de matemática, mas sim de outra coisa. – Disse a Diana.
– Está bem, podem ir. – Disse o Gonçalo.
A Mafalda olhou para o Gonçalo.
– Quem manda aqui sou eu. – Disse-lhe, zangada, a Mafalda.
– O Bernardo é rapaz, não te esqueças. – Relembrou-lhe o Gonçalo.
– Eu sei, mas a Diana é rapariga. – Disse a Mafalda.
– Mas quem manda sou eu, que sou rapaz. – Disse o Gonçalo.
– Não mandas, eu é que mando. – Gritou a Mafalda.
A Diana e o Bernardo foram embora, pois não queriam ouvir a discussão toda do Gonçalo e da Mafalda.
– O que queres? – Perguntou a Diana.
– Eu não vou fazer a tua condição. – Disse o Bernardo.
– Então que vais fazer? – Quis saber a Diana.
– Não vou beijar a Carolina. – Respondeu o Bernardo.
– E como vais fazer isso? – Perguntou a Diana.
– Não me perguntes como vou fazer – Pediu o Bernardo – mas vou fazer.
– Está bem. Quero ver isso. – Disse a Diana, a sorrir.
– O aperto de mão? – Perguntou o Bernardo, erguendo a mão.
– Aperto de mão. – Disse a Diana, levantando a mão para agarrar a mão do Bernardo.
A Carolina aparece nesse momento e vê-os a darem o aperto de mão.
– Olá! – Exclamou ela.
– Olá. – Disseram eles.
– Estou a incomodar? – Perguntou a Carolina.
– Não, nada disso. Estava de saída. – Disse a Diana, virando-se de costas para a Carolina.
A Carolina não voltou a olhar para a Diana e a Diana aí virou-se e fez um sinal ao Bernardo: pôs dois dedos perto dos olhos e depois apontou para ele e para a Carolina. Significa "estar de olhos neles". O Bernardo percebeu e, de seguida, olhou para a Carolina. Ele sabia que a Diana iria estar à espreita.
– Olá, amor! – Saudou a Carolina.
– Agora já sou rotulado? – Perguntou o Bernardo, a sorrir.
– É, parece que sim. – Disse a Carolina, se aproximando dele.
O Bernardo percebeu que a Carolina ia beijá-lo e inventou uma desculpa.
– Aqui não, Carolina. – Pediu ele.
– Mas daqui a pouco nunca temos nenhum momento sozinhos. – Queixou-se a Carolina. – Além disso tive saudades tuas, não vieste ontem, lembras-te?
– Sim, lembro-me. – Disse o Bernardo. – Mas tu prometes-te que o nosso namoro seria segredo.
– Eu sei, mas tenho saudades tuas, não achas? – Disse-lhe a Carolina.
– Eu sei, Carolina, mas não pode ser aqui na escola. – Avisou o Bernardo.
– Então encontramo-nos onde? Amanhã é Sábado, podemos nos encontrar. – Disse a Carolina.
– Hum... pode ser em minha casa, os meus pais e o meu irmão não estão em casa à tarde. – Disse o Bernardo.
– Perfeito! Eu amanhã não tenho nada para fazer. – Disse-lhe a Carolina, sorrindo.
– Olá! – Exclamou ela.
– Olá. – Disseram eles.
– Estou a incomodar? – Perguntou a Carolina.
– Não, nada disso. Estava de saída. – Disse a Diana, virando-se de costas para a Carolina.
A Carolina não voltou a olhar para a Diana e a Diana aí virou-se e fez um sinal ao Bernardo: pôs dois dedos perto dos olhos e depois apontou para ele e para a Carolina. Significa "estar de olhos neles". O Bernardo percebeu e, de seguida, olhou para a Carolina. Ele sabia que a Diana iria estar à espreita.
– Olá, amor! – Saudou a Carolina.
– Agora já sou rotulado? – Perguntou o Bernardo, a sorrir.
– É, parece que sim. – Disse a Carolina, se aproximando dele.
O Bernardo percebeu que a Carolina ia beijá-lo e inventou uma desculpa.
– Aqui não, Carolina. – Pediu ele.
– Mas daqui a pouco nunca temos nenhum momento sozinhos. – Queixou-se a Carolina. – Além disso tive saudades tuas, não vieste ontem, lembras-te?
– Sim, lembro-me. – Disse o Bernardo. – Mas tu prometes-te que o nosso namoro seria segredo.
– Eu sei, mas tenho saudades tuas, não achas? – Disse-lhe a Carolina.
– Eu sei, Carolina, mas não pode ser aqui na escola. – Avisou o Bernardo.
– Então encontramo-nos onde? Amanhã é Sábado, podemos nos encontrar. – Disse a Carolina.
– Hum... pode ser em minha casa, os meus pais e o meu irmão não estão em casa à tarde. – Disse o Bernardo.
– Perfeito! Eu amanhã não tenho nada para fazer. – Disse-lhe a Carolina, sorrindo.
Nesse momento a campainha toca e eles vão para a próxima aula: E.A na sala 10. E.A também era dada pela directora de turma, Alexandra. Na aula tiveram a fazer exercícios de matemática, o que deixou o Ricardo zangado. A Juliana só ria com as caretas que o Ricardo fazia.
A aula foi só de quarenta e cinco minutos e acabou depressa. De seguida iriam ter Inglês na mesma sala. A professora apareceu e começou a dar a sua aula. Alguns alunos acabaram por adormecer, felizmente a professora não chegou a dar por isso. A aula terminou depressa e eles saíram da sala. A Inês e o Diogo começaram a fazer planos para o fim de semana.
– Amanhã vais fazer o quê? – Perguntou o Diogo.
– Nada. Acho que vou ficar em casa sem fazer nada. – Respondeu a Inês, um pouco triste.
O Luís, irmão do Tiago, esbarrou na Inês quando ele ia a passar com o grupo.
– Vê lá por onde andas. – Avisou o Luís.
– Tu é que esbarraste comigo. – Disse a Inês, zangada.
Mas aí o Luís já não a ouviu. Estava a prestar atenção ao que a Mafalda dizia. O Diogo ficou como estátua ao ouvir aquilo tudo. A Inês retomou a conversa.
– E tu? O que vais fazer amanhã?
O Diogo abanou a cabeça e mexeu-se.
– Não vou fazer nada, por isso é que estava a perguntar se tu tinhas alguma coisa para fazer, porque se não tivesses podíamos sair.
– Então vamos sair amanhã. Para onde? – Perguntou a Inês, a sorrir.
– Talvez para o parque que está aqui perto.
– Está bem. A que horas? – Quis saber a Inês.
– Pode ser às 15:30? – Quis saber o Diogo.
– Sim.
– Está bem.
A campainha toca e eles vão para a aula de E.V. Como não tinham professora de E.V, apareceu a directora de turma, Alexandra, a dar mais exercícios de matemática. O Ricardo chateou-se com a professora e levou um recado para casa. A Juliana ria-se com o que se estava a passar com o Ricardo.A aula foi só de quarenta e cinco minutos e acabou depressa. De seguida iriam ter Inglês na mesma sala. A professora apareceu e começou a dar a sua aula. Alguns alunos acabaram por adormecer, felizmente a professora não chegou a dar por isso. A aula terminou depressa e eles saíram da sala. A Inês e o Diogo começaram a fazer planos para o fim de semana.
– Amanhã vais fazer o quê? – Perguntou o Diogo.
– Nada. Acho que vou ficar em casa sem fazer nada. – Respondeu a Inês, um pouco triste.
O Luís, irmão do Tiago, esbarrou na Inês quando ele ia a passar com o grupo.
– Vê lá por onde andas. – Avisou o Luís.
– Tu é que esbarraste comigo. – Disse a Inês, zangada.
Mas aí o Luís já não a ouviu. Estava a prestar atenção ao que a Mafalda dizia. O Diogo ficou como estátua ao ouvir aquilo tudo. A Inês retomou a conversa.
– E tu? O que vais fazer amanhã?
O Diogo abanou a cabeça e mexeu-se.
– Não vou fazer nada, por isso é que estava a perguntar se tu tinhas alguma coisa para fazer, porque se não tivesses podíamos sair.
– Então vamos sair amanhã. Para onde? – Perguntou a Inês, a sorrir.
– Talvez para o parque que está aqui perto.
– Está bem. A que horas? – Quis saber a Inês.
– Pode ser às 15:30? – Quis saber o Diogo.
– Sim.
– Está bem.
O Luís, irmão do Tiago, no meio da aula mandava bilhetinhos à Inês e todos os bilhetes diziam: "Vê por onde andas". A Inês chateou-se depois do quinto bilhete que lhe enviaram. O Tiago olhou para o irmão, que estava ao lado dele na mesa, e perguntou-lhe o que ele estava a fazer. O irmão apenas disse que estava a divertir-se. O Tiago não disse mais nada e continuou a fazer os exercícios de matemática.
Às tantas, o Luís já falava alto: "Vê por onde andas Inês". O Tiago olhava para o irmão como se ele fosse maluco, mas depois acabou por ajudá-lo. O Luís falava alto para a Inês e depois o Tiago dava "mais cinco" ao irmão. Não era preciso dizer que a aula de E.V para a Inês foi horrível. O Diogo olhava para o Tiago e para o Luís como se eles fossem malucos, ou melhor, não era só o Diogo, mas sim todos os alunos, excepto a Mafalda que olhava com cara de ciumenta para o Luís e a Patrícia que não se sabia ao certo o que queria dizer a sua expressão facial.
A aula de E.V terminou depressa e os alunos apressaram-se para ir almoçar...
***
Tinham passado quatro horas: eram 16:30 e as aulas tinham acabado. O José saiu da sala de A.P (a última aula) e foi ter com a Sofia. Pegou no braço dela e arrastou-a para um corredor onde o seu grupo não podia ouvir.
– O que queres, José? – Perguntou a Sofia.
– Estás disponível amanhã? – Quis saber ele.
– Sim, estou disponível à tarde. – Respondeu a Sofia.
– Podemos ir para o parque aqui perto? – Sugeriu ele.
– Para quê? – Perguntou ela.
– Para conversarmos.
– Está bem. Fica combinado.
– Venho te buscar a casa às 15:30.
E dizendo isto, ele saiu deixando a Sofia parada no meio do corredor ainda atrapalhada com o que aconteceu. O Gonçalo falou com a Mafalda para saírem no Sábado para terem novas ideias para o grupo. Também ficou combinado para se encontrarem às 15:30 no parque.
O que será que vai acontecer?
Fim do Capítulo 15.
Questionário:
1- O José será descoberto?
2- E entre a Inês e o Luís há mesmo um grande ódio?
3- E como correrá o encontro do Bernardo e da Carolina? E o encontro do Gonçalo e da Mafalda?
4- E entre a Mafalda e o Luís? Será que a Mafalda gosta do Luís? Ou é do Gonçalo que gosta?

