quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Desafio de Setembro (Parte 1)

Olá, Pessoal!
E está aqui, finalmente, o Desafio de Setembro que fiz na página de Facebook Ficwriter Facts.

O Desafio de Setembro foi criar uma cena de acordo com a imagem representada.

OBSERVAÇÃO: Participei neste desafio até ao último dia, diferente ao Desafio de Junho (Não participação no Desafio de Junho).



"Foi o último dia de aulas da minha filha. Os professores tinham criado um espetáculo de fim de ano e a Maria foi vestida de fada. Ela acordou cedo, o que era uma coisa rara. A Maria nunca acordava cedo para ir para a escola, mas acordava cedo nos fins de semana (ou seja, quando não tinha aulas). Ela vestiu-se animada e fomos as duas para o meu carro. O pai já estava no trabalho e foi a minha vez de levá-la à escola. A Maria não parava quieta no banco de trás do carro. Dava saltinhos, dançava ao som da música que tocava na rádio e dizia-me que ela iria ser a melhor fada da escola. Tentei detê-la por várias vezes e olhava para ela pelo espelho retrovisor. A última vez que olhei para trás foi fatal... foi a última vez que olhei para a minha filha com saúde.
Aliás, foi a última vez que olhei para a minha filha sem saúde."


"Marquei uma hora com o meu marido para pudermos conversar sobre o nosso casamento (falhado, acrescentando). Quando entrei no restaurante, ele já se encontrava sentado com uma bebida na mão. Sentei-me na cadeira que se encontrava em frente a ele e esperei por alguma palavra vinda da boca daquele que ainda chamava de marido.
- Então... é este o final que nos espera?
- Não confiamos um no outro. E essa situação destrói tudo aquilo que queremos construir entre nós. - Falei, calmamente.
- Éramos felizes, Joana. O que aconteceu?
- Nada. Foi isso mesmo o que aconteceu. Nada. Não fizemos nada para continuar com essa felicidade. Eu prefiro que fiquemos amigos e que cada um seja feliz.
- Eu entendo. - Ele bebeu um gole da sua bebida - Desejas alguma coisa?
Eu neguei com a cabeça, simplesmente. Ele pagou a sua conta ao empregado e, sem dizer mais nenhuma palavra, saiu do restaurante. Eu fiquei uns segundos ainda sentada na cadeira. Quando saí, respirei fundo e tirei a aliança do meu dedo anelar. Não desperdicei uma vida ao lado do homem que chamei de marido durante um ano e meio. Eu posso dizer que estava realmente apaixonada. Mas o amor terminou e quando isso acontece é o fim de um relacionamento.
Coloquei os meus óculos de sol e continuei perdida em pensamentos."


"A pedra preciosa ainda estava intacta enquanto o feiticeiro e o dragão lutavam. Para o feiticeiro, a pedra era a prova de que a vida sobrenatural existia. Para o dragão, a pedra era o segredo daquele mundo e deveria estar guardada até que a vida humana terminasse e eles pudessem "reinar" com tranquilidade.
- Não vais ficar com a pedra - rosnava o dragão, enquanto fogo saía da sua enorme boca.
O feiticeiro nada disse enquanto tentava respirar e fugir das chamas e do fumo que já se encontrava no local... sem êxito. O feiticeiro caiu em cima do pouco chão que ainda existia debaixo dele.
O dragão estava pronto para o matar quando a pedra explode atrás de si. Os dois foram arrastados e o mundo acabou. Nenhum sobreviveu. Sem a pedra não haveria existência."


"Los Angeles parecia incrível com aquela lua cheia iluminando a noite. A vida caótica daquela cidade, os famosos mesmo ali perto de nós, perto dos fãs. Formigas a caminhar e a atravessar as passagens para peões visto dos últimos andares de prédios. Trabalhar é incrível e nunca conseguiria dormir. Dormir para quê? Aquela cidade era um sonho para qualquer pessoa. Los Angeles era um sonho...
- Andreia! Vem jantar.
Acordei com o grito da minha mãe. Tinha simplesmente sonhado."



"Éramos apenas um jovem casal de turistas apaixonados a conhecer Lisboa, a capital portuguesa, a terra de Camões. Já fazia parte do nossos sonhos conhecer essa cidade. Ver pela primeira vez as estátuas de homens e figuras importantes da terra lusitana, os palácios, a calçada típica portuguesa, as ruas apertadas... e até mesmo as pessoas. A maioria dos brasileiros acha o povo português muito simpático e que acolhe todos os turistas com um sorriso, mesmo tendo um sotaque bem mais agressivo que o português brasileiro. Não tratam todas as pessoas por "você", mas se conseguirmos ser amigos deles o "tu" sempre será o cumprimento que eles usam no dia a dia.
- Isso é lindo! - Falou o meu namorado, parando de andar e se encostando a uma parede de um palácio conhecido.
- É mesmo. - Fiz uma pausa - Obrigada por esse presente de aniversário. Acabou de concretizar um dos meus sonhos.
E me aproximei dele, beijando-o."


"Paris. Tudo nela é romântico...
Após o final das aulas, a nossa diretora decidiu levar-nos à cidade do amor. As notas tinham sido boas para a maioria dos alunos e os nossos professores decidiram levar-nos. Seria a última vez em que estaríamos juntos como turma. No próximo ano letivo cada um levaria um caminho diferente. Esta viagem seria a nossa última.
Passeámos por restaurantes, ruas conhecidas e falámos com alguns turistas com a ajuda de alguns colegas que eram bons alunos em Francês. Uma vez pedimos a uma turista para nos tirar uma fotografia ao lado da conhecida torre Eiffel. Hoje temos cópias dessa foto guardadas nos nossos álbuns de recordações do ensino secundário. Quando nos encontramos casualmente lembramo-nos dessa viagem e sorrimos."


"O segredo do namorado tinha sido revelado e ela não podia imaginar pior coisa. Um homem que se transformava em lobo nas noites de lua cheia. Sim, o namorado era secretamente um lobisomem. Era um segredo que, no final daquele dia, ela tinha descoberto e que teria que compartilhar com ele até ao fim da sua vida. Ela estava sonsa. O segredo tinha-a deixado cansada. Saiu de casa dele e foi passear. Daria uma desculpa aos seus pais assim que chegasse a casa.
Caminhou durante algum tempo como se os seus pés nunca precisassem de descansar. Olhou para o céu por breves segundos. A lua já iluminava a noite. Parou observando a sua beleza. E foi aí que se lembrou... era noite de lua cheia. A primeira noite de lua cheia em que sabia, finalmente, o que o seu namorado estava a fazer. Sorriu. Afinal, não era o pior segredo. A pior coisa que ela poderia imaginar era que ele estava a traí-la. E não estava!"

Postarei a segunda parte já a seguir.
Dividi para que o post não fosse grande.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada pelo comentário, a sua opinião é importante para o escritor.