AVISO...

Olá Pessoal!

Já avisei na Página do Facebook e decidi avisar no blogue também.

Na página Livros têm os links onde poderão comprar o livro "A Escola do Terror".


Aviso mais uma vez que tem alterações ao que está no blogue!


Obrigada.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Desafio de Abril

Olá, Pessoal!
E aqui está postado também a minha presença no Desafio de Abril da página de Facebook Ficwriter Facts.

O Desafio de Abril era escrever uma cena e ter que "reescrevê-la de acordo com a proposta do dia (podendo acrescentar ou tirar coisas, para um ajuste melhor ao que for pedido)".

Neste desafio não houve qualquer resultado, era apenas para incentivar as pessoas a "descobrirem a forma de se expressar que melhor se adapta aos gostos e estilos de escrita".

OBSERVAÇÃO: Participei neste desafio até ao último dia.


"De repente, Íris vê uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela era uma das raras raparigas da turma que não tinha ido para a cama com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão do corredor. Era raro Júlia falar com Íris. Bem... era raro qualquer aluno falar com Íris, com a exceção de Salvador. Ela continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim! – A rapariga fez uma pausa – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris.
– Ouvi o que aconteceu no corredor ao lado do teu cacifo. Não vim dar-te o meu ombro para chorares, não sou disso! – Disse ela, colocando o cabelo castanho para trás dos ombros – Mas vim apoiar-te.
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves é uma merda. Independentemente do grupo a que pertenças. Até poderias ser popular, continua a ser horrível.
– Muita gente sabe? – Perguntou Íris, desviando o olhar de Júlia. Não tinha coragem de perguntar enquanto olhava para a colega.
– Não. Talvez só eu. Eu devo ser mais observadora do que a maioria das doidas que por aqui andam. – Fez uma pausa – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito, ultimamente. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma. Um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Ele, curiosamente, mostrou-se um rapaz ridículo. Optou por aumentar aquele rumor idiota. Terminámos no verão. Ele pode ser muito simpático, mas o respeito que tive por ele acabou. – Fez uma pausa para respirar fundo – Tudo isto para te dizer que o Salvador é igual ao Renato. Não fosse também o facto de serem grandes amigos.
– Que conselho devo reter, então? – Perguntou Íris, sem entender onde Júlia queria chegar.
– Nunca namores com o Salvador, se não queres magoar-te. – Respondeu ela, enquanto o toque soava nos corredores. A primeira aula da manhã iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras. Nunca mais tiveram qualquer contacto."


"De repente, Íris vê uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela era uma das raras raparigas da turma que não tinha ido para a cama com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão gelado do corredor. Era raro Júlia falar com Íris. Bem... era raro qualquer aluno falar com Íris, com a exceção de Salvador. Ela continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim! – A rapariga fez uma pausa – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris.
– Ouvi o que aconteceu no corredor ao lado do teu cacifo. Não vim dar-te o meu ombro para chorares, não sou disso! – Disse ela, colocando o cabelo castanho para trás dos ombros – Mas vim apoiar-te.
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves é uma merda. Independentemente do grupo a que pertenças. Até poderias ser popular, continua a ser horrível. A verdade é esta: Ninguém sabe por onde anda a última possível namorada dele. – Júlia fez uma pausa – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito, ultimamente. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma. Um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Ele sabe o que aconteceu com a jovem, a última namorada do Salvador, aliás, percebe-se perfeitamente que eles sabem de muitos segredos obscuros um do outro. Eu tentei descobrir e as coisas entre mim e ele não ficaram muito boas. Terminámos no verão. – Fez uma pausa para respirar fundo – Tudo isto para te dizer que o Salvador é igual ao Renato. Não fosse também o facto de serem grandes amigos.
– Que conselho devo reter, então? – Perguntou Íris, sem entender onde Júlia queria chegar.
– Nunca namores com o Salvador, se não queres magoar-te ou... desaparecer sem deixar rasto. – Respondeu ela, enquanto o toque soava nos corredores. A primeira aula da manhã iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras. Nunca mais tiveram qualquer contacto."


"De repente, Íris vê uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela era uma das raras raparigas da turma que não tinha ido para a cama com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão do corredor. Era raro Júlia falar com Íris. Bem... era raro qualquer aluno falar com Íris, com a exceção de Salvador. Ela continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim! Não vou te comer! – A rapariga fez uma pausa, depois de rir – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris. Na verdade, Íris estava um pouco surpreendida.
– Vim apoiar-te, colega!
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves é uma merda. Independentemente do grupo a que pertenças. Até poderias ser popular, continua a ser horrível. No final do relacionamento, as raparigas sempre passam a ser inimigas dele. – Fez uma pausa – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito, ultimamente. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma. Um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Ele e o Salvador são parecidos. Grandes amigos. Quando terminámos, no verão, tornei-me amiga de todas as ex namoradas do Salvador. Acho que acabámos por formar um grupo.
A Íris riu-se um pouco.
– Que conselho devo reter, então? – Perguntou Íris, mais alegre.
– Nunca namores com o Salvador, se não queres... esquece, namora com o Salvador que entrarás no nosso incrível grupo. Tudo vaginas contra ele! – Exclamou ela, enquanto o toque soava nos corredores. A primeira aula da manhã iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras. Nunca mais tiveram qualquer contacto... até Íris se envolver com Salvador."


"De repente, Íris vê uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela era uma das raras raparigas da turma que não tinha dormido com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia, coleguinha fofa e antissocial! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão do corredor. Era raro Júlia falar com Íris. Bem... era raro qualquer aluno falar com Íris, com a exceção de Salvador. Ela continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim, querida! – A rapariga fez uma pausa – Ouvi o que aconteceu no corredor ao lado do teu cacifo e vim apoiar-te. Não conversamos muito, mas és uma querida.
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves não é bom. Independentemente do grupo a que pertenças. Até poderias ser popular, continua a não ser aconselhável. Ele não merece essa atenção da tua parte. És melhor que ele, querida Íris!
– Muita gente sabe? – Perguntou Íris, desviando o olhar de Júlia. Não tinha coragem de perguntar enquanto olhava para a colega.
– Não. Talvez só eu.
Íris respirou fundo.
– Vamos sair, querida. Socializar. Esse é que é o teu problema! Depois de eu terminar o meu relacionamento com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma, um amigo do Salvador, também saí e as coisas melhoraram.
Júlia abraçou Íris, que ficou surpreendida com a atitude da colega de turma.
– Vamos sair depois das aulas. E isso não foi uma pergunta! – Disse ela, enquanto o toque soava nos corredores. A primeira aula da manhã iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras."


"De repente, Íris vê uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela era uma das raras raparigas da turma que não tinha namorado com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão do corredor. Era raro Júlia falar com Íris. Apenas Salvador mantinha conversas com a amiga. Íris continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim! – A rapariga fez uma pausa – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris.
– Ouvi o que aconteceu no corredor ao lado do teu cacifo. Não vim dar-te o meu ombro para chorares, não sou disso! – Disse ela, colocando o cabelo castanho para trás dos ombros – Mas vim apoiar-te. Acho que isso toda a gente precisa, uma vez ou outra.
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, não é? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Isso era claro como água. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves não é a melhor coisa do mundo, independentemente do grupo a que pertenças. Sejas popular ou não, namorar ou gostar dele continua a ser pouco aconselhável.
– Muita gente sabe? – Perguntou Íris, desviando o olhar de Júlia. Íris mostrava-se nervosa e não tinha coragem de perguntar enquanto olhava para a colega.
– Não. Talvez só eu. Eu devo ser mais observadora do que a maioria das idiotas que por aqui andam. – Fez uma pausa – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito, ultimamente. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma. Um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Ele, curiosamente, mostrou-se um rapaz pouco adulto. Optou por aumentar aquele rumor. Terminámos no verão. Ele pode ser muito boa pessoa, mas o respeito que tive por ele acabou. Ele é uma criança. – Fez uma pausa para respirar fundo – Tudo isto para te dizer que o Salvador é igual ao Renato. Não fosse também o facto de serem grandes amigos.
– Que conselho devo reter? – Perguntou Íris, sem entender onde Júlia queria chegar com as suas palavras.
– Nunca namores com o Salvador, se não queres magoar-te. É apenas um conselho de alguém que até te respeita e gosta de ti. – Respondeu ela, enquanto o toque soava nos corredores. A primeira aula da manhã iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras. Nunca mais tiveram qualquer contacto."


"De repente, Íris vê uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela era uma das raras raparigas da turma que não tinha ido para a cama com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão do corredor. Era raro Júlia falar com Íris. Bem... era raro qualquer aluno falar com Íris, com a exceção de Salvador. Ela continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim! – A rapariga fez uma pausa – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris.
– Ouvi o que aconteceu no corredor ao lado do teu cacifo. Não vim dar-te o meu ombro para chorares, não sou disso! – Disse ela, colocando o cabelo castanho para trás dos ombros – Mas vim apoiar-te.
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves é uma merda. Independentemente do grupo a que pertenças. Até poderias ser popular, continua a ser horrível.
– Muita gente sabe? – Perguntou Íris, desviando o olhar de Júlia. Não tinha coragem de perguntar enquanto olhava para a colega.
– Não. Talvez só eu. Eu devo ser mais observadora do que a maioria das loiras que por aqui andam. – Fez uma pausa, olhando mais atentamente para Íris – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito, ultimamente. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma. Um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Nunca namorei com ele, na verdade. Ele apenas descobriu que eu era homossexual... não que eu me importe que toda a gente saiba. Mas dizeres que gostas de vaginas e és lésbica é complicando numa escola. Se só dizeres que gostas de uma rapariga já é um escândalo, imagina se realmente te deitasses com alguma. – Fez uma pausa para respirar fundo – Tudo isto para te dizer que o Salvador é igual ao Renato. Não fosse também o facto de serem grandes amigos.
– Que conselho devo reter, então? – Perguntou Íris, sem entender onde Júlia queria chegar.
– Nunca namores com o Salvador, se não queres magoar a tua dignidade. – Respondeu ela, piscando-lhe o olho enquanto o toque soava nos corredores. A primeira aula da manhã iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras. Só nesse momento Íris entendeu que tinha dado uma ideia errada da sua orientação sexual. Júlia achava que ela era também lésbica.
Íris queria retomar a conversa naquele momento, mas as duas nunca mais tiveram qualquer contacto... até Íris realmente descobrir a sua "verdadeira" orientação sexual e ter passado uma noite na mesma cama que Júlia."


"Íris vê uma rapariga. Tratava-se de Júlia. Ela era uma das raparigas que não tinha ido para a cama com Salvador.
– Bom dia! – Saudou ela. Era raro qualquer aluno falar com Íris, com a exceção de Salvador. Ela continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim! – A rapariga fez uma pausa – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris.
– Ouvi o que aconteceu. Não vim dar-te o meu ombro para chorares, não sou disso! – Disse ela – Mas vim apoiar-te.
Íris olhou para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves é uma merda.
– Muita gente sabe? – Perguntou Íris, desviando o olhar de Júlia. Não tinha coragem de perguntar enquanto olhava para a colega.
– Não. Talvez só eu. Eu devo ser mais observadora do que a maioria das doidas que por aqui andam. – Fez uma pausa – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Ele mostrou-se um rapaz ridículo. Optou por aumentar o rumor. Terminámos no verão. Ele pode ser muito simpático, mas o respeito que tive por ele acabou. – Fez uma pausa para respirar fundo – Tudo isto para te dizer que o Salvador é igual ao Renato. Não fosse também o facto de serem grandes amigos.
– Que conselho devo reter? – Perguntou Íris, sem entender onde Júlia queria chegar.
– Nunca namores com o Salvador, se não queres magoar-te. – Respondeu ela. O toque começava a soar. A aula iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas cadeiras."


"De repente, Íris vê uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela era uma das raras raparigas da turma que não tinha ido para a cama com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão do corredor. Era raro Júlia falar com Íris. Bem... era raro qualquer aluno falar com Íris, com a exceção de Salvador. Ela continuou calada apenas a olhar para a atitude de Júlia.
– Não precisas de olhar assim para mim! – A rapariga fez uma pausa – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris.
– Ouvi o que aconteceu no corredor ao lado do teu cacifo. Não vim dar-te o meu ombro para chorares, não sou disso! – Disse ela, colocando o cabelo castanho para trás dos ombros – Mas vim apoiar-te.
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Se Júlia sabia, então toda a turma sabia. Júlia prosseguiu – Não precisas de dizer nada. Apaixonares-te por Salvador Gonçalves é uma merda. Independentemente do grupo a que pertenças. Até poderias ser popular, continua a ser horrível.
– Muita gente sabe? – Perguntou Íris, desviando o olhar de Júlia. Não tinha coragem de perguntar enquanto olhava para a colega.
– Não. Talvez só eu. Eu devo ser mais observadora do que a maioria das doidas que por aqui andam. Mas, sabes, talvez a fama dele seja apenas isso: fama. Não tem o proveito. – Fez uma pausa – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito, ultimamente. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma. Um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Ele, curiosamente, mostrou-se um rapaz ridículo. Optou por aumentar aquele rumor idiota. Terminámos no verão. Ele pode ser muito simpático, mas o respeito que tive por ele acabou. – Fez uma pausa para respirar fundo – Tudo isto para te dizer que o Salvador é igual ao Renato. E digo com toda a certeza. Não por eles terem a fama de irem para a cama com todas, mas porque tudo isso não passam de mentiras. E irás perceber o que estou a falar quando confrontares o Salvador. Ele nunca poderia ir para a cama com raparigas. Ele sempre as traía ainda antes de iniciar uma relação com elas. E o Renato fez exactamente a mesma coisa comigo.
– Que conselho devo reter, então? – Perguntou Íris, sem entender onde Júlia queria chegar.
– Nunca namores com o Salvador. Apoia-o quando o segredo dele for descoberto. – Respondeu ela, enquanto o toque soava nos corredores. A primeira aula da manhã iria começar. Júlia levantou-se do chão e Íris seguiu-a. Ambas abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras. Íris não entendeu onde Júlia queria chegar com a sua conversa, só percebeu quando foi o Renato a dizer-lhe claramente. Salvador era homossexual. Era impossível ele andar a dormir com colegas. Ele e Renato tinham um caso."


"Íris viu uma rapariga perto dela. Tratava-se de Júlia, uma colega dela e de Salvador. Ela foi uma das raras raparigas da turma que não tinha ido para a cama com Salvador, embora pertencesse à "classe dos populares".
– Bom dia! – Ela saudou-a, sentando-se ao lado dela no chão do corredor. Era raro Júlia falar com Íris, mas, naquele dia, a colega decidiu alterar o habitual.
– Não precisas de olhar assim para mim! – A rapariga fez uma pausa – O que se passa? – Inquiriu.
– Nada. – Respondeu Íris.
– Ouvi o que aconteceu no corredor ao lado do teu cacifo. Não vim dar-te o meu ombro para chorares, não sou disso! – Disse ela, colocando o cabelo castanho para trás dos ombros – Mas vim apoiar-te.
Íris olhou atentamente para a colega de turma.
– Apoiar-me? – Inquiriu, sem entender.
– Sim. Gostas dele. É verdade, correto? – Íris não respondeu. Júlia já tinha descoberto. – Gostares de Salvador Gonçalves é uma merda. Independentemente do grupo a que pertenças. Até poderias ser popular, continua a ser horrível.
– Muita gente sabe? – Perguntou Íris, desviando o olhar de Júlia. Não tinha tido coragem de perguntar enquanto olhava para a colega.
– Não. Talvez só eu. Eu devo ser mais observadora do que a maioria das doidas que por aqui andam. – Fez uma pausa – De certeza que deves ter ouvido coisas a meu respeito, ultimamente. Que eu estava a namorar com o Renato Matos, aquele rapaz de pais angolanos da nossa turma. Um amigo do Salvador.
Íris abanou a cabeça. Não tinha por hábito saber os rumores que rondavam a escola.
– Ele, curiosamente, mostrou-se um rapaz ridículo. Optou por aumentar aquele rumor idiota. Terminámos no verão. Ele pode ser muito simpático, mas o respeito que tive por ele acabou. – Fez uma pausa para respirar fundo – Tudo isto para te dizer que o Salvador é igual ao Renato. Não fosse também o facto de serem grandes amigos.
– Que conselho devo reter, então? – Perguntou Íris, sem entender onde Júlia queria chegar.
– Nunca namores com o Salvador, se não queres magoar-te. – Respondeu ela.
Depois desta pequena conversa, Júlia e Íris ouviram o toque a soar nos corredores e deram por terminada a troca de palavras entre elas. Abriram a porta da sala e sentaram-se nas suas respectivas cadeiras. Nunca mais tiveram qualquer contacto."

E terminou aqui o Desafio de Abril.

Daqui a uns dias eu postarei o próximo desafio em que participei.

Beijos.

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