quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Capítulo 4

(Observação da autora no dia 07/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Dupla Fatal". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 4

Narrado por Bruno Soares

Não. Eu tinha atirado no segurança. O tiro era meu. Sinceramente, o que eu estava a fazer a salvar a vida da "G". Ela é a maior assassina de hoje.
Ela saiu da casa e olhou para mim.
– Pode sair daí. – Disse ela, séria.
– Que tal um "obrigada por salvares a minha vida" ou "que fazes aqui?"
– Eu sei que estás a seguir-me desde que saí da festa. - Falou ela, deixando o afastamento ao tratar-me pela primeira pessoa.
– A sério? Então tu tens uma câmara em casa?
– Sim. Vi tudo. – Disse ela, encaminhando-se para o seu carro.
– Podemos conversar? – Perguntei eu a segui-la.
– Achas que eu sou idiota a ponto de ficar aqui a falar contigo? Depressa a polícia aparece aí e eu não vou de certeza ser presa. – Disse-me ela, enquanto continuava a andar.
– Não estava a falar de conversarmos aqui. – Eu ainda a seguia, mas, sinceramente, confesso, que estava a ser complicado – Posso ir para a tua casa?
Vi que ela parou subitamente e virou-se para mim.
– Acompanha-me. – Disse ela – Se conseguires.
Entrámos os dois dentro dos nossos carros e ela encaminhou-me para a casa dela. Ela saiu primeiro do seu carro e esperou que eu saísse do meu.
– Apresento a minha casa! – Disse ela, a sorrir – Mas acho que já a conheces.
Ela abriu o portão e nós entrámos. Decidi sentar-me no sofá. Ela atirou a mala para cima de uma mesa que estava perto do local onde me tinha acabado de sentar.
– Há quanto tempo trabalhas assim? – Perguntei. Ela percebeu o que eu quis dizer.
– Algum tempo.
– Como consegues chegar a casa dessa maneira? Nessa tranquilidade. Mataste quatro pessoas só hoje.
– Tu mataste uma, não podes julgar-me! - Ela fez uma pausa – Queres algo para beber?
Percebi que ela queria mudar o rumo da conversa, mas eu não deixei. Não respondi à pergunta dela.
– Mas tu fazes isso todos os dias. Como é que consegues dormir sem teres um peso na consciência? Não deves dormir tranquila.
Ela olhou para mim zangada.
– Vai-te embora da minha casa! – Ordenou-me ela.
Já estraguei tudo.
– Gabriela, eu não queria...
– Acabou! Vai-te embora, antes que perca a cabeça.
– Podes pelo menos passar-me o teu número? – Era um perfeito idiota ao fazer uma pergunta destas numa altura destas, mas enfim...
Ela pegou num bloco pequeno de notas que estava na mesa onde tinha colocado a mala e pegou numa caneta que estava em cima do bloco e escreveu o seu número. Em segundos entregou-me.
– Adeus. – Disse ela, empurrando-me para fora de casa dela.
Antes de sair certifiquei-me se o número que ela me deu era verdadeiro. Mesmo dela. Era verdade. Ela olhou para mim séria e empurrou-me.
– Fora! – Exclamou ela, fechando a porta de casa.

Entrei no meu carro e liguei para o Guilherme. Tinha novidades. Informei-o que ia para casa dele. Cheguei ao apartamento do meu colega e estacionei em frente à casa. Sai do carro e encaminhei-me para o apartamento. Ele abriu-me a porta.
– Então? O que descobriste? – Perguntou-me, interessado, o Guilherme.
Sentei-me com ele no sofá.
– O nome dela é Gabriela Sousa. Ela é muito profissional e habilidosa. Consegui o número de telefone dela, mas isso fica entre nós por enquanto. Tenho que conseguir primeiro a confiança dela. Vou ligar para ela e marcar um encontro para amanhã.
Peguei no meu telemóvel, que estava nas calças, e comecei a escrever o número. O Guilherme, nessa altura, fala:
– Vais falar agora para ela?
– Sim. Quanto mais depressa fizermos isto mais depressa somos promovidos.
– Claro. Sim. Óbvio. Vai. Liga-lhe. – Disse ele, a massajar a testa.
Liguei para a Gabriela.
– Estou? – A voz não parecia ser a da Gabriela, embora ser a de uma mulher.
– Posso falar com a Gabriela?
– Posso saber quem fala?
– Sim... Bruno Soares.
– Ok. Vou chamá-la.
Ouvi a mulher a gritar o nome da Gabriela. Uns segundos depois a Gabriela atende-me.
– Bruno? Não acabámos de nos ver?
– Sim, mas tenho uma coisa para falar contigo e queria saber se podemos nos encontrar num lugar tranquilo.
– Amanhã eu tenho que ir ao ginásio, mas eu posso te passar a morada e vemo-nos lá às 15:00. Pode ser?
– Sim.
– Que bom. – Mas ela não soava muito contente.
Ela passou-me a morada e despedimo-nos. O Guilherme, logo de seguida, falou para mim.
– Conseguiste?
– Claro. Já viste alguma mulher a resistir aos meus encantos?
O Guilherme riu.
– Claro. Todas.
Eu dei um encontrão ao braço dele.
– Ela tem uma quadrilha que deve trabalhar para ela. Apanha os outros. Eles devem ser menos perigosos que a Gabriela deves dar conta deles, certo?
– Claro, Bruno, não sou estúpido. Eu apanho-os a todos, mas começo pelas mulheres. Elas são muito mais fáceis.
O Bruno mandou um pequeno riso, começando a ser irónico.
– Sim, claro. A Gabriela é mulher e, mesmo assim, não é fácil.


Fim do Capítulo 4.

25 comentários:

  1. Não acho que consiga tão facilmente.

    ResponderEliminar
  2. ele está a ter muita sorte.

    ResponderEliminar
  3. Não percebo ainda como é que o colega vai apanhar o resto da equipa de assassinos. Podem ser muitos.

    ResponderEliminar
  4. o bruno parece tão pouco profissional, mas pode ser que me engane.

    ResponderEliminar
  5. O Bruno é inteligente mas não estará a ser precipitado?
    Continua!

    ResponderEliminar
  6. Gostámos do capítulo!

    ResponderEliminar
  7. Eu nem comento nada de jeito agora porque quero saber se esse "encontro" vai correr bem.
    Duvido que ela não tenha entendido quem ele é.

    ResponderEliminar
  8. ele parece ser tão tonto! ele deve ter causado estranheza nela.

    ResponderEliminar
  9. Está toda a gente a achar o Bruno um idiota mas recuso-me a pensar nisso.

    ResponderEliminar
  10. Ela já deve saber quem é ele.
    Parabéns ao Vasco.

    ResponderEliminar
  11. Ele é muito idiota ou faz-se?! Ainda não percebi.

    ResponderEliminar
  12. Ainda não sei que opinião ter do Bruno.

    ResponderEliminar
  13. Eu acho que a Gabriela já sabe que ele é policia.

    ResponderEliminar
  14. Ela já deve saber quem ele é. Se fosse outra pessoa desconfiava.

    ResponderEliminar
  15. Não entendo o Bruno.
    Posta logo.

    Beijos.

    ResponderEliminar
  16. Penso que o Gustavo não está a entender a táctica do colega.

    Beijos.

    ResponderEliminar
  17. No meu aniversário. Obrigado.
    Não entendo o que o Bruno quer fazer para apanhar a assassina.

    ResponderEliminar
  18. Não posso! Com essa conversa toda ela com certeza já soube que ele é policia. Tenho quase a certeza.
    Posta logo.

    Beijos,
    Juh :)

    ResponderEliminar
  19. Desculpa a demora em comentar esta parte do capítulo. Ainda não consigo perceber a forma de pensar da Gabriela se bem que, sendo uma história escrita por ti, certamente haverá alguma coisa planeada pela personagem para permitir a aproximação forçada do detective (vá lá sejamos honestos: é óbvio que o Bruno Soares quer alguma coisa dela e ela já percebeu isso - afinal de contas se ela não é inteligente o suficiente para o ter percebido como é que ela sobreviveu tanto tempo sem ser apanhada?). Veremos o que acontece a seguir, então.

    ResponderEliminar

Obrigada pelo comentário, a sua opinião é importante para o escritor.