AVISO...

Olá Pessoal!

Já avisei na Página do Facebook e decidi avisar no blogue também.

Na página Livros têm os links onde poderão comprar o livro "A Escola do Terror".


Aviso mais uma vez que tem alterações ao que está no blogue!


Obrigada.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Capítulo 4

Olá Pessoal!
Obrigada pelos comentários. Vou responder a alguns que necessitam resposta.

Patrícia: Não foi propositado.
Nuno: Provavelmente nestes primeiros capítulo poderei ter afastado um pouco os personagens do leitor. Obrigada pela opinião.
Vasco F.: Provavelmente!

Ontem fez dois anos que a estória "Encontro com o 666" foi terminada no blog. Eu escrevi sobre isso na Página do Facebook: AQUI.

Espero que estejam a gostar desta estória.

Capítulo 4

No dia seguinte, de manhã, houve a primeira aula de teatro. Era a professora de História quem dava as aulas.
- Que bom que todos vieram! Tenho andada inspirada com o tema para este ano. O teatro também é isso! Ver o mundo com outras formas.
- Ver o mundo com outras formas?! Pensava que o teatro existia para nós esquecermo-nos do texto. – Sussurrou o Luís para o João, que estava ao seu lado. O João riu-se.
- A isso chama-se improviso, menino Luís. Queira tomar atenção à aula e deixe-se de gracinhas! – Repreendeu a professora.
O Luís desculpou-se. Ele pouco sabia de teatro. Apenas desempenhou um pequeno papel com duas simples falas antes de entrar no secundário. Mas achou por bem ter mais alguma coisa no seu currículo e decidiu ter aulas de teatro.
- Hoje decidi dar-vos um desafio. Imaginem-se com cem anos, digam tudo o que imaginaram para o vosso futuro. Quero que se juntem em pares e alternem no papel de jornalista. Aquele que estiver a fazer o papel do entrevistado tem que falar de tudo o que fez ao longo do seu século de vida, década a década.
O Ricardo trocou de lugar com o Luís, queria se sentar ao lado do melhor amigo. O Luís entendeu e afastou-se.
- Pois muito bem, senhor João, diga-me, o que fez nestes cem anos da sua vida?
- Bem, terminei a minha faculdade de psicologia aos vinte e quatro anos. Trabalhei muito a partir daí. Fui psicólogo numa escola. Depois tive em criminalidade…
Algum tempo depois era o Ricardo a ser entrevistado sobre a sua vida.
- Bem, fui modelo durante um tempo. Fui capa de muitas revistas…
A professora de teatro e de História aproximou-se deles. O Ricardo já não sabia mais o que falar.
- Parece que a tua imaginação centra-se apenas na moda, Ricardo. Não consegues pensar em mais nada que tenha a ver com isso? – Inquiriu a professora.
- Claro que sim, trabalhei numa revista.
- Sobre moda, imagino. – Continuou a professora.
- Ele aprendeu mandarim, professora! – Exclamou o João, ajudando o amigo – Lembras-te que querias aprender mandarim? – Perguntou ele ao amigo.
- Ah, sim…
O Ricardo não sabia que pedir aos pais para aprender mandarim aos doze anos fosse indicador de que isso faria parte do seu futuro.
- Já está melhor. – Comentou a professora, afastando-se deles. O João piscou o olho para o amigo. Já estavam safos!
Entretanto, mudou-se de exercício. A Luísa fechou os olhos e deixou-se cair de costas, para os braços da Carla. Não tinha medo pois confiava na Carla. Sabia que a melhor amiga a ia agarrar, tal como a Luísa tinha agarrado a Carla uns minutos atrás.
- Muito bem! – Exclamou a professora – Agora já dominam o exercício da confiança. Estão prontos para representar.
Os olhos da Luísa brilharam. Era a única contente. A representação era a sua vida!
A professora assustou o João, que gritou.
- Este é um grande exercício! Reacção. O João reagiu sem pensar.
“Ele reage sempre sem pensar.” – Pensou a Marta revirando os olhos.
O professor tentou assustar a Luísa. A mesma nem se mexeu.
- Tenho uma irmã. Precisa de fazer mais que isso.
A Patrícia reagiu à frase da irmã.
- Muito bem. Vocês querem finalmente saber qual será o tema deste ano, certo? Imagino o quanto estão ansiosos. – Disse a professora.
A Luísa ouviu com atenção. O João respirou fundo. Desde que não fosse mais um romance como o Amor de Perdição do Camilo Castelo Branco que foi no ano passado, estava tudo bem.
- Vamos representar a grande peça de Shakespeare, Romeu e Julieta! – Anunciou ela.
O João parecia enjoado. Já a Luísa, contente.
“Desde que não seja o Romeu, está tudo bem” – Pensou o João.
A professora aproximou-se da Raquel.
- Quem quer que seja o seu par, menina Raquel?
- O quê? – A Raquel não estava a acreditar que a professora a tinha escolhido como Julieta.
- Seria muito bom se colocasse como Romeu o João. - Disse a Marta.
Ele olhou para a Marta, sério.
- Hum... boa escolha, menina Marta! O João irá ser o nosso Romeu.
A Luísa riu vendo a reacção do namorado. Se ninguém escolhesse o João, ele seguramente não seria escolhido por ninguém. No que tocava a representar, o João era muito mau. Apenas para comediante servia. A Luísa sabia que ninguém o ia escolher como par caso ele tivesse que ser o Romeu.
- Tudo bem, eu fico com o João! – Disse a Raquel, decidida.
- Muito bem. É algo ousado! Sobretudo, tendo em conta que vão ter que se beijar. – Informou a professora.
A Luísa ficou boquiaberta.
- Como assim? – Perguntou ela.
A Luísa sabia que Romeu e Julieta era um romance, mas nunca imaginou que isso pudesse levar a alguma situação drástica.
A Raquel estava chocada. Já a Luísa…reagiu com um ataque de gritos de um filme de terror! A professora riu.
- Eu sabia que iria ficar assim, menina Luísa!
A Raquel não se ria, estava parada. Chocada. A Luísa ficou chateada. Só o facto de pensar que o João iria beijar a Raquel, mesmo que para a personagem, tirava-lhe a vontade de rir para sempre.

Termina aqui o capítulo 4.
Espero que tenham gostado.

O Capítulo 5 virá no Sábado, 29 de Agosto.

Beijos.

26 comentários:

  1. Falaste que não tem comédia?
    Tem.

    ResponderEliminar
  2. Imagino a cara da Luísa haha!
    Posta logo.
    Beijos.

    ResponderEliminar
  3. gostei.
    imaginei a cara da luisa.

    ResponderEliminar
  4. Imagino a cara da Luísa a saber que o namorado vai ser o Romeu... com outra.
    Posta logo.

    ResponderEliminar
  5. Espero pelo próximo capítulo!
    Beijos :)

    ResponderEliminar
  6. eheheh! a cara da Luísa!

    ResponderEliminar
  7. Se eu fizesse esse exercício inicial também não sabia o que dizer.

    ResponderEliminar
  8. identifico-me com o luís.

    ResponderEliminar
  9. Acho que as atitudes das personagens chegam os leitores a identificarem-se com as mesmas. Acho que mesmo esse afastamento que causaste nesta segunda parte, as personagens e os leitores sentem-se próximos devido aos sentimentos de insegurança (ou não) que as personagens transmitem.

    ResponderEliminar
  10. Gostei muito do capítulo!
    A Raquel vai fazer de Julieta!

    ResponderEliminar
  11. A professora deu-me vontade de rir. Parece-me que fez de propósito.

    ResponderEliminar
  12. Ia falar o mesmo que o Nuno.
    Continua! Estás bem!

    ResponderEliminar
  13. A Raquel sai da música para ir para teatro, acho que vai conseguir!
    Posta logo.

    Beijos,
    Juh :)

    ResponderEliminar
  14. Olá diana. no outro capítulo não comentei por estar sem net e pc no algarve. ups! comento agora, não é? Adorei esta professora!!! Boa manobra, ou devo antes dizer, improvisação para "matar dois coelhos de uma cajadada só". Obteve reacção da rapariga e os actores principais da peça. Ahahaha Adorei este final de capítulo. Diria que foi mesmo o melhor que li até agora!!!

    ResponderEliminar
  15. Ola, bom li a escola de terror toda adorei esta perfeita, ja li as outras historias e estao perfeitas.
    Vou continuar a ler esta e outras que estao para vir...kkkkk
    beijokas

    ResponderEliminar
  16. Olá Diana!
    Vim só dizer que já acabou o tempo para votar nos FE Awards 2015.
    Eu e a Marina estamos a contar os votos e em breve postaremos os resultados.
    Boa sorte!
    Beijos.

    ResponderEliminar

Obrigada pelo comentário, a sua opinião é importante para o escritor.