sábado, 15 de agosto de 2015

Capítulo 3

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 3

Naquela tarde, depois do fim das aulas, alguns alunos juntaram-se na sala própria para a aula de preparação para os exames. Não pareciam felizes, pelo contrário, aborrecidos, alguns irritados e ainda, pouco entusiasmados. Talvez alguns até tristes por não estarem em casa ou a fazer algo mais divertido.
De pé diante da turma, a Raquel observou os alunos presentes na sua primeira aula de preparação para os exames e ficou assustada. Tinha pedido ajuda a alguns alunos, bons alunos como ela, e todos eles mostravam-se preocupados. Pairava na sala um ambiente de ansiedade, preocupação e frustração.
– Muito bem! – Começou ela, tentando parecer animada – Ainda bem que está tanta gente! Agradeço a todos por terem vindo!
Até mesmo nos ouvidos dela, aquelas palavras soavam falsas. Todos olharam para ela. A Raquel começou a sentir um calor subir pelo seu corpo. Aquilo era pior do que subir a um palco e cantar diante de um público com mais de cem pessoas. E ela já tinha feito isso mais que uma vez. Quando cantava e tocava piano ao lado dos seus colegas da antiga banda. Até que reparou no João sentado na última fila da sala. Ele fez-lhe um sorriso como um sinal de incentivo.

“O que é que ele está aqui a fazer? Ele detesta estudar! Pelo menos há uma cara querida por aqui que me apoie. Vou precisar do bom sentido de humor dele!” – Pensou a Raquel.

– Ora bem, que tal se começássemos a ver quantas pessoas aqui estão? Vai ser importante para eu ter um papel com isso. Vocês tencionam ficar aqui em todas as aulas, ou não?! – A Raquel fez uma pergunta retórica – E se cada um contasse porque é que decidiu se inscrever nestas aulas de preparação para os exames?
Ela passou um caderno para a aluna que estava sentada numa das primeiras mesas. A aluna escreveu o seu nome e passou para a pessoa da mesa de trás. Essa mesma aluna da primeira mesa respondeu à pergunta de Raquel.
– Inscrevi-me nas aulas de preparação porque os meus pais mandaram. Eles não tinham muito dinheiro para me pagar um explicador a sério. Tive de vir para aqui contra a vontade!
- Muito bem... Obrigada pela confissão. – A Raquel estava a esmorecer. A sala parecia um velório – Mais alguém?
Nesse momento, a irmã gémea da Luísa, a Patrícia, entra dentro da sala.
– Desculpa, Raquel. Eu posso entrar?
A Raquel assentiu com a cabeça. Finalmente mais alguém conhecido. A Patrícia sentou-se ao lado do João.
– E quanto à tua pergunta, que eu cheguei a ouvir ao vir a correr para cá, estou aqui porque preciso de alguma vantagem! Já tenho montes de livros sobre os exames, já fiz exames na Internet. Preciso urgentemente de conseguir a nota mais alta!
– A nota mais alta? – Inquiriu a Raquel.
– Sim, o meu objectivo é a nota máxima. Preciso de um 20. E é por isso que aqui estou!
O João olhou chocado para a irmã da namorada.
– É só um exame, Patrícia.
– É só um exame? – Ela parecia chocada com a resposta dele – Os exames de admissão são muito importantes para o nosso futuro. Eu pretendo seguir arqueologia, seu estúpido! Estes exames são a primeira coisa importante na nossa vida futura. Só um exame! – Repetiu ela abanando a cabeça.
– Bem, talvez isso seja um bocadinho exagerado. – Disse a Raquel – Mas vou tentar ajudar todos!
O João revirou os olhos e era para continuar, mas, nesse momento, alguém aparece na porta. Todos olharam. Era a Marta e ao lado dela estava a Luísa.
– Estou no sítio certo? – A Marta parecia desnorteada. Viu a Raquel e sorriu – Estou sim. Olá amiga!
A Luísa fez um ar incrédulo.
– Esta sala transborda um ambiente triste! Sim, estamos no sítio certo.
– Já cá faltavam mais estas duas! – Disse a Patrícia – Para vossa informação, estamos aqui para trabalhar! Se andam à procura de um ambiente melhor, vão passear!
– Adorava maninha, mas não posso. – Respondeu a Luísa, sentando-se na mesa ao lado da dela e do namorado. A Marta sentou-se ao lado da Luísa.
– Fomos obrigadas a ter explicações – Explicou a Marta – Eu tenho como padrasto o director da escola, por isso até se percebe.
– Não quero que ninguém venha para aqui contrariado! – Impôs-se finalmente a Raquel. Alguns alunos até se assustaram com a reacção dela.
– Nesse caso, ninguém vai conseguir aquilo que quer! Ter boas notas e ajudar os outros. – Disse a Luísa.
– O que é que tu estás aqui a fazer?! – Atacou a irmã – Tu pertences aos palcos. Vai para lá e deixa-me estudar!
– Não sei se sabes, mas eu tentei dizer à nossa mãe que seria uma actriz graças ao meu talento, não graças à minha universidade. – A Patrícia bufou perante a resposta da irmã.
Algum tempo depois, tinham-se dividido em grupos e estavam a fazer exercícios. Assim que tinha terminado de dividir, a Marta vai ter com ela.
– Vou precisar muito da tua ajuda! – Disse ela – Preciso de me rodear das melhores pessoas para conseguir alguma resposta positiva. Tu és a melhor naquilo que fazes... tal como eu. Portanto, já que tenho de aqui estar, acho que mereço ter a melhor explicadora do meu lado.
– Pois, tal como no teatro – Falou a Luísa – Uma actriz brilhante precisa sempre do melhor elenco e da melhor equipa técnica para poder estar sempre o melhor possível.
– Pois. Eu irei ajudar-te a ti e à Luísa, Marta. E à Patrícia e ao João. Mas primeiro, vamos tentar ver como todos nós trabalhamos em conjunto. – Respondeu a Raquel.
– Isso é uma perda de tempo! – Interrompeu a Patrícia.
A Raquel ia para responder, mas alguém aparece na porta. Era o director da escola, o padrasto da Marta, o professor Diogo.
– Boa tarde, alunos! Estou muito contente por vos ver aqui, a prepararem-se para os vossos exames de admissão. Vão ser momentos difíceis.
A Marta olhou séria para o padrasto. Ele estava a encorajar?!
– Tenho confiança em vocês! – Exclamou ele, saindo da sala.
Com estas palavras do director, todos ficaram mais preocupados. O director da escola não era realmente um bom encorajador. Percebia-se realmente.
– Não se preocupem. – Apressou-se a Raquel, a dizer – Vamos nos preparar para não se preocuparem no dia do exame.


Fim do Capítulo 3.

23 comentários:

  1. A Patrícia é uma idiota...

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  2. ela tinha que ter o meu nome?

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  3. Agora é a Patrícia a vilã da história? Boa mudança!
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  4. agora não sei. no capítulo anterior parecia um idiota agora não sei.

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  5. Gostei. Parabéns. Vi o comentário da Elisa Rodrigues e concordo com ela em parte. Neste inicio da segunda parte deixaste os personagens afastados do leitor.

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  6. Sabia que alguém teria que estragar a "harmonia" da história.
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    Beijos.

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  7. coitada da raquel ahah! agora tem que aturar a irmã da amiga.

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  8. Senti uma troca de papéis na vilã? A Marta pela Patrícia?
    Espero por mais.

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  9. Que víbora essa Patrícia.
    A Raquel deve voltar a cantar.
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    Beijos,
    Juh :)

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  10. Agora gosto da Marta e não da Patrícia :D
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    Beijos.

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  11. Tem que existir sempre uma personagem que eu não goste. Desta história é a Patrícia.

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  12. Já me estou a preparar para alguma morte!
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    Beijos :)

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  13. Agora a Patrícia é a vilã? Nossa... Nunca pensei que ela pudesse a vilã dessa vez, até gostei dela no final da primeira parte da estória.
    Mas só me resta esperar por mais...

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