quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Capítulo 2

(Observação da autora no dia 07/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Dupla Fatal". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 2

Narrado por Bruno Soares

Nessa noite, decidi ser eu a falar com a "Senhora G". O Guilherme ficou à porta da festa. Entrei tentando andar despreocupado. Gravei na memória o rosto daquela assassina. Iria aproximar-me e logo ela iria apaixonar-se por mim... bem essa ideia é a que eu penso concretizar. 
Sentei-me no banco perto do bar e pedi uma bebida alcoólica. Olhei para todos os lados e vi-a. A “G”. Estava sentada sozinha numa mesa de dois lugares a beber. Tinha uma cara de criança, mas corpo de mulher. Peguei na minha bebida e fui ter com ela.
– Posso me sentar aqui?
Ela levantou o olhar que estava na bebida.
– Claro. – Disse ela a sorrir.
Eu sentei-me à sua frente.
– Vens sempre aqui?
– Estás a querer "atirar-te" a mim? – Fiquei surpreso. Ela foi muito directa. Talvez por tratá-la por tu ainda mal a conhecia.
– Isso não faz o meu género. Só quero saber umas coisas sobre ti.
– Hum... interessante. Que tipo de coisas? – Olhou para mim, totalmente interessada.
– Minha querida… – Disse eu a sorrir enquanto olhava para ela – Eu sei quem és tu... G!
– Como é que sabes quem eu sou? Quem és tu? – Disse-me ela com um olhar frio.


Fim do Capítulo 2.

Retrospectiva 2015

Olá Pessoal!
O meu blog de fãs criou uma retrospectiva 2015, tal como aconteceu no ano passado. Tudo o que fiz neste ano eles colocaram e dividiram por meses.

Janeiro

- A estória "Memórias Aterradoras" continua com muitas visualizações e comentários. A estória foi bem recebida pelos leitores!
- São mostrados os resultados da "Avaliação do Leitor" (Link).
- Uma outra surpresa sobre a parceria da Diana com a Letícia Alvares, "Por Trás da Cena", é revelada: Duas promos. Uma da personagem Laura e outra do personagem Bento. Foi a última surpresa revelada!
- A sinopse da estória "Memórias Aterradoras" sofre uma alteração.

Fevereiro

- O primeiro capítulo "polémico" de 2015 é postado. A segunda versão do capítulo 8 da estória "Memórias Aterradoras". É claramente melhor que a primeira versão.

Março

- A estória "Um Homicídio Pessoal" é escrita após a Diana estar quatro dias sem entrar no blog nem dar notícias.

Abril

- Rumores saem sobre o fim da parceria entre a Diana e a Letícia Alvares, "Por Trás da Cena". Não temos informações desde o início do mês de Janeiro. As duas garantiram que a parceria iria continuar.

Maio

- O blog da Diana faz seis anos de existência (17 de Maio de 2009).
- A Diana revela na sua página do Facebook que não haverá "Encontro com o 666 - Parte II". Esta notícia causa a tristeza nos seus leitores.

Junho

- É postado o último capítulo da estória "Memórias Aterradoras".
- A parceria da Diana com a Letícia Alvares, "Por Trás da Cena", causa indignação por parte dos leitores devido ao atraso em postar atualizações.
- É postada a sinopse da estória "História de uma Adolescente - Parte II".

Julho

- É revelada a GRANDE notícia de que a estória "A Escola do Terror" vai virar livro!
- A sua alcunha bem conhecida no Blogger (DSP) termina. O seu nome tornou-se apenas "Diana Pinto".
- A Diana é nomeada para os FE Awards 2015.
- Começa a ser postada a estória "História de uma Adolescente - Parte II" no blog.

Agosto

- A Diana relembra aos seus leitores na sua página do Facebook as estórias "O que espero Encontrar", "As Páginas de Margarida" e "Encontro com o 666".
- É revelado o nome da próxima estória da Diana, "Contrato Indesejado".
- A Diana vence o primeiro lugar nas categorias de "Melhor Mistério" e "Estória Mais Criativa" nos FE Awards 2015. Vence ainda o segundo lugar na categoria "Melhor Romance/Aventura" na mesma votação.

Setembro

- A estória "História de uma Adolescente - Parte II" dá muitas visualizações e poucos comentários ao blog. O drama (ou não drama) presente na estória também é questionado pelos leitores.
- O Fãs da Diana completa três anos de existência (30 de Setembro de 2012).

Outubro

- A Diana é pré-indicada para "As Melhores de 2015", tal como aconteceu no ano passado para "As Melhores de 2014".
- O livro "A Escola do Terror" tem dia de lançamento no dia 24 de Outubro de 2015. Um dia memorável para qualquer leitor da Diana!

Novembro

- A estória "História de uma Adolescente - Parte II" termina de forma surpreendente;
- A Diana acaba nomeada para "As Melhores de 2015";

Dezembro

- A Diana faz uma breve paragem nos posts do blogue. Acaba dando um "sinal de vida" uma semana e meia depois;
- A sinopse e as personagens da estória "Dupla Fatal" são reveladas;
- Tal como aconteceu no ano passado, a Diana vence em três categorias na votação "As Melhores de 2015": 1º lugar nas categorias "Melhor Mistério" e "Melhor Estória de 2015" com "Memórias Aterradoras" e 2º lugar na categoria "Melhor Escritora".

Não foi um ano muito bom para o blogue, mas foi o possível que eu consegui!

Não terminei “Contrato Indesejado” este ano. Lancei um livro e o número de visualizações disparou, no entanto, o número de comentários não acompanhou. Após o fim de “Memórias Aterradoras” em Junho, a próxima estória não foi do agrado de vocês. “Dupla Fatal” começou a meio da semana de Dezembro e teve alguma resposta positiva, mas só saberei realmente se é boa a meio do próximo ano.

Só me resta esperar pelo 2016 e ver se será um ano mais sorridente para o blogue. Peço desculpa pelo ano horrível de 2015 que tiveram, leitores! Sinto-me triste comigo mesma com este fracasso. 

2015 foi, sem duvida, o pior ano para o blogue até hoje em seis anos.

Bom 2016, é o que eu desejo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

As Melhores de 2015

Olá Pessoal!
Acabei só agora de me lembrar da votação em que estava nomeada "As Melhores de 2015".  Já saíram os resultados e eu ganhei em três das cinco categorias em que estava nomeada.

1º lugar na categoria de "Melhor Estória de 2015".


2º lugar na categoria de "Melhor Escritora".


1º lugar na categoria de "Melhor Mistério".


Obrigada pelos vossos votos. Sem a vossa ajuda não receberia estes prémios.

Parabéns a todos os concorrentes. Aos meus leitores, parceiros de escrita, escritores no geral.
Já somos todos uns vencedores independentemente dos resultados.

2015: Ano de desilusões e incertezas

Olá Pessoal!
Bem, estamos no final do ano de 2015 e chegou a altura das "retrospectivas".

Este ano foi, absolutamente, um ano de desilusões e incertezas!
O blogue teve uma diferença enorme entre o número de visualizações e comentários e nos últimos três meses acentuou-se mais. Este ano também não escrevi muita coisa e desde o mês de Abril que as coisas começaram a ficar complicadas. Desde a estória "Memórias Aterradoras" que o blogue começou a mostrar sinais de regressão.
Lancei um livro, poderia ter sido pior, mas também não melhorou o "panorama" que o blogue estava a mostrar. O facto de ter lançado um livro mostrou-me um fim de ano pior. Tive algumas desilusões por parte de certas pessoas (expliquei no post anterior AQUI).
Pessoalmente, a vida também não me correu da melhor forma.
Talvez este ano tenha sido, provavelmente, o mais difícil a todos os níveis.

Espero que o próximo ano seja mais sorridente!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Agradecimentos + Desilusões

Olá, Pessoal!
Hoje, antes de postar qualquer outra coisa, decidi dizer-vos algumas palavras.

Desde que o livro "A Escola do Terror" foi lançado que algumas pessoas conhecidas minhas, amigos e leitores do Brasil quiseram comprar o livro.

Fiquei tremendamente feliz por algumas pessoas que não fazia ideia que queriam realmente pagar o livro para o terem (essas pessoas sabem que estou a falar para elas!).

Mas também fiquei desiludida com pessoas que achava que, com toda a certeza, iriam comprar o livro e, no final, não o fizeram. Pessoas que eram minhas amigas, que estavam comigo e estavam felizes por eu ter finalmente lançado um livro e, no fim, era apenas isso. A felicidade de eu ter lançado o livro.

Agradeço a leitores antigos do blogue que, ao saberem que tinha lançado um livro, foram comprá-lo. Fiquei realmente surpreendida, confesso!

Agradeço à Nanda Carol, leitora do meu blogue, que, mesmo estando longe e nunca mais a tendo visto a comentar ou a postar no seu blogue, me apoiou.

Tudo isto para concluir que, às vezes, são as pessoas que nós não fazemos sequer ideia que vão estar connosco a ajudar-nos que estão, na verdade, lá para nós!

Obrigada a todos os meus amigos e leitores do blogue que não me desiludiram e apoiaram-me!
Obrigada a outros leitores do blogue que me surpreenderam pois, mesmo já nem lendo o meu blog, têm o livro em sua posse!

Realmente, este foi o momento em que percebi quem está comigo.

Obrigada!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Capítulo 1

(Observação da autora no dia 07/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "Dupla Fatal". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 1


Narrado por Bruno Soares

Como eu esperava, hoje iríamos ter à sala de reuniões. Tínhamos uma missão secreta. O chefe Vieira entrou na sala logo atrás de nós.
– Boa tarde, Caros agentes.
– Boa tarde. – Dissemos todos. O Chefe Vieira estava com uma cara de preocupação. O que, para nós, era muito mau sinal.
– Chamei os meus melhores agentes aqui hoje. Um de vocês, ou dois, vão ter a hipótese de finalmente capturar a nossa querida “G”. – Ele sorriu parando de mostrar preocupação no rosto – Conseguimos um retrato dela através de uma das nossas vítimas que, felizmente, ainda continua viva – Ele tossiu – Quer dizer, ela foi mais rápida e matou-o antes de os nossos guardas chegarem. Este será um cargo de grande responsabilidade e quem a capturar vai ser promovido. Tenham muita coragem meus caros agentes, as GBVR são espertas e muito sedutoras. Não se deixem cair nas redes de sedução delas. Se elas imaginarem, ou se até a nossa querida “G” imaginar que algum de vocês é policia… – Pensou bem. Queria encontrar uma palavra adequada – Estarão mortos! Não há nenhuma palavra que consiga ser mais suave. Eu até poderia mandar uma mulher, mas não tenho a certeza se conseguiríamos chegar a ela. Se for um homem, tenho a certeza que conseguiremos chegar à “Senhora G”. Ora bem, aqui está o retrato dela – Ele colocou o retrato para todos nós vermos. Não vou negar, ela era muito bonita, mas sorria como se soubesse que esse homem estava a desmascará-la – Têm alguns minutos para pensarem se querem ficar com este caso em mãos ou não. Imagino que este caso seja um dos mais difíceis.
Olhei para o Guilherme, que estava ao meu lado, e falei baixo.
– Eu vou pegar neste caso.
– A sério? – O Guilherme parecia espantado.
– Claro. Nós os dois vamos dar conta dessa “Senhora G”. Ela vai pagar por todos os crimes. Mas ficas com a pior parte.
– Qual?
– A técnica. Pode ser?
– Pode.
O Guilherme fez uma expressão esquisita. Qual era o problema dele? A parte técnica sempre foi a pior parte para mim. O chefe olhou para nós e falou.
– Quem quer o caso levante o braço.
Vi que poucos levantaram. Devo ter sido só eu, o Guilherme, uns três ou quatro polícias e o idiota do Matos.
– Ora muito bem, eu escolho Bruno Soares e Guilherme Moniz. Dois a resolverem o caso sempre ajuda.
Vi que o idiota do Adriano ficou chateado.
– Eu é que merecia esse caso!
– Cale-se Agente Matos. O Bruno Soares e o Guilherme Moniz estão com o caso. Assunto encerrado! – O chefe Vieira olhou para mim e para o Guilherme – Venham comigo.
Nós seguimos o chefe Vieira até à sala dele.
– Ela estará hoje na festa desta rua – Mostrou o mapa – Um de vocês vá até lá e conquiste a confiança da “Senhora G”. Apesar de ela agir sozinha ela tem alguns amigos. Tem a quadrilha. Descubram o máximo que puderem antes de atacarem.
– Sim senhor. – Dissemos os dois.
Esta na altura de encontrar a “Senhora G”.


Fim do Capítulo 1.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Sinopse e Personagens de Dupla Fatal

Olá Pessoal!
Aqui está a sinopse, seguida das personagens.

Tinha falado em posts anteriores que esta seria uma estória bem virada para o policial.  Acho que agora terão a confirmação!

Avisos:
- A estória não está escrita de acordo com os termos do novo acordo ortográfico.
- É essencialmente policial. É possível conter alguma linguagem imprópria.
- Pela sinopse podem notar que algum romance pode acontecer, mas quanto a isso... deixo a vosso critério!
- A estória é narrada pelos personagens (é diferente ao que costumo escrever).

Dupla Fatal (2012)
Sinopse: Gabriela Sousa parecia ser uma mulher como tantas outras, no entanto, era líder de uma máfia. Rápida e sedutora, as suas vitimas eram maioritariamente homens.
Bruno Soares e Guilherme Moniz eram dois simples agentes da Polícia Judiciária que acabam por ter a difícil tarefa de apanhar a chefe da máfia. Se tudo corresse bem, os dois seriam promovidos, mas a dupla de agentes ainda teria muito trabalho em mãos, pois, afinal, eles teriam que apanhar a maior assassina mulher sem se revelarem.
Género: Romance Policial.

Personagens:

Gabriela Sousa - Tem 21 anos. É líder de uma máfia. É a maior assassina mulher e é conhecida pela polícia como “Senhora G”. Os seus crimes são conhecidos por uma letra - G - que aparece no corpo das suas vítimas que, na sua maioria, são homens. Conhecida por ser sedutora e rápida.

Bruno Soares - Tem 25 anos e é um dos melhores agentes da Polícia Judiciária. O seu companheiro de trabalho é Adriano Matos. Os dois não se dão muito bem devido ao facto de serem ambiciosos.

Guilherme Moniz - Tem 24 anos e é melhor amigo de Bruno Soares. Trabalha com ele na Polícia Judiciária. Não é uma pessoa muito séria o que faz com que nem muitos acreditem nas capacidades dele enquanto polícia.

Roberta Da Silva - Tem 21 anos e é a melhor amiga de Gabriela Sousa e o braço direito dela na quadrilha. Depois de Gabriela, é Roberta quem dá as ordens. Muito rápida e igualmente atraente.

Adriano Matos - Tem 26 anos e é o companheiro de trabalho de Bruno Soares. Ambos são ambiciosos o que faz com que choquem um pouco. Deseja ser promovido e tenta a todo o custo ficar com o caso sobre a assassina "Senhora G", mas o Bruno irá afastá-lo dos seus desejos.

Outros Personagens (pouco (nada!) importantes):

Sérgio Rocha - Tem 24 anos e é o melhor amigo de Gabriela e o segundo braço direito dela.

Bianca Machado - Tem 21 anos, outra amiga da Gabriela. Pertence também à máfia.

Filipe Palma -  Tem 25 anos, namorado de Bianca. O personagem possui uma particularidade: É ótimo lutador, devido a ter estado algum tempo no exército.

Vanda Santos - Tem 21 anos, pertence à máfia. É ótima em informática.

Chefe Vieira - Deseja a todo o custo apanhar a assassina e, por isso, quer que os seus melhores agentes estejam centrados no caso.

Aqui estão todas as informações desta estória!

O Capítulo 1 virá na Quinta-Feira, 24 de Dezembro.

Beijos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Agradecimentos

Olá Pessoal!

Queria agradecer-vos pelos parabéns ontem.
Obrigada por se terem lembrado de mim!
Gostei muito de responder a cada um de vocês na página ou no meu próprio Facebook.

Terão novo post na Terça-Feira, 22 de Dezembro!

Beijos e até lá!

domingo, 13 de dezembro de 2015

Explicações + Aviso de nova postagem!

Olá Pessoal!
Bem, acho que tenho de vos dar algumas explicações sobre o meu pequeno desaparecimento.

Aqui vão:
Primeiro, vocês sabem (ou alguns de vocês) que a última coisa que eu escrevo numa estória é a sinopse. Além disso, sabem que a descrição de personagens é uma coisa que eu faço na altura para o blogue.
O que realmente aconteceu foi que eu devo ter perdido o papel com a sinopse da estória. Conclusão: tive que ler todos os capítulos para puder fazer a sinopse mais uma vez. Isso fez-me perder algum tempo para vocês e, principalmente, para atualizar o blogue.
Segundo, a Daniele Ferreira, a pessoa que faz as/os capas/cabeçalhos das minhas estóras no blogue, ficou doente o que levou a mais um tempo sem alterar o visual do blogue.
Terceiro, passei por alguns problemas ultimamente, mas nenhum deles a ver com o blogue.

Foram estes três pontos que me "impediram" de vos dar alguma notícia. Peço desculpa!

Com isto, finalmente dou-vos uma data para a postagem da sinopse (que eu já fiz!) e das personagens: Terça-Feira, 22 de Dezembro.

Peço desculpa pelo meu pequeno sumiço.

Estarei em breve de volta!

AVISO: O meu aniversário é no dia 15 de Dezembro. Aceitarei qualquer "parabéns" pela página do facebook ou em comentários no blogue. Provavelmente entrarei aqui mais cedo para agradecer (caso se lembrem de mim!).

Beijos.

O visual do blogue já não vai ser mais alterado!

Olá Pessoal!

Como poderão ter visto, alterei já várias vezes o visual do blogue. Além disso, acho que precisam de algumas explicações devido ao tempo que eu demorei a dar-vos algum sinal de vida.

Aqui têm o cabeçalho da nova estória, Dupla Fatal, criado pela Daniele Ferreira:


Espero que tenham gostado!

Daqui a pouco darei explicações sobre o meu sumiço.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Escolhida a próxima estória

Olá Pessoal!
Está escolhida a próxima estória.



Com alguma dificuldade, Dupla Fatal foi a escolhida!

Obrigada a todos os que votaram!

Aproveito para dizer que esta é, provavelmente, a estória mais policial que eu já escrevi até agora.

Ainda não tenho data para vos dar a sinopse e as personagens, pois ainda estarei a alterar o visual do blog.
Entretanto irei dizer-vos alguma coisa.

Beijos.

As Melhores de 2015 - Fui Nomeada

Olá Pessoal!
Hoje, 26 de Novembro, saíram as nomeações para a votação "As Melhores de 2015" e encontro-me indicada em cinco categorias das 11.



Melhor Estória/Fanfic de 2015:
- A Vingança de Sílvia (A Vingança)
- Almost Loved de Amanda (Almost Loved)
- Memórias Aterradoras de Diana (História de uma Adolescente - Parte II)
- O Corvo de Ilka (PiAlCo)
- Effect Wolf de Maicla Moura (Effect Wolf)
- Don't Say Goodbye de Estela (Don't Say Goodbye)
- Bro Code de Erii (Sons da Alma)
- Secrets - Os Encantos do Escorpião de Jessiane Monteiro (Secrets - Os Encantos do Escorpião)
- Não Existem Poesias de Nanda Carol (Não Existem Poesias)

Melhor Escritora:
- Diana do blog História de uma Adolescente - Parte II
- Sílvia do blog A Vingança
- Amanda do blog Almost Loved
- Erii do blog Sons da Alma
- Jessiane Monteiro da fanfic Secrets - Os Encantos do Escorpião

Melhor Drama:
- Who de Erii
- História de uma Adolescente - Parte II de Diana

Melhor Mistério:
- A Vingança de Sílvia
- Memórias Aterradoras de Diana
- Almost Loved de Amanda

Estória/Fanfic/Mini Fic de 2014 Nunca Esquecida:
- Blind Date de Erii
- The Big Apple de Nanda Carol
- Uma Vida Eterna de Diana
- Laços de Sangue de Amanda
- The Way I Love You de Letícia Alvares (The Way I Love You)
- Inspiration II de Tatii (Inspiration)

Desejo boa sorte a todos os nomeados, dando um especial ao Vasco F. pela sua nomeação na categoria de "Melhor Comédia", pois, afinal, foi uma parceria feita comigo.

Não tenho grandes expectativas para a votação deste ano, confesso! Mais uma vez nomeada com a grande autora, Erii (tal como aconteceu no FE Awards 2015)!
Enfim... desejo boa sorte a todos!

Peço que todos votem de forma sincera!

Deixo aqui o link de um dos blogs para puderem votar: Nomeações.

Daqui a pouco faço o post que já estava programado para hoje.

Beijos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Resenha do livro A Escola do Terror

Olá Pessoal!
Já avisei na Página do Facebook e decidi avisá-los aqui também.

O blogue Reviver Stories fez uma resenha do livro "A Escola do Terror".


Para lerem é só clicarem: AQUI

Aviso: Na próxima quinta-feira estarei aqui para vos dizer qual será a próxima estória. Continuem a votar quem ainda não pôde fazê-lo.

Beijos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Capítulo 12 (Último)

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 12

Algum tempo depois foram os prémios de música adolescente. Nada ainda se sabia da Marta. A Carla e a Raquel fizeram as suas actuações e esperaram pelo resultado final. Anunciaram o terceiro lugar e, de seguida, os dois primeiros lugares.
– Em segundo lugar... – A professora fez suspense – Carla...
A Carla subiu ao palco e agradeceu pelo prémio.
– E o primeiro lugar vai para... Raquel...
A jovem ficou chocada, mas foi ter com a professora para receber o prémio.

Algum tempo depois seria o festival, após o almoço. Todos foram para casa e esperaram por notícias da Marta que ainda não tinha aparecido. Nessa altura, a escola recebe uma chamada do director.
– A minha filha não vai poder ir ao último dia de aulas. Ela teve um acidente de automóvel ao vir para a escola e acabou por... – Houve uma paragem do lado de lá da linha – Falecer.

Em alguns minutos toda a escola já sabia da triste notícia. A escola decidiu continuar com o festival do 12º ano. A Raquel, ao saber da notícia, decidiu juntar todos na porta da escola.
– Que traje! – Podia-se ouvir de alguns alunos ao entrar no ginásio onde o festival decorria.
A Raquel parecia com um ar carregado ao aproximar-se da Carla, que vinha acompanhada pelo Ricardo, pela melhor amiga Luísa, pela irmã gémea dela e pelo João. O Luís vinha ao lado da Raquel.
– Foi triste. – Começou a Carla a falar.
– Decidi até em nem vir. – Disse a Raquel, com uma voz calma e triste.
– Mas quem criou estes fatos todos foi a Marta, não podíamos deixá-los em casa. Ela não queria isso! – Informou o Luís.
– Ela podia ser um pouco malvada, antes. Não merecia um castigo assim, mesmo assim. – Disse a Raquel.
– Vamos curtir o festival que era o desejo da Marta. Deslumbrar com estes fatos! – Falou a Carla, a sorrir.
A Raquel fez-se abraçar pela Carla e entraram as duas para dentro do ginásio. Os amigos festejaram o fim dos estudos e brindaram as belíssimas roupas que a Marta fez para eles.
Por alguns momentos, o Ricardo ficou parado a olhar para a Carla.
– Vê-se perfeitamente que vais ser uma cantora no futuro! – Elogiou ele.
A Carla trazia um vestido branco com notas musicais espalhadas pelo mesmo.
– Obrigada. Se não fosse a Marta estaria horrível! – Respondeu ela, a sorrir.
O Luís trazia um smoking, igual a um advogado. O João, um fato normal com um casaco castanho e o seu nome numa placa no bolso do mesmo. A Luísa, igual a uma actriz famosa e a Raquel, vestida com um casaco e uma saia castanhas, parecendo uma mulher de negócios. Ela iria seguir algo relativo a negócios, relações internacionais, enfim...
Quanto ao Ricardo, parecia um rapaz "normal".
Os amigos foram se dispersando pelo ginásio, ficando apenas a Carla ao lado do Ricardo.
– Do que é que estás vestido? – Perguntou ela. A curiosidade estava a matá-la.
– De mim mesmo. Comecei a ficar paranóico com isso do futuro. Sei que quero ser modelo, mas não sei mais nada do meu futuro. Depois de falar com o meu pai, percebi que estava a tomar muito cedo decisões. Tenho que fazer aquilo que quero fazer, não o que devo fazer. – Disse ele, citando uma das frases do pai.
– Tens razão! – Concordou ela.
– Apenas quero ser eu. Agora o que vou fazer no futuro, quanto a isso tenho tempo!

No dia seguinte, todos foram ao funeral da Marta. Todos guardaram os fatos que ela tinha feito para eles e até as roupas dos personagens de Shakespeare. Ela podia ser uma rapariga chata e fútil no ano passado, mas isso tudo mudou nesse ano. Talvez tivesse pagado caro pelas suas atitudes no passado. De qualquer das maneiras, a vida era seguir em frente.

E, no fim de contas, a história de uma adolescente era a vida da Marta, e não a da Carla. Como tudo começou, mudou e terminou.

Este é o fim, um fim dramático!


Fim do Capítulo 12.

Acho que já entenderam a razão de eu ter feito esta segunda parte!
Obrigada a todas as pessoas que leram esta segunda parte e também a primeira.
Esta parte foi com certeza mais madura que a primeira.
Consegui fazer o que queria com as personagens com a concretização desta segunda parte. Diferente de Encontro com o 666, que todos pedem uma segunda parte, esta necessitava de uma melhor "conclusão" da minha parte.
Como puderam reparar, o drama sempre esteve presente.

Obrigada a todos que seguiram esta estória e que ficaram surpresos com a notícia de que haveria uma segunda parte desta estória.

E termina realmente aqui a estória História de uma Adolescente... pelo menos no papel/blogue.

sábado, 31 de outubro de 2015

Capítulo 11

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 11

O dia do exame corria a passos largos. A Raquel estava rodeada por todos os alunos que tinham participado nas suas aulas de preparação para os exames. Nervosos, esperavam no corredor que os mandassem entrar para a sala onde iriam decorrer os exames.
– Lembrem-se daquilo de que falámos. – Disse ela – Nas perguntas de escolha múltipla, se conseguirem eliminar duas das respostas têm 50 por cento de hipóteses de acertar na resposta certa. E se houver alguma pergunta que não percebam, passem à seguinte. E se ficarem nervosos...
– Nós sabemos tudo, Raquel. – Disse o João. Estava tranquilo.
– Vocês não percebem nada! – Exclamou a Patrícia.
Ninguém deu ouvidos à Patrícia.
– Boa sorte a todos e não se esqueçam que vamos sair quando acabarmos para comer uma pizza!

Algum tempo depois, todos eles saíam da sala com um ar contente. O exame de História tinha corrido bem a todos. Bem, a todos menos à Patrícia.
– Eu fiquei muito confusa numa pergunta e escrevi muito pouca informação. Não acredito que vou ter que fazer o exame outra vez! – Disse ela.
O grupo saiu todo para comer uma pizza. Todos pareciam contentes, menos a Carla.
– O que se passa contigo? – Perguntou a Marta.
– É a roupa que irei vestir no festival. Toda a gente vai parecer fantástica! E eu vou parecer ridícula.
– Não vais não. Eu vou tirar um tempo para ti.
– Como assim? – Perguntou a Carla.
– Ela tirou um tempo para fazer o meu fato. A Patrícia decidiu não ser a modelo dela e fiquei eu com esse papel. Ao ajudá-la, ela ajudou-me com o meu fato de actriz famosa. – Explicou a Luísa – Já agora Ricardo, se quiseres ser o modelo masculino da Marta...
– Ah, sim, adoraria uma ajuda masculina. – Disse a Marta, sorrindo para ele.
– Claro que sim. – Respondeu ele, dando uma dentada na pizza.
– Bem, mas, Carla, não vais parecer ridícula se tiveres a mim ao teu lado. Eu vou fazer-te o fato, aliás, já o fiz no dia em que fomos às compras. Eu sabia que tu estavas muito preocupada com isso.
– Obrigada.
– Raquel e João, amanhã é o dia da peça de Shakespeare, como foram os ensaios? – Perguntou a Marta.
– Correu tudo bem, estamos bem coordenados. Recebemos ajuda da Luísa, enquanto eu ajudava-a a estudar. – Respondeu a Raquel.
– Muito bem. Sabem quem criou os fatos dos personagens?
A Carla olhou espantada para a Marta.
– Foste tu?
A Marta fez um sim com a cabeça.
– Parabéns! – Exclamou o Luís, que continuava calado a comer a sua pizza.

No dia seguinte, foi o dia da peça de Shakespeare, Romeu e Julieta. Todos estavam na sala, excepto a Marta, que parecia estar atrasada. A Raquel e o João tinham-se vestido com a roupa da época, criada pela colega de turma. A maior parte do resto da turma já tinha representado as suas cenas. A Luísa saiu-se perfeita como sempre. A Luísa e o Luís saíram-se bem com os seus personagens.
– Acho que não consigo fazer isto. – Murmurou o João à Raquel, nervoso.
– Por favor, João, aprendemos tudo com a Luísa. Só tens de pensar positivo.
– Até pareces estar muito bem. – Replicou ele.
– E estou, sei que vai correr tudo bem. Estou a pensar positivo.
A Luísa e o Luís acabaram a cena. A turma aplaudiu.
– Gostei da paixão. Mas, acima de tudo, do vosso empenho. – Disse a professora – Do que é feito da menina Marta?
– Não sei, professora. Deve ter havido algum problema. – Disse a Carla.
A Raquel ficou preocupada.
– Estranho que o director também ainda não apareceu hoje. – Informou a professora – Mas bem, vamos terminar o espectáculo. Raquel e João, encerrem a peça! – Ordenou.
O João e a Raquel desempenharam bem os seus papéis até à cena da morte. Era a pior cena para ele.
– Lembra-te que só tens que morrer, nada mais. – Murmurou a Raquel, antes de passarem à cena.
O João caiu sobre o chão da sala num tom dramático. A Raquel entoou algumas falas e também "morreu".
A professora bateu palmas.
– Magnifico! Parabéns! Vocês passaram todos. Vão ter todos boa nota. – Informou a professora – Acabou a aula. Vou ter que saber o que se passa com a vossa colega. Se não vier, vai ter nota 0.
Os colegas olharam todos uns para os outros. A Raquel tentou ligar para a Marta. O telemóvel estava desligado.


Fim do Capítulo 11.

Livro A Escola do Terror à venda!

Olá, Pessoal!

Vim informar-vos que já acrescentei uma nova página no blogue: Livros.
Aqui terão o link para quem quiser comprar o livro "A Escola do Terror".


OBSERVAÇÃO: Tal como informei anteriormente, o que está no livro contém alterações ao que está no blogue.

Beijos e obrigada.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Agradecimentos

Olá, Pessoal! (a saudação que todos conhecem!)


Ontem, como sabem, foi o dia do lançamento do livro "A Escola do Terror". Não achei que aparecesse tanta gente ontem em Lisboa na Rua de São Bento na Livraria Desassossego. Afinal, um dérbi estava a ocorrer (Benfica - Sporting) a essa hora (perto das 19 horas) e estava a chover.
A noite do lançamento correu bem! Ficou uma sala acolhedora.

O texto do Fãs da Diana (onde a Sílvia, o Afonso e o Vasco fazem parte da equipa) foi lido por uma amiga e ex colega de turma, Elisa.
Um incrível texto que passo a citar:

"Antes de começarmos a falar da obra, decidimos voltar um pouco atrás e falar sobre o começo do blog e página de apoio às estórias da Diana. Éramos apenas, e continuamos a ser, três simples leitores. Sílvia, Afonso e Vasco são os nossos nomes. Dois portugueses e um brasileiro que, infelizmente, não puderam comparecer neste dia do lançamento da obra dela. O Afonso foi o que teve a ideia de criar o blog, não fosse ele sempre o primeiro a comentar nos capítulos da Diana, feito esse que nenhum leitor ainda hoje conseguiu! Embora ele não fosse um dos leitores mais antigos (o blog existe desde 2009 e ele apenas o conheceu em 2011), é um dos que mais estão presentes hoje. O leitor brasileiro acabou por pedir ajuda à leitora Sílvia que tinha também um blog na altura (um blog que a Diana seguia) e o blog de apoio acabou por ser criado. O Vasco foi o último a entrar na equipa, a pedido dos dois leitores. E foi assim que tudo começou no dia 30 de Setembro de 2012, três anos depois do blog da Diana ter sido criado, criou-se um blog de apoio para as suas estórias.
O que falar então da sua obra “A Escola do Terror”? Esta estória foi a terceira a ser postada no blog e, curiosamente, foi a estória que deu à Diana grandes leitores. Tinha tudo para ser boa: um título chamativo, algumas personagens caricatas e muitos géneros numa só estória. A estória durou no blog precisamente três anos (do dia 10 de Abril de 2010 até ao dia 25 de Abril de 2013). Nós recordamo-nos que ao início não imaginámos que a Diana teria muitos leitores! Afinal, no começo tudo parecia apenas uma estória de policial como tantas outras, mas tudo passado numa escola. A verdade é que os leitores foram aparecendo, uns atrás dos outros, e a Diana acabou por conhecer também excelentes pessoas. Talvez a razão de a Diana ter “alargado” esta estória se devesse ao facto dos novos leitores que iam aparecendo. A estória correu e quanto mais capítulos eram postados no blog mais os leitores pediam por mais... muitos mais capítulos! Foi uma estória incrivel!

A obra começa com a personagem Angelina, uma aluna perfeitamente normal como todas as outras, mas enquanto nós pensávamos que essa personagem seria a principal, eis que a Diana acaba por nos mostrar muitas mais personagens que ao longo dos capítulos iam se tornando as principais. Todos os personagens em algum momento da estória tiveram o seu lado de protagonistas. Depois da primeira morte na estória, tudo mudou na mente dos leitores e ainda nem tínhamos chegado ao 10º capítulo. Morte de professores sem motivo aparente, um grupo de alunos extremamente misterioso e um possível assassino que tínhamos diante de nós... mas que afinal não era! Tivemos algum romance, drama, policial... muitos géneros numa estória só.

Alguns leitores do Brasil pediram-nos que falássemos um pouco também em nome deles sobre esta estória. Muitos deles escreveram enormes comentários no último capítulo no blog. A pedido deles, e também em nosso pedido, acabámos por acrescentar nestas nossas palavras.

A Daniele Ferreira, leitora desde 2011 e que também fazia (e faz) as capas para o blog da Diana, escreveu o seguinte (um pouco alterado para Português de Portugal): “Já são quase quatro anos a acompanhar a Diana e eu não tenho palavras para expressar a alegria que é ver ela chegar onde chegou. Aqui, bem aqui. Eu lembro-me perfeitamente do dia em que eu disse que iria ler um livro dela, e logo após o segundo, o terceiro... enfim, Diana, eu espero que os próximos anos sejam repletos de sucesso e de muita, muita criatividade! Os meus parabéns!”

Devemos dizer que o comentário que mais nos causou emoção foi o da Catharina Bianchi, uma leitora da Diana que está com ela desde 2010 e que acaba por escrever algo no último capítulo no blog que qualquer leitor ficaria com inveja. Alterámos para português de Portugal pois a pessoa que irá ler será portuguesa: “Não acredito que acabou, e eu não estive aqui para ler a maioria dos capítulos. O teu blog era (ainda é) o meu preferido e a história também. Muito surreal o facto de ter acabado... Agora pego-me a pensar em cada dia que eu lia um capítulo, quando eu vinha da escola, antes de dormir, pela tardinha, a comer biscoitos, entre outros... A Escola do Terror não marcou só a tua vida não, Diana. Marcou e muito a minha, e tenho certeza que a de muitas pessoas! Drama, terror, suspense, humor negro, romance... foram tantos géneros e uma só estória. Tantas emoções... Tantos personagens com histórias diferentes e feitos diferentes... Não sei se essa é a palavra certa, mas esta história emocionou a muitos! Ela estará sempre na minha mente, assim como tu, sabes disso. Quero te pedir desculpa pela minha falta de dedicação e por não ter vindo aqui comentar nos outros capítulos. Quero que saibas que em nenhum momento eu deixei de gostar ou me estimular pela história, apenas a vida é complicada... Enfim... Sinto muito. Foi uma linda história, surpreendente e cativante! Tu sabes que és excelente em tudo que fazes, e escrever não é excepção, não é? Orgulhaste-me bastante com cada capítulo, e principalmente com a obra completa. E como um bom artista nunca pára, espero ansiosamente pelos teus futuros contos destemidos!”

A Catharina ainda comentou sobre o final da história, mas decidimos não acrescentar. Afinal, não sabemos ao certo que final teremos já que a Diana disse que haveria alterações na versão que está no livro. Concluindo estas nossas palavras, “A Escola do Terror” não foi apenas especial para a autora, foi também para nós, leitores, que sonhávamos com cada capítulo, com cada personagem. Foram três anos de estória no blog! Foram bons dias quando saíamos da escola ou trabalho e líamos um capítulo. Esperar para ler um novo capítulo era um tormento. Foram muitos géneros numa só estória. Apaixonámo-nos pelas personagens de uma maneira única e especial. Foram tantos personagens de feitios diferentes e de pensamentos diferentes, mas todos eles encantadores. Temos saudades do grupo, do triângulo amoroso que foi criado, das personagens que morreram (principalmente as principais, que não sabemos se irão acabar por morrer nesta nova versão ou não). Não houve, até hoje, personagens que tivemos mais saudades que as desta obra. É triste, mas tudo acaba um dia! No dia 25 de Abril de 2013, a estória terminou no blog, neste dia, 25 de Outubro de 2015, será lembrada em livro para todos os que já leram, mas na nossa mente não vai terminar nunca. Obrigado Diana, por nos teres trazido uma estória inesquecível e principalmente, agradecemos à Chiado Editora por nos conseguir concretizar este sonho que era ver esta estória em livro em que pudéssemos guardar na estante do nosso quarto ou guardar na mesa de cabeceira lendo um pouco durante a noite. E agradecemos à pessoa que nos está a representar e a ler estas palavras em papel. Obrigado."

Foram palavras incríveis de três simples leitores com um coração enorme e que me têm apoiado todos estes anos.
No final destas palavras faladas pela Elisa, aplausos foram-se ouvidos.

Agradeço a todos aqueles que estiveram presentes ontem: amigos e ex colegas de turma, amigos dos meus pais e familiares.
Agradeço à Elisa por ter lido o papel, pois foi a "voz" da equipa do Fãs da Diana.

Para quem acabou por me confirmar que ia e não foi, tive pena, mas os que fazem falta são os que estiveram.

Muito obrigada pelo apoio, equipa do Fãs da Diana que, mesmo não estando presentes fisicamente, como vocês dizem, estiveram presentes de coração.
E agradeço também aos meus leitores no Brasil: Daniele Ferreira e Catharina Bianchi, que acrescentaram as suas palavras no texto que a equipa do Fãs da Diana construiu, Letícia Alvares, a minha parceira nesta estória "Por Trás da Cena" e todos os restantes leitores que estiveram a ler "A Escola do Terror" no blog e desejam ler a "versão" que está em livro.

Obrigada a todos!

P.S - As fotos serão divulgadas em breve!

Beijos,

A Autora,
Diana Pinto.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Capítulo 10

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 10

No dia seguinte, a Luísa apareceu no bar da escola com um ar muito contente. Saudou a Raquel e a Marta e sentou-se junto delas com o seu tabuleiro que continha o seu almoço.
– O que é que te aconteceu? Pareces... diferente. – Disse a Marta olhando para Luísa de cima a baixo.
– Que tal correu o teste? – Perguntou a Raquel.
– Estou feliz porque o teste correu-me bem. – Respondeu a Luísa, bebendo um pouco de água.
A Marta ficou de boca aberta. Nunca ouvia algo assim da boca da Luísa.
– Correu-te bem? – Inquiriu a Marta.
A Luísa fez um sim com a cabeça.
– Só estou um pouco preocupada com História. – Disse.
– Vai correr tudo bem. – Falou a Raquel, acalmando a Luísa.
– Se vens aqui falar do teste de História, desculpa, mas não vou ouvir.
A Raquel olhou para a Marta, preocupada.
– Tens dificuldade? Podia dar-te umas aulas extra. Tu tiveste os dois exames de anos anteriores positivos. Um 11 e um 11,5, penso.
– Claro, não sou uma aluna por aí além. Só me esforço para ter positiva. O que acontece é que a nova matéria é horrível e eu detesto-a. Mas não precisas de te preocupar, eu cá me arranjo. Fica-te pelas aulas extra à Luísa.
– Mas, mudando de assunto – Disse a Luísa – Já te inscreveste para o concurso de música adolescente?
– Sim. – Respondeu a Raquel.
– Estou feliz por ti. – Disse a Marta.

Horas mais tarde, o Ricardo estava a jantar com o pai em sua casa. O pai notou-o preocupado e foi directo ao assunto.
– Bem... pareces preocupado.
O Ricardo fez um sim com a cabeça, apenas.
– Tens alguma coisa que me queiras contar? Que precises de conselho ou só para te ouvir?
– Acho que tenho andado muito preocupado com o meu futuro.
– Tu precisas de pensar no teu futuro. Já tens idade para isso. Mas se não souberes, vai onde o vento te levar.
– No ano que vem vou para a faculdade e ainda não sei para onde é que hei-de ir nem que curso escolher nem qual vai ser a minha profissão ou o que fazer até ao fim da minha vida.
– Não querias ser modelo?
– Isso é emprego para alguém?
– É um emprego. Mas hoje em dia, se queres algo estável é difícil encontrar. Emprego tens, estável é complicado! Mas porquê essa história agora?
– É sobre o festival. Criaram um festival na escola só para alunos do 12º ano sobre o que vamos ser daqui a vinte anos. Achava que sabia qual seria o meu futuro, mas agora vejo que não.
– Queres saber uma coisa? Grande parte dos universitários muda várias vezes de curso. E, ao longo da vida, várias pessoas mudam de profissão. Tens que fazer é aquilo que gostas. Não percas tempo em decidir o que deves fazer, mas sim o que queres fazer, o que gostas de fazer.
O Ricardo suspirou de alívio. O pai tinha-lhe acabado de dar uma lição de vida.
– Obrigado, pai. – Disse – Mas, quanto a ser modelo...
– É o que queres seguir, certo? Se não for vamos esquecer tudo o que eu te disse.
– Não, não é isso.
– Quero que tu faças as tuas próprias escolhas. Mas escolhe aquilo que tu queres escolher, não o que deves escolher.
– Obrigado. – Disse o Ricardo.

Entretanto, a Carla estava no quarto à procura de roupa para o festival. A Amélia, que vivia com o seu pai naquele momento, foi ter com ela.
– Pareces preocupada. É com esse festival?
– Sim. Não sei o que fazer.
– Sabes o que queres seguir?
– Sim. Quero cantar. Quero ser uma cantora.
– Mas pareces normal para uma cantora, certo?
– Tenho receio que ninguém descubra que sou uma cantora, ou que quero ser uma cantora. E isso tem-se notado nos meus ensaios para o concurso de música adolescente.
– Tens que parar de pensar nisso, não é um festival que vai dizer o que tu queres ser.
A Amélia saiu do quarto da Carla, deixando a rapariga pensativa.


Fim do Capítulo 10.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Capítulo 9

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 9

Entretanto, o Ricardo estava em casa dele a falar com os seus amigos rapazes, João e Luís, sobre o seu futuro.
– Lembram-se de eu ter ido falar com a psicóloga da escola? – Perguntou ele.
– Sim. – Respondeu o Luís.
– Bem... a psicóloga diz que posso vir a ser um grande modelo, mas não toda a vida. Como sou um aluno mediano a história ela achou que pudesse ir para Direito.
– Direito? – Perguntou o Luís – Vais ser meu colega?! Seria engraçado!
– É... mas não me sinto bem a seguir direito. Mas talvez me dê bem. Não sei ainda bem o que fazer, mas ser modelo, de certeza que sim.

No dia seguinte após as aulas, a Raquel estava de novo em casa da Luísa. A Patrícia tinha ido almoçar sozinha e tinha levado o seu livro de história com ela. Iria estudar enquanto almoçava. Duas horas se passaram a estudar história.
– Estou cansada! – Suspirou a Luísa, deitando a cabeça sobre a mesa onde estavam a estudar.
A Raquel sorriu.
– Vamos fazer uma pausa.
A Raquel estava contente com o que conseguiu da Luísa. Ela já estudava, ia a todas as aulas de preparação para os exames e tinha melhorado a nota. Como resposta, a Luísa ajudava a Raquel a desempenhar bem o seu papel de Julieta. Estava tudo a ir bem encaminhado. No seu último teste de história, Luísa teve 18. A segunda nota mais alta. A primeira, obviamente, era a da Patrícia com 18,5. Ao lembrar-se da Patrícia, a Raquel sorriu. A teoria da Patrícia da inteligência natural tinha acabado. A Luísa, embora sendo a irmã da Patrícia, era menos "inteligente" que a irmã, mas tinha conseguido chegar quase à nota da Patrícia. A Patrícia estava cada vez mais chateada com os progressos da irmã a cada novo exame "de treino" de anos anteriores que realizavam na aula de preparação.

Nesse momento, os seus pensamentos são travados pela Carla, que aparece junto delas.
– Olá, meninas! Eu tinha marcado sair com a Luísa hoje, mas, sendo assim, vou-me embora. – Disse ela ao entrar no quarto.
– Claro que podes ir com ela. A Luísa já treinou tudo. – Falou a Raquel, levantando-se da cadeira onde estava sentada.
– Tens a certeza? – Perguntou a Luísa, com receio.
– Claro que sim. Já estudámos muito hoje. Não és a Patrícia, afinal... ninguém é. – Respondeu ela.
A Raquel ia a sair do quarto quando a Carla a chama.
– Eu queria que me ouvisses por um instante.
– Sim?
– Não sei se vais aceitar, mas preciso de ajuda no concurso de música adolescente. Tu sabes cantar, tocar piano e compor letras. Poderias ajudar-me. Aliás, criámos até a banda com a tua ajuda.
A Raquel sorriu, incomodada.
– Eu disse que nunca mais iria fazer nada a nível musical, Carla. E é assim que pretendo continuar.
– Mas tu tens talento! Custa-me tu não estares num concurso destes.
– A Carla tem razão. E a Marta também está de acordo connosco. – Disse a Luísa.
– Eu tenho muita coisa para fazer, Carla. Tenho de dar as aulas de preparação para os exames, estudar Shakespeare. É muita coisa para mim!
– A gente pode ajudar-te! Tu tens a matéria já na cabeça, és boa aluna, já te estou a ajudar com o Shakespeare, a Carla ajuda-te no concurso de música adolescente e pronto. – Falou a Luísa, tentando convencer a Raquel.
– Ok. – A Raquel aceitou, respirando fundo – Amanhã, vou pôr o meu nome no concurso de música adolescente.
E saiu do quarto da Luísa. A Carla e a Luísa ficaram felizes.


Fim do Capítulo 9.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Capítulo 8

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 8

Alguns dias passaram e a Raquel ainda não tinha falado com a Luísa sobre regressar às aulas de preparação para os exames. Receava o que ela poderia responder, mas a data do exame aproximava-se e ela teria que ter coragem. Não podia continuar a adiar a conversa. Pensou em falar com a Carla e pedir para que ela convencesse a melhor amiga a voltar às aulas, mas sabia que ela mesma é que teria que ter essa conversa com a Luísa.
Ia a caminho de uma das salas no corredor, quando vê a Luísa de pé no fundo do corredor, a olhar para o seu cacifo. Estava a arrumá-lo. A Raquel respira fundo e aproxima-se dela.
– Olá. – Disse a Raquel, um pouco tímida, sem saber o que fazer.
– Olá, Raquel. Está tudo bem? – Perguntou a Luísa. Parecia contente.
– Sim. Desculpa interromper a tua arrumação mas... precisava de falar contigo.
– Fala. – Disse a Luísa, mostrando-se acessível.
– Estás a pensar em voltar... tu sabes... às aulas de preparação para os exames?
A expressão facial da Luísa modificou-se. Ficou séria.
– Por que razão iria fazer isso?
– Porque as explicações ajudam-te a ter uma melhor nota.
– Não preciso de ajuda. Mas obrigada. – Respondeu a Luísa.
E atirou com a porta do cacifo com força, o que fez um estrondo. A Raquel resolveu soltar o "último trunfo" que tinha.
– A tua irmã está muito contente com as aulas. – A Luísa voltou-se de novo para a Raquel.
– Ela quer ter a melhor nota. Ela quer ter 20. Odeio-a por isso!
– Sabes, talvez não precises de ajuda para estudar mas se estiveres nervosa com o exame, pode ser que as aulas te ajudem.
– Eu? Nervosa? Raquel, eu não estou nervosa! Já estive num palco a representar para muitas pessoas.
– Então, por que tens sempre tão más notas nos testes? Por que tiveste uma má nota no primeiro exame de preparação?
– Porque tenho coisas mais importantes em que pensar! – Atirou a Luísa.
– O quê, por exemplo?
– A representação, claro! Não tenho tempo para estudar, isso é coisa para inteligentes.
– Estás a falar, coisas para a tua irmã?
A Luísa ficou sem resposta. A Patrícia era uma das razões porque a Luísa tinha se cansado das aulas de preparação para os exames.
– Ok, ganhaste. – Disse por fim – Vou fazer de tudo para que tenha uma boa nota. A minha irmã merece alguém à altura dela. E vou poder representar também.
A Raquel levantou uma sobrancelha.
– Vais poder representar?
– Sim. Vou fazer um papel de inteligente. – Respondeu a Luísa, a sorrir.
A Raquel sorriu para a Luísa e para si mesma. Tinha conseguido convencer a Luísa!

Horas mais tarde, a Raquel estava em casa da Luísa a treinarem para o exame.
– Então, calma, vamos ver se eu entendi... - Começou a Luísa.
Ela começou a fazer um resumo da matéria que tiveram a estudar. História, mais uma vez.

Entretanto, a Patrícia estava sentada no chão do seu quarto com as pernas cruzadas. Tentava estudar mais uma vez. Tirar nota 20 era o que ela queria ter. Era o seu sonho!
No seu quarto tudo estava silencioso, mas ouvia-se ao longe gritos. Era do quarto da irmã, que estava a estudar com a Raquel.
Respirou fundo e começou a estudar novamente, a tentar concentrar-se. Nesse momento, ouve-se um grito do quarto ao lado. A Patrícia deu um salto. Estava chateada. Saiu do seu quarto com passos fortes e rápidos e abriu a porta do quarto da irmã.
– Importas-te de te calar? Como é que uma pessoa vai estudar com este barulho? – Gritou ela.
– Desculpa, estudiosa. Não vais ouvir mais nada. – Respondeu a irmã.
– Desculpa, Patrícia. Estou a ajudar a Luísa a estudar e a fazer os trabalhos de casa de Português. – Disse a Raquel.
– Estás a ajudá-la a fazer os trabalhos de casa? Assim ela vai ter tudo certo! – Falou, chocada, a Patrícia.
– Eu tenho dificuldades, irmã. – Disse a Luísa em sua defesa.
A Patrícia revirou os olhos e saiu do quarto da irmã, voltando a estudar. Desta vez, conseguiu com êxito.


Fim do Capítulo 8.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Capítulo 7

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 7

Nessa noite, a Carla pôs-se diante do espelho de corpo inteiro que estava no seu quarto. Naquele dia não conseguia tocar nem cantar, não tinha cabeça para treinar para o concurso de música adolescente. Ela ficou apenas a olhar com um ar triste para o seu próprio reflexo. Depois de quase uma hora de experiências, tinha de encarar a dura e bruta realidade. Não havia maneira de ir bonita sem parecer reles. O vestido azul bonito parecia muito simples e ninguém iria perceber que ela queria ser cantora no futuro.
– Isto é ridículo, tenho coisas mais importantes com que me preocupar do que com um ridículo festival! – Disse ela.
Mas depois lembrou-se que seria a mais mal vestida da festa. E voltou a pensar no traje a levar.

Dias mais tarde, a tensão estava alta na sala onde decorria a aula de preparação para os exames. A Raquel tentou mostrar-se confiante quando começou a entregar os testes de anos anteriores para treino que os alunos já tinham feito à alguns dias atrás.
– Lembrem-se que este foi apenas o vosso primeiro teste de treino. Vamos fazer muitos mais até ao último dia. – Disse ela.
– Isso é uma maneira de dizeres que os resultados estão péssimos? – Perguntou o João, pousando em seguida a cabeça na mesa, triste.
– Não, nada disso! – Apressou-se a Raquel a dizer – Alguns resultados até foram altos.
– Que resultados? Qual foi o resultado mais alto? – Perguntou rapidamente a Patrícia.
– Isso não tem importância! – Exclamou a Raquel, sendo justa.
– Isso quer dizer que alguns foram péssimos! Estou tramado! Vou chumbar de certeza! Nunca me dei bem com exames. Fico tão nervoso que as palavras não saem, sinto-me mal e não consigo respirar e...
– Luísa, vê lá se calas o teu namorado! Só há lugar para uma “Drama Queen” na nossa família! – Atirou a Patrícia para a irmã.
– Eu dou-te a rainha do drama! – Exclamou a Luísa e, virando-se para o namorado – Por favor, acalma-te João!
Todos tiveram de fazer um esforço para não se rirem.
– E qual foi o resultado mais baixo? – Perguntou a Patrícia, virando-se de novo para a Raquel.
– Acho que isso também não tem importância. – Respondeu a Raquel, sendo justa novamente.
– Discordo. Essa informação é valiosa para o nosso sucesso. E podias também ver a média que esse exame teve e fazer comparação com os nossos resultados.
A Raquel ficou apenas a olhar para ela, boquiaberta. Como é que ela era capaz de dizer uma coisa daquelas?!
– Não tenho tempo para isso. – Limitou-se a dizer – O mais importante é cada um estudar e tirar o seu melhor.
– Discordo novamente. O mais importante é conseguir ter a nota mais alta.
Todos ficaram calados ao ouvir aquela resposta da Patrícia. Até que o Luís decidiu quebrar o silêncio.
– Patrícia, o que eu entendo é que tu tens os teus valores muito abaixo da média. – Murmurou ele.
A Raquel olhou para o Luís, repreendendo-o do que acabou de falar e continuou a entregar os exames. Assim que a Patrícia recebeu o teste, sorriu.
– Está melhor que aqueles que fiz. Mas ainda não é suficiente. – Disse ela, voltando o seu olhar de novo para o seu caderno.
O João espreitou para o exame da Patrícia.
– 18,5? Deves ser uma génio! – Ele parecia escandalizado.
– É provável, sim. De certeza. – Concordou ela, não dando atenção a ele. Continuou a olhar para o seu caderno, mas por momentos lembrou-se de algo e levantou o olhar para a Raquel – E se formasses um grupo mais avançado? Com alunos mais... – Pensou bem na palavra – inteligentes?
– Aqui somos todos por igual, Patrícia. Estamos aqui a ajudarmo-nos uns aos outros. Se achas que já és boa na matéria podias me ajudar a dar um bracinho de ajuda aos que estão com mais dificuldades. – Explicou a Raquel. Embora a voz dela suasse calma, por dentro estava a fumegar de raiva.
– Acho que vou ter que passar mais tempo a estudar sozinha. – Respondeu a Patrícia, revirando os olhos ao ouvir o que a Raquel lhe disse.
– Nem todos os génios tinham grandes notas na escola. – Atirou a Raquel, entregando o exame ao João.
– Eu sabia! Durante o exame estava muito nervoso. É sempre a mesma coisa!
– Estar nervoso não serve para nada! – Disse-lhe a Patrícia – Acontece que há pessoas inteligentes e outras não.
A Raquel ficou parada perto da mesa do professor a olhar para a Patrícia. A irmã gémea da Luísa irritava-a severamente. Ainda há pouco tempo ajudava o João a estudar a segunda guerra mundial, após terem treinado mais um pouco para Shakespeare. Bem se viu o quanto ele se esforçava por estudar e perceber a matéria. História não era o seu forte. Até lhe agradeceu por ter tido um 12,6 no último teste. Não ia deixar uma idiota como a Patrícia destruir tudo o que ele conseguiu concretizar. Nem ele nem os restantes colegas, principalmente a Marta.
– Acho ridículo o que acabaste de dizer. Existem pessoas que estudam mais, mesmo que já saibam a matéria, e acabam por aprender muito mais. – Disse ela.
– É como no teatro. Podemos já saber o nosso papel, mas se treinarmos de novo e pesquisarmos mais sobre a personagem em questão, aprende-se muito mais. – Concordou a Luísa.
A Patrícia olhou séria para a irmã.
– Continuem a acreditar nisso! Eu, felizmente, sou inteligente e trabalho muito.
A Luísa olhou para o seu relógio de pulso.
– Bem... não tenho paciência para isto! Vou ensaiar o Shakespeare. – Disse ela, levantando-se da cadeira e colocando a mochila no ombro.
– Vais-te embora?! – Perguntou o Luís.
– Claro, - Disse ela virando-se para ele – Não tenho paciência para ouvir estas coisas. O teatro em primeiro lugar! – E, virando-se para a Raquel – Desculpa.
– Ok. – Foi o que apenas a Raquel respondeu.
Se fosse uma boa explicadora, convenceria a Luísa a ficar, mas como não o é...

Nesse momento, o director Diogo e padrasto da Marta aparece na porta.
– Como está a correr? – Perguntou ele – Estão bem encaminhados?
– Eu ia-me encaminhar para fora da porta. Tenho que ensaiar. – Disse a Luísa.
– Espere menina Luísa! Vai embora da aula de preparação para os exames?
– Sim. Vou-me embora de vez.
– Só fazes é bem! – Murmurou a Patrícia.
A Raquel apressou-se a explicar fazendo de conta que não ouviu o que a irmã gémea da Luísa disse.
– A Luísa tem um problema com os horários.
– Vou ter que sair. – Disse a Luísa.
O director viu a folha do exame da Luísa e pediu-lhe para ver. Ela deu ao director, contrariada.
– 8,5? Não achas que é baixo?
– Isso não contribui em nada para o meu futuro. – Respondeu ela.
– Contribui e demais! – Exclamou a irmã gémea dela.
A Luísa olhou para trás, para a irmã. De seguida, afastou-se do director e saiu da sala.
– Raquel, posso falar contigo lá fora por um instante? – E virando-se para os restantes alunos – Continuem a estudar, voltamos já!
A Raquel começou a respirar fundo. Não era bom sinal quando o director a mandava falar a sós com ele.
– Não podes deixar a Luísa sair das aulas de preparação para os exames. Viste a nota que ela teve neste primeiro exame escrito?
– Eu sei, mas as aulas não são obrigatórias.
– Tenho confiança que tu vais conseguir convencê-la a regressar. Ela mostra ser uma grande aluna, mas está sempre a pensar no teatro e no seu futuro e isso faz ela baixar a nota. Confio em ti para fazeres esse trabalho!
– Obrigada, director. – Foi o mínimo que a Raquel pôde dizer.


Fim do Capítulo 7.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Capítulo 6

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 6

A Carla estava com o Ricardo, após as aulas. Os dois foram comer uma pizza. Tinham falado sobre as aulas de preparação para os exames e concordado que mal podiam esperar para fazer o exame para terminar toda aquela angústia. Tinham falado também sobre o espectáculo do Romeu e Julieta, onde a Raquel e o João seriam os protagonistas, e decidido que teriam que começar a ensaiar os seus papéis. A Carla sabia que, mesmo com a boa conversa, o namorado não estava muito bem. Parecia preocupado.
– Estás preocupado? – Decidiu perguntar-lhe. Ele afirmou com a cabeça.
– Os meus pais disseram-me que receberam uma chamada. Posso entrar numa empresa. Não me devia preocupar já que sempre quis ser modelo mas... agora que estou no último ano de secundário, o futuro parece muito mais perto do que antes. Não sei o que fazer.
– Ainda temos algum tempo para decidir isso.
– Algum... mas o tempo tem-se esgotado aos poucos. Vou ter que escolher alguma coisa.
– Mas seguir a moda não era o que querias?
– Mas isso pode terminar. Não vou ser modelo toda a vida!
– Entendo... Então, estás a pensar vestir o quê no dia da festa?
– Não sei. Talvez opte por um smoking, um pouco diferente do Luís, já que ele sabe que vai ser advogado num futuro próximo.
– Se isso te faz sentir melhor, ainda não consegui arranjar uma boa roupa para levar, e isso começa também a deixar-me preocupada.
– As pessoas dizem que devemos concentrar-nos naquilo que gostamos, mas se só me centrar na moda não vou ter grande coisa. Se calhar, o melhor é arranjar um emprego bem pago.
A Carla respirou fundo. Como é que havia de conseguir ajudar o namorado se ela também estava preocupada com o seu próprio futuro? Que roupa iria levar na festa?
– Não sei, Ricardo. Desculpa. – Disse ela, pegando nas suas coisas e levantando-se da cadeira. – Se calhar, o melhor é ires marcar um dia com a psicóloga da escola. Eu não sou uma boa ajuda! Até amanhã.
E dizendo isto, despediu-se do namorado.

No dia seguinte, o Luís, o Ricardo e o João estavam no bar da escola a tomar o pequeno-almoço.
– Posso sentar-me ao pé de vocês? – Perguntou a Carla, interrompendo a conversa deles.
Estava de pé junto da mesa deles, com o tabuleiro do pequeno-almoço nas mãos.
– Claro. – Disse o Ricardo, prontamente.
Todos lhe saudaram. Nesse momento, vêem a Luísa a chegar também.
– Olá! – Disse ela, num tom de voz alegre – Preparados para o festival?
O Ricardo teve de se conter para não suspirar. Será que ninguém conseguia falar de mais nada a não ser daquele festival ridículo?
O Luís respondeu à Luísa.
– Podes ter a certeza que sim. Já tenho o smoking!
– Pois… – A voz da Luísa esmoreceu – Eu já contei à Carla o meu problema e preciso de ajuda, rapazes! – Disse ela, sentando-se ao lado deles.
– Ajuda para quê? – Perguntou o Ricardo – Parece que tens o teu futuro delineado.
– Sei que quero seguir representação, mas queria ir para hotelaria e turismo porque viver apenas da representação é um tiro no escuro. – Respondeu ela, num tom dramático – Preciso de conselhos. Tenho várias ideias para roupa e são todas tão boas que não sei qual delas hei-de escolher!
– Bom... em que é que pensaste? – Perguntou o João.
– Primeiro, lembrei-me de ir vestida de actriz famosa. – Explicou a Luísa – Tenho até um troféu que pode muito bem parecer um Óscar. Depois pensei em ir vestida de hospedeira de bordo. E fico-me por aqui.
– Desculpa dizer-te, mas... e que tal se fores vestida de mimo? – Perguntou o namorado, tentando ser engraçado.
– João, existem sempre pessoas com opções de carreira limitadas! O que não é o meu caso. – Atirou ela.
– Isso são muitas opções de escolha, Luísa! – Disse ele, tornando-se sério.
– Por isso é que eu pedi uma opinião, João! – Exclamou a Luísa, respirando fundo – Que fato devo levar?
– O de actriz famosa. – Respondeu o Luís – É o que parece o mais acertado.
O Ricardo e o João acenaram com a cabeça.
– Os teus trajes vão sair horrendos! – Exclamou uma voz, atrás da Luísa. Era a Marta a aproximar-se deles com o seu tabuleiro. A Luísa mostrou-se ofendida.
– Tu tens que os ver!
– Não preciso de ver. As ideias são muito boas, mas os trajes não. Originalidade precisa-se!
A Luísa cruzou os braços.
– Qual é a tua ideia?
– Agora não tenho tempo para te ajudar. A tua irmã já me dá problemas que cheguem!
– O que é que aconteceu? – Inquiriu o Luís.
– Eu pedi ajuda a ela para ser a minha modelo. Tudo o que preparasse seria para ela. Mas a Patrícia tem ideias muito escandalosas.
A Luísa riu.
– Quem te deu a ideia da minha irmã ser a tua modelo?
– A Raquel. Originalmente tinha pedido ajuda a ela.
– Mas ela está a treinar para o Shakespeare. – Contou o João.
– Claro que está! – Exclamou, chateada, a namorada.
– Mas enfim... vou tentar que ela continue a ser a minha modelo. Eu já te ajudo no traje, Luísa. – Disse a Marta, respirando fundo de seguida.
A Luísa virou-se para a Carla.
– E tu, Carla? Que fato é que vais levar?
A Carla hesitou.
– Ainda não tive tempo para pensar nisso – Disse, por fim – Sei que quero qualquer coisa que tenha a ver com música, mas ainda estou a tentar decidir o que será.
– Acho bem! Seguir a carreira na música! Como vai os treinos para o concurso de música adolescente?
– Bem. Acho que a Raquel deveria aderir.
– Também acho que sim. – Concordou prontamente a Marta – Temos que obrigá-la a fazer isso!
– Bem, amigos, gostava de continuar aqui, mas tenho de sair. Vemo-nos na aula. – Disse a Luísa afastando-se deles com o seu tabuleiro.
– O mais certo é vestir qualquer coisa com ar de ter saído de Hollywood! – Exclamou o João, abanando a cabeça. A Luísa já estava bem longe e não ouviu o que ele tinha dito.
– Ela é tua namorada, devias saber. – Falou o Luís, brincalhão.
– A Luísa é um bocadinho obsessiva com isso do teatro. – Concordou o Ricardo – Mas até acho bem ela saber exactamente aquilo que quer.
– Ela não sabe o que quer, Ricardo! Ela esteve a dizer que queria seguir Hotelaria e Turismo. – Disse a Marta, e voltando-se para a Carla – Estás bem? Pareces muito calada.
– Estava só a pensar no meu traje. – Respondeu ela.
– Pois, a roupa fabulosa de cantora que vais arranjar. Tens alguma coisa?!
– Sim, tenho um vestido azul muito bonito. Estou a pensar levá-lo. – A Carla sabia que o vestido era ridículo, mas era a única solução que tinha para ir para o festival.
O João, o Luís e a Marta afastaram-se e ficaram apenas o Ricardo e a Carla.
– É verdade, não te cheguei a contar o que me disse a psicóloga da escola. – Disse ele para uma Carla pensativa.
Ela fez por sorrir e acenar, apenas. Não ouviu uma única palavra do que o namorado disse. Estava demasiado distraída a tentar imaginar como havia de ir vestida de cantora... e parecer bonita.


Fim do Capítulo 6.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Capítulo 5

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 5

Era dia da aula de preparação para os exames. A Raquel estava a ajudar os seus colegas. Massageou um canto da sua testa. Já se formava uma dor de cabeça.
– Vamos rever novamente esta pergunta. – Começou ela.
– Já nem sei o que escrever aqui! São quatro séculos para estudar para o exame de História. Quatro séculos! Será que o Ministério pensa que nós somos sobredotados? Quem é o aluno que estuda quatro séculos?! – Descontrolou-se a Luísa, chateada.
– Concentrem-se! – Irritou-se a Patrícia – Se se puserem com estas distracções vão acabar por chumbar no exame.
O João estava aterrorizado, já o Luís, começou a fazer rascunhos nos cantos das folhas do seu caderno, nervoso.
– Talvez seja exagerado, Patrícia. É normal estas preocupações antes do exame. – Disse a Raquel, em defesa dos amigos.
– Normal é, mas vai dar má nota de certeza. – Garantiu ela.
– Eu sei que para termos boa nota é importante manter a calma e ter pensamento positivo, mas estas preocupações existem. – Admitiu a Raquel.
– Ter pensamento positivo é para quem não está preparado. Isso não é o meu caso.
A Raquel abanou a cabeça e não respondeu à irmã gémea da amiga.
– Vá lá, isto é fácil! – Exclamou ela, num tom encorajador.
O João ficou apavorado.
– João, consulta os teus apontamentos. – Pediu a Raquel, tentando acalmar o amigo, que parecia estar à beira do pânico.
Ele pôs-se a folhear o caderno para trás e para a frente. Estava todo desorganizado, a Raquel podia até ver.
– Nada! Não consigo responder a isso!
– A resposta disso é o Marxismo. O movimento operário levou às propostas socialistas. – Respondeu a Luísa, calmamente.
A Raquel ergueu uma das sobrancelhas. Estava espantada. Não imaginava que a Luísa estivesse sequer a pensar na resposta.
– Obrigado. – Disse o João para a namorada. – Estava a desesperar!
– João, tudo bem, a minha irmã encontrou a resposta, não sei como, mas ela não vai poder dizer-te as respostas quando fores fazer o exame. E falta muito pouco para o exame. – Falou a Patrícia.
O João ficou de novo aterrorizado.
– Estou perdido! – Disse ele, quase a sussurrar.
A Raquel respirou fundo. Tornou a massagear um canto da sua testa. A sua dor de cabeça piorava. Quis pensar em qualquer coisa positiva para dizer. Infelizmente, pensava mais em encontrar um comprimido e sair dali a correr. Mas o pior de tudo, é que começava a concordar com o João. Estavam realmente perdidos!

No dia seguinte, depois das aulas, a Raquel e o João estavam a estudar a cena que iam representar, em casa da Raquel. Trabalharem juntos era realmente um tormento. A Raquel tinha se mentalizado que nunca mais iria colocar a sua cabeça no canto. O teatro seria diferente, um pouco.
Uma hora passou e eles ainda não tinham passado da primeira página. O João sempre fazia brincadeiras ou representava mal.
– João! Por favor! Eu preciso da nota. Imagina que a stora quer que esta peça seja para avaliação da disciplina? Preciso de ir com boa nota para o exame. E imagino que tu também queiras.
– Claro. Dá-me só um segundo para entrar dentro da personagem.
A Raquel respirou fundo e fechou por momentos os seus olhos. “Porquê eu como Julieta?!” – Pensou.
Quando abriu os seus olhos, viu que o João estava de novo a fazer uma brincadeira.
– João! – Repreendeu – Achas que é fácil para mim desempenhar alguma personagem? Não é! Mas eu preciso da nota. Sabes que mais? Amanhã vou falar com a professora de História e pedir-lhe para ficar com outra pessoa.
– Raquel, espera. Desculpa. Estou só nervoso, está bem? – Ele travou-a – Gostavas de ter visto a cara da Luísa quando lhe disse que vinha treinar o Romeu e Julieta.
A Raquel sorriu.
– Imagino. Ela ficou a olhar para mim. Séria.
– É a segunda vez que faço isto. A primeira tive com tanto medo do palco que desatei a correr.
– E achas que eu não tenho? Claro que eu tenho. Mas preciso da nota, João.
Nesse momento, alguém bate à porta. A Raquel vai abrir. Era a Marta.
– Olá, Raquel! Precisava de falar contigo. – Ela viu o João – Olá, João!
– Marta, eu estava a ensaiar com o João o Romeu e Julieta. – Começou a Raquel.
– Eu vou precisar de uma modelo para as minhas roupas. Estava a pensar em ti.
– Em mim? Desculpa, mas é impossível! – Respondeu ela. Depois, pensou – Mas tenta falar com a Patrícia. A irmã da Luísa pode ajudar.
– Eu pensava que ela estava muito atenta com o estudo para o exame e não me lembrei dela.
– Com certeza que ela vai te dizer que sim. Até amanhã. – Disse ela, empurrando a amiga para fora de casa. 
Ao fechar a porta, voltou a olhar para o amigo. O João riu-se.


Fim do Capítulo 5.

sábado, 29 de agosto de 2015

FE Awards 2015

Olá, Pessoal!
No mês de Julho eu estive nomeada para os FE Awards 2015, no entanto decidi não me pronunciar sobre isso para descobrir que leitores meus visitam o blog que criou a votação. Hoje, dia 29 de Agosto, foi o dia em que se descobriu os vencedores e acabei por vencer em três categorias.

Estava nomeada em quatro categorias:
- "Melhor Romance/Aventura" com a estória "Um Segredo Bem Guardado";
- "Melhor Drama" com a estória "Uma Vida Eterna";
- "Melhor Mistério" com a estória "Memórias Aterradoras";
- "Estória mais Criativa" com a estória "O Que Espero Encontrar".

Ganhei o segundo lugar na categoria de "Melhor Romance/Aventura":


Acabei por vencer na categoria de "Melhor Mistério":


E ganhei o primeiro lugar na categoria de "Estória mais criativa":


Devo dizer que fiquei feliz com estes resultados dos FE Awards 2015. Só perdi na categoria de “Melhor Drama” para a estória da Erii, “Blind Date”, e devo dizer que não me sinto triste por isso. Eu votei na Erii nesta e na anterior votação para “As Melhores de 2014”, onde acabei por perder também o primeiro lugar para a estória dela. Eu gosto imenso de “Blind Date” e acho o final da estória absolutamente fantástico! Merecia o primeiro lugar, claramente!

Obrigada pelos vossos votos! Sem a vossa ajuda não receberia estes prémios. Parabéns a todos os concorrentes. Já somos uns vencedores independentemente dos resultados. Parabéns para a Erii, que foi a maior vencedora deste FE Awards 2015! E dou os meus parabéns para a Maicla por ter recebido este prémio de 2º lugar de "Estória mais criativa". Sou leitora dela e esperava que ela ganhasse nesta votação. 
Obrigada a todos!

Beijos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Capítulo 4

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 4

No dia seguinte, de manhã, houve a primeira aula de teatro. Era a professora de História quem dava as aulas.
– Que bom que todos vieram! Tenho andada inspirada com o tema para este ano. O teatro também é isso! Ver o mundo com outras formas.
– Ver o mundo com outras formas?! Pensava que o teatro existia para nós esquecermo-nos do texto. – Sussurrou o Luís para o João, que estava ao seu lado. O João riu-se.
– A isso chama-se improviso, menino Luís. Queira tomar atenção à aula e deixe-se de gracinhas! – Repreendeu a professora.
O Luís desculpou-se. Ele pouco sabia de teatro. Apenas desempenhou um pequeno papel com duas simples falas antes de entrar no secundário. Mas achou por bem ter mais alguma coisa no seu currículo e decidiu ter aulas de teatro.
– Hoje decidi dar-vos um desafio. Imaginem-se com cem anos, digam tudo o que imaginaram para o vosso futuro. Quero que se juntem em pares e alternem no papel de jornalista. Aquele que estiver a fazer o papel do entrevistado tem que falar de tudo o que fez ao longo do seu século de vida, década a década.
O Ricardo trocou de lugar com o Luís, queria se sentar ao lado do melhor amigo. O Luís entendeu e afastou-se.
– Pois muito bem, senhor João, diga-me, o que fez nestes cem anos da sua vida?
– Bem, terminei a minha faculdade de psicologia aos vinte e quatro anos. Trabalhei muito a partir daí. Fui psicólogo numa escola. Depois tive em criminalidade…
Algum tempo depois era o Ricardo a ser entrevistado sobre a sua vida.
– Bem, fui modelo durante um tempo. Fui capa de muitas revistas…
A professora de teatro e de História aproximou-se deles. O Ricardo já não sabia mais o que falar.
– Parece que a tua imaginação centra-se apenas na moda, Ricardo. Não consegues pensar em mais nada que tenha a ver com isso? – Inquiriu a professora.
– Claro que sim, trabalhei numa revista.
– Sobre moda, imagino. – Continuou a professora.
– Ele aprendeu mandarim, professora! – Exclamou o João, ajudando o amigo – Lembras-te que querias aprender mandarim? – Perguntou ele ao amigo.
– Ah, sim…
O Ricardo não sabia que pedir aos pais para aprender mandarim aos doze anos fosse indicador de que isso faria parte do seu futuro.
– Já está melhor. – Comentou a professora, afastando-se deles. O João piscou o olho para o amigo. Já estavam safos!
Entretanto, mudou-se de exercício. A Luísa fechou os olhos e deixou-se cair de costas, para os braços da Carla. Não tinha medo pois confiava na Carla. Sabia que a melhor amiga a ia agarrar, tal como a Luísa tinha agarrado a Carla uns minutos atrás.
– Muito bem! – Exclamou a professora – Agora já dominam o exercício da confiança. Estão prontos para representar.
Os olhos da Luísa brilharam. Era a única contente. A representação era a sua vida!
A professora assustou o João, que gritou.
– Este é um grande exercício! Reacção. O João reagiu sem pensar.
“Ele reage sempre sem pensar.” – Pensou a Marta, revirando os olhos.
O professor tentou assustar a Luísa. A mesma nem se mexeu.
– Tenho uma irmã. Precisa de fazer mais que isso.
A Patrícia reagiu à frase da irmã.
– Muito bem. Vocês querem finalmente saber qual será o tema deste ano, certo? Imagino o quanto estão ansiosos. – Disse a professora.
A Luísa ouviu com atenção. O João respirou fundo. Desde que não fosse mais um romance como o Amor de Perdição do Camilo Castelo Branco que foi no ano passado, estava tudo bem.
– Vamos representar a grande peça de Shakespeare, Romeu e Julieta! – Anunciou ela.
O João parecia enjoado. Já a Luísa, contente.
“Desde que não seja o Romeu, está tudo bem” – Pensou o João.
A professora aproximou-se da Raquel.
– Quem quer que seja o seu par, menina Raquel?
– O quê? – A Raquel não estava a acreditar que a professora a tinha escolhido como Julieta.
– Seria muito bom se colocasse como Romeu o João. – Disse a Marta.
Ele olhou para a Marta, sério.
– Hum... boa escolha, menina Marta! O João irá ser o nosso Romeu.
A Luísa riu vendo a reacção do namorado. Se ninguém escolhesse o João, ele seguramente não seria escolhido por ninguém. No que tocava a representar, o João era muito mau. Apenas para comediante servia. A Luísa sabia que ninguém o ia escolher como par caso ele tivesse que ser o Romeu.
– Tudo bem, eu fico com o João! – Disse a Raquel, decidida.
– Muito bem. É algo ousado! Sobretudo, tendo em conta que vão ter que se beijar. – Informou a professora.
A Luísa ficou boquiaberta.
– Como assim? – Perguntou ela.
A Luísa sabia que Romeu e Julieta era um romance, mas nunca imaginou que isso pudesse levar a alguma situação drástica.
A Raquel estava chocada. Já a Luísa… reagiu com um ataque de gritos de um filme de terror! A professora riu.
– Eu sabia que iria ficar assim, menina Luísa!
A Raquel não se ria, estava parada. Chocada. A Luísa ficou chateada. Só o facto de pensar que o João iria beijar a Raquel, mesmo que para a personagem, tirava-lhe a vontade de rir para sempre.


Fim do Capítulo 4.

sábado, 15 de agosto de 2015

Capítulo 3

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 3

Naquela tarde, depois do fim das aulas, alguns alunos juntaram-se na sala própria para a aula de preparação para os exames. Não pareciam felizes, pelo contrário, aborrecidos, alguns irritados e ainda, pouco entusiasmados. Talvez alguns até tristes por não estarem em casa ou a fazer algo mais divertido.
De pé diante da turma, a Raquel observou os alunos presentes na sua primeira aula de preparação para os exames e ficou assustada. Tinha pedido ajuda a alguns alunos, bons alunos como ela, e todos eles mostravam-se preocupados. Pairava na sala um ambiente de ansiedade, preocupação e frustração.
– Muito bem! – Começou ela, tentando parecer animada – Ainda bem que está tanta gente! Agradeço a todos por terem vindo!
Até mesmo nos ouvidos dela, aquelas palavras soavam falsas. Todos olharam para ela. A Raquel começou a sentir um calor subir pelo seu corpo. Aquilo era pior do que subir a um palco e cantar diante de um público com mais de cem pessoas. E ela já tinha feito isso mais que uma vez. Quando cantava e tocava piano ao lado dos seus colegas da antiga banda. Até que reparou no João sentado na última fila da sala. Ele fez-lhe um sorriso como um sinal de incentivo.

“O que é que ele está aqui a fazer? Ele detesta estudar! Pelo menos há uma cara querida por aqui que me apoie. Vou precisar do bom sentido de humor dele!” – Pensou a Raquel.

– Ora bem, que tal se começássemos a ver quantas pessoas aqui estão? Vai ser importante para eu ter um papel com isso. Vocês tencionam ficar aqui em todas as aulas, ou não?! – A Raquel fez uma pergunta retórica – E se cada um contasse porque é que decidiu se inscrever nestas aulas de preparação para os exames?
Ela passou um caderno para a aluna que estava sentada numa das primeiras mesas. A aluna escreveu o seu nome e passou para a pessoa da mesa de trás. Essa mesma aluna da primeira mesa respondeu à pergunta de Raquel.
– Inscrevi-me nas aulas de preparação porque os meus pais mandaram. Eles não tinham muito dinheiro para me pagar um explicador a sério. Tive de vir para aqui contra a vontade!
- Muito bem... Obrigada pela confissão. – A Raquel estava a esmorecer. A sala parecia um velório – Mais alguém?
Nesse momento, a irmã gémea da Luísa, a Patrícia, entra dentro da sala.
– Desculpa, Raquel. Eu posso entrar?
A Raquel assentiu com a cabeça. Finalmente mais alguém conhecido. A Patrícia sentou-se ao lado do João.
– E quanto à tua pergunta, que eu cheguei a ouvir ao vir a correr para cá, estou aqui porque preciso de alguma vantagem! Já tenho montes de livros sobre os exames, já fiz exames na Internet. Preciso urgentemente de conseguir a nota mais alta!
– A nota mais alta? – Inquiriu a Raquel.
– Sim, o meu objectivo é a nota máxima. Preciso de um 20. E é por isso que aqui estou!
O João olhou chocado para a irmã da namorada.
– É só um exame, Patrícia.
– É só um exame? – Ela parecia chocada com a resposta dele – Os exames de admissão são muito importantes para o nosso futuro. Eu pretendo seguir arqueologia, seu estúpido! Estes exames são a primeira coisa importante na nossa vida futura. Só um exame! – Repetiu ela abanando a cabeça.
– Bem, talvez isso seja um bocadinho exagerado. – Disse a Raquel – Mas vou tentar ajudar todos!
O João revirou os olhos e era para continuar, mas, nesse momento, alguém aparece na porta. Todos olharam. Era a Marta e ao lado dela estava a Luísa.
– Estou no sítio certo? – A Marta parecia desnorteada. Viu a Raquel e sorriu – Estou sim. Olá amiga!
A Luísa fez um ar incrédulo.
– Esta sala transborda um ambiente triste! Sim, estamos no sítio certo.
– Já cá faltavam mais estas duas! – Disse a Patrícia – Para vossa informação, estamos aqui para trabalhar! Se andam à procura de um ambiente melhor, vão passear!
– Adorava maninha, mas não posso. – Respondeu a Luísa, sentando-se na mesa ao lado da dela e do namorado. A Marta sentou-se ao lado da Luísa.
– Fomos obrigadas a ter explicações – Explicou a Marta – Eu tenho como padrasto o director da escola, por isso até se percebe.
– Não quero que ninguém venha para aqui contrariado! – Impôs-se finalmente a Raquel. Alguns alunos até se assustaram com a reacção dela.
– Nesse caso, ninguém vai conseguir aquilo que quer! Ter boas notas e ajudar os outros. – Disse a Luísa.
– O que é que tu estás aqui a fazer?! – Atacou a irmã – Tu pertences aos palcos. Vai para lá e deixa-me estudar!
– Não sei se sabes, mas eu tentei dizer à nossa mãe que seria uma actriz graças ao meu talento, não graças à minha universidade. – A Patrícia bufou perante a resposta da irmã.
Algum tempo depois, tinham-se dividido em grupos e estavam a fazer exercícios. Assim que tinha terminado de dividir, a Marta vai ter com ela.
– Vou precisar muito da tua ajuda! – Disse ela – Preciso de me rodear das melhores pessoas para conseguir alguma resposta positiva. Tu és a melhor naquilo que fazes... tal como eu. Portanto, já que tenho de aqui estar, acho que mereço ter a melhor explicadora do meu lado.
– Pois, tal como no teatro – Falou a Luísa – Uma actriz brilhante precisa sempre do melhor elenco e da melhor equipa técnica para poder estar sempre o melhor possível.
– Pois. Eu irei ajudar-te a ti e à Luísa, Marta. E à Patrícia e ao João. Mas primeiro, vamos tentar ver como todos nós trabalhamos em conjunto. – Respondeu a Raquel.
– Isso é uma perda de tempo! – Interrompeu a Patrícia.
A Raquel ia para responder, mas alguém aparece na porta. Era o director da escola, o padrasto da Marta, o professor Diogo.
– Boa tarde, alunos! Estou muito contente por vos ver aqui, a prepararem-se para os vossos exames de admissão. Vão ser momentos difíceis.
A Marta olhou séria para o padrasto. Ele estava a encorajar?!
– Tenho confiança em vocês! – Exclamou ele, saindo da sala.
Com estas palavras do director, todos ficaram mais preocupados. O director da escola não era realmente um bom encorajador. Percebia-se realmente.
– Não se preocupem. – Apressou-se a Raquel, a dizer – Vamos nos preparar para não se preocuparem no dia do exame.


Fim do Capítulo 3.

domingo, 2 de agosto de 2015

Capítulo 2

(Observação da autora no dia 06/10/2018 - Corrigi possíveis erros ortográficos deste projeto chamado "História de uma Adolescente - Parte II". Já é possível relê-lo de forma mais adequada. Não sei se será lançado em livro algum dia, mas não alterei qualquer palavra ou enredo, apenas erros).

Capítulo 2

O dia tinha chegado ao fim. A Carla chegou a casa sozinha e depressa começou a ensaiar para o grande concurso de música adolescente. O pai foi ter com ela.
– Estás a trabalhar? – Perguntou.
– É... Estou nervosa. Não sei se estarei a fazer bem ou o que vai acontecer.
– Pelo menos tentaste. É o que importa.
O pai sorriu e se afastou da filha. O pai e a empregada da Luísa estavam a viver os dois na casa onde António vivia com a filha. Carla estava feliz por ter uma mulher perto dela após a morte da mãe.
Ela estava sentada ao piano, na sala. Tocou algumas notas e cantou os versos de abertura da canção. Acabou por ser interrompida por Luísa e Patrícia, a sua melhor amiga e a irmã gémea da mesma tinham ido rever a Amélia. Carla respirou fundo e tentou voltar à sua canção. Cantou mais uns versos, tentando ignorar os gritos da Luísa… foi em vão. Os gritos interromperam-na mais uma vez.
– Vocês podem falar um pouco mais baixo? Estou a tentar ensaiar para o concurso de música adolescente.
– Não te preocupes, a música não me está a incomodar. – Disse a Luísa, não dando muita atenção à amiga.
– Luísa, estás a incomodar-me!
Luísa deu-se finalmente conta.
– Desculpa, miúda.
– Vamos falar lá dentro. – Disse a Amélia afastando-se com o pai de Carla e a Patrícia. Luísa aproximou-se da amiga. Reparou que ela não estava muito bem.
– O que se passa, Carla?
– Estou numa aflição! Não sei se isto estará bem.
– Claro que vai estar. És a Carla!
– Espero que tenhas razão.
– Anda, vamos ter com a minha irmã. Tu tens que descansar um pouco.
A Carla levantou-se do piano e acompanhou a amiga.

No dia seguinte de manhã, a Marta, o Ricardo, a Carla e o João estavam no supermercado.
– Experimenta este chapéu, Ricardo. – Disse a Marta, estendendo-lhe um chapéu de cor preto. O Ricardo pô-lo na cabeça. – Pareces o Charlie Chaplin.
– De certeza que não é algo que quero seguir para o meu futuro. – Disse ele, tirando o chapéu e colocando-o no sítio.
– Bem, pelo menos ele era um actor. – Disse a Carla ao namorado.
– Esse gajo sabe bem o que vai vestir! – Exclamou o João.
Divertida, a Carla voltou-se para o amigo.
– Tu sabes o que o Ricardo vai levar vestido?
– Não. – Respondeu ele, enquanto se colocava a olhar para um cesto com bijutaria – E, mesmo que soubesse, não te podia dizer. A minha boca é um túmulo!
– Já falta pouco para ficarmos a saber – Rematou a Marta. Com um grito, travou a Carla – Podes-me explicar o que é que estás a fazer com esse vestido horroroso?!
A Carla tinha pegado num vestido branco e o colocava à sua frente. Era um vestido que chegava até ao joelho e um pouco “mal apresentado”.
– Nem sei – Confessou ela – Tenho andado a pensar vestir-me de cantora de ópera. Não te parece adequado?
– Não! Acho que consegues arranjar melhor. E já agora, cantora de ópera? É isso que pretendes ser no futuro? Ainda se fosse pop. Rende mais. – Disse a Marta num tom de voz firme – Continua a procurar! – E, enquanto a Carla tornava a pôr o vestido no lugar, a Marta pegou nuns calções curtos e num casaco – Estas peças aqui, pelo contrário, têm bastantes potencialidades!
O João abriu os olhos como que espantado.
– Estás doida?! Isso parece aquela roupa que a minha mãe usa quando está em casa.
– Nem mais! Na moda estando em casa! – Disse ela.
O Ricardo, a Carla e o João ficaram a olhar uns para os outros, confusos.
– Marta… – Começou o Ricardo – Não foste tu que disseste que querias uma roupa que fosse bonita? Não te chateies comigo, mas isso para mim parece-me uma roupa pouco aconselhável.
– Só precisa de algumas alterações, Ricardo – Respondeu ela, segurando as duas peças de roupa à sua frente para as analisar com melhor pormenor – Eu posso fazer estas duas peças de roupa renascerem das cinzas. Não são más de todo! – Sorriu para os amigos – Não adivinham de que é que eu vou vestida?
O João abanou a cabeça.
– Não faço a menor ideia. Fátima Lopes?
– Nada disso. – Respondeu ela com um ar emproado.
– Fátima Lopes? A apresentadora? – Perguntou o Ricardo.
– Não, a estilista. – Respondeu o amigo.
– Bem, se não é ela… não sei. Não conheço mais nenhuma estilista. – Continuou o Ricardo.
– Carolina Herrera? – Inquiriu a Carla.
– Boa tentativa. – Disse a Marta, a rir-se – Mas pensem numa pessoa ainda melhor. A estilista das estilistas!
Carolina Herrera era uma estilista muito bem sucedida, mas acho que parecia uma ambição um tanto limitada para alguém como a Marta. Os sonhos dela eram sempre enormes.
– Desistimos – Disse o João – Conta!
– Está bem. Vou vestida como… – Fez uma pausa teatral – A grande estilista, a maior, a mais perfeita das perfeitas, Coco Chanel!
Assim que ouviram dizer aquilo, os amigos riram-se. Era tão óbvio! Como não se lembraram?!
– Já devia ter adivinhado que a tua ídolo seria sempre a Coco Chanel. – Disse a Carla.
– Tu vais com roupa da Coco Chanel? – Inquiriu o João.
– Claro que não. Eu tenho lá dinheiro para isso! Vou tentar parecer semelhante à minha diva!
Algum tempo depois, a Marta já tinha encontrado os sapatos de salto alto para completar o seu conjunto. O João estava com um casaco de smoking vestido e fazia poses em frente a um espelho.
– O que acham? – Perguntou ele aos amigos.
– Agora a sério, João, que tipo de profissão é que achas que gostavas de ter? Quer dizer, é giro fazer de conta, mas a vestimenta não devia ser baseado naquilo que realmente estás a pensar fazer na vida? – Perguntou a Carla.
– Bom, e até é… – Disse ele, olhando de novo para o espelho.
– A sério?! – Exclamou a Marta. Percebeu que talvez não devesse ter feito um ar tão espantado, mas já era tarde para se corrigir – Queres seguir psicologia?
Ele encolheu os ombros.
– Bem sei que não tenho talento para isso. Não tenho grandes notas e pela minha personalidade acho que não vou conseguir. Mas sempre tive um certo gosto de ajudar as pessoas, mesmo tendo as atitudes de criança que tenho, mesmo não parecendo tão adulto assim.
– Tu vais conseguir, João. Olha para mim, segue o meu exemplo. Antes era uma rapariga idiota que só queria saber de magoar as pessoas para se sentir bem consigo mesma. A minha mãe casou pela segunda vez com o director da escola. Mudei. Vinguei-me no desenho. Agora pretendo ser uma grande estilista. Eu sei que tu vais conseguir ser um psicólogo. Um bom psicólogo. – Disse a Marta, colocando-lhe a mão no ombro.
O João agradeceu-lhe. Depois olhou para o amigo Ricardo.
– E tu? Ainda não nos contaste o que é que vais levar vestido.
– Esse vai nu. – Disse a Marta, a rir da sua própria piada.
– Nu? Porque iria? – Inquiriu ele.
– Tu não queres ser modelo? Existem modelos que fazem nu integral.
A Carla riu-se.
– Eu não preciso disso. Nem preciso de escolher nada. Há muito tempo que sei o que quero ser.
– E é o quê? – Perguntou a Carla.
– Ser modelo, depois quando não puder, talvez vá para uma faculdade de música. Vou aprender a tocar piano.
Os amigos olharam-se.
– Bom, acho que não vou conseguir aqui nada. – Disse a Carla, suspirando. Durante os minutos que esteve ali, tinha tirado montes de roupa, mas a Marta rejeitara-os a todos de uma maneira firme.
– Tive uma ideia! – Exclamou o João – Em vez de ires de cantora de ópera porque não de Lady Gaga?
A Carla e a Marta olharam uma para a outra.
– É uma festa, João! A ideia é ela ir gira, não com ar de cantora doida! Com todo o respeito à Lady Gaga, mas ela é muito extravagante! – Disse a Marta.
– Qual é o problema? Um fato de carne seria fantástico!
– Obrigada pela sugestão, João, mas acho que dispenso. – Falou a Carla, a sorrir.
Sabia que ele estava só a brincar com ela, mas a brincadeira tinha-a deixado receosa. Ia ser a pessoa mais mal vestida da festa! Mas, seria assim tão difícil ir vestida de cantora? Seja ela de que género for?
O Ricardo percebeu que a Carla estava preocupada e falou para ela.
– Vais ficar lindamente, vistas o que vestires. – Disse ele, baixinho.
A Carla sorriu parecendo reconfortada com as palavras do namorado. Devia de arranjar alguma roupa com certeza!


Fim do Capítulo 2.