sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Capítulo 16

Olá Pessoal!
Obrigado pelos comentários. O capítulo é pequeno eu sei mas é que estou ansiosa e nervosa pela minha parceria com o Vasco F. Acho que vocês sabem quem é. Ele é um escritor de comédia que excluiu o seu blog à alguns dias. A sua última história foi "Uma família fora de série". Amanhã divulgamos o blog e o cabeçalho/capa da história chamada Memórias Aterradoras.
Espero ver-vos por lá.
Bem...fiquem com o capítulo 16.

Capítulo 16

Uns dias passaram, o Duarte já tinha saído da escola e o Tomás tinha pedido desculpa pelo que o seu amigo tinha provocado. Lá fora, o vento estava a bater nas janelas dos dormitórios. Estava um dia de inverno. O céu estava escuro e prometia chuva. Estava tudo quieto. Até que um grito da Melissa despertou os sentidos de todos.
- Credo, estás pálida! -exclamou preocupada a Estela.
- Eu vi a mulher de cabelos pretos. Vou contar à directora. -disse a Melissa encaminhando-se rapidamente para o gabinete.
- Como assim? Menina Melissa, está a dizer que viu a mulher?
- Sim.
Nesse momento ouve-se um grito. A directora sai do seu gabinete juntamente com a Melissa. A Estela mostrou um gravador.
- Olhem, isto começou a emitir uma voz meio rouca de mulher. -explicou a Estela.
Ela apertou no botão de Play. “Pensaram que era fácil? Agora sofrerão as consequências?”
- No outro dia ouvimos isso. -disse a Melissa.
- Sim, foi alguém que deixou o gravador aqui e nos quis assustar. -disse a Estela.
- Dêem-me esse gravador.
A Estela deu o gravador à directora.
- Irei chamar a polícia. Quero que os meus alunos se sintam protegidos. -disse ela às meninas saindo do quarto.
Horas mais tarde, a polícia entra dentro do colégio e questiona a directora. Esta dá-lhes o gravador. As buscas iriam começar!

Espero que tenham gostado mesmo sendo pequeno.

Bjs :)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Capítulo 15

Olá Pessoal!
Aqui está o capítulo 15. Espero que tenham tido uma boa semana.

Capítulo 15

- Nélson -disse a Melissa de cabeça baixa - Desculpa. Desculpa Vânia. E ainda bem que regressaste.
- Obrigada. -disse a Vânia.
- Nélson. -chamou a Melissa.
- Sim?
- Será que dá mais uma oportunidade?
Ele respirou fundo.
- Não Melissa, não dá.
- Desculpa. -disse ela saindo do refeitório.
A Vânia olhava espantada para o Nélson.

Enquanto isso, a directora estava no gabinete com o Duarte.
- Menino Duarte, não tenho outra solução senão expulsá-lo deste colégio.
- Não directora, não pode.
- É a única solução, os meus alunos não podem se relacionar dessa forma com as minhas alunas. Vai contra as regras do colégio.
O Duarte respirou fundo.
- Tudo bem, eu vou.
- E pelo caminho chame a Vânia para aqui por favor.
O Duarte saiu do gabinete da directora. Encontrou a Vânia com o Nélson na saída do refeitório.
- A directora chama-te. -informou ele.
- Foste expulso? -perguntou o Nélson.
O Duarte apenas olhou para ele com um olhar cortante, depois saiu.
- Nélson, estou com medo. -admitiu ela.
- Conta a verdade à directora. Já não adianta esperar. -disse ele abraçando-a.
Ela afirmou com a cabeça e foi ter com a directora. Chegando ao gabinete, bate à porta e é concedida a entrada. Ela entra calmamente, fecha a porta e senta-se na cadeira.
- O que queria de mim directora?
- O que se passou consigo menina Vânia? Desapareceu e só agora de noite é que voltou a aparecer. Por acaso não saiu do colégio, ou saiu?
- Não directora. Eu estive trancada na cave do colégio.
A directora colocou a mão na boca apavorada.
- Quem a meteu lá?
- Não me lembro muito bem mas era uma mulher de cabelo preto.
- Reconheceu?
- Não directora. Há alguém que nos assusta. A mim e à Melissa. É a mesma mulher de cabelos pretos.
- Isso é muito estranho mas quando houver mais alguma coisa estranha avise-me.
- Ok directora.
E a Vânia saiu do gabinete da directora. Caminhou por entre o corredor e viu o Nélson no quarto dele.
- Então...como correu? -ele estava sentado na sua cama a ver um álbum de fotos.
- Contei sobre a rapariga de cabelos pretos. Contei a verdade.
Ele sorriu.
- Preciso de falar contigo. -ela sentou-se na cama dele.
- Deixa-me adivinhar, é sobre nós?
Ela afirmou com a cabeça.
- Tu provaste que o Duarte não valia nada.
- Eu pensei e vi que ele não prestava. Tenho que agradecer à Fabiana pelo que fez.
- Tu mudaste Vânia.
- Achas que sim?
Ele afirmou.
- Bem, tenho de ir. Tenho de falar com a Fabiana.
Ele agarrou-lhe o braço.
- Espera!
- Nélson. -disse a Vânia calmamente -eu tenho de ir.
- Não, tens tempo. Nós precisamos de conversar.
- Eu mudei por causa de ti mas o tempo não volta atrás. Os erros estão feitos.
- E eu faria um se dissesse sim à Melissa.
A Vânia olhou para ele.
- Acho que está na altura de te dar uma hipótese. -disse ele beijando-a.
Nesse momento aparece a Fabiana com a Estela, a Melissa e os irmãos do Nélson.
- Ups. -disse a Estela desviando o olhar.
- Eu sei -sussurrou o Fábio para a Estela -quase gostava mais dela quando estava sob o poder do Duarte. Mas acho que será melhor assim. O Nélson vai doer menos que o Duarte.
- Fabiana, amigos, peço desculpa eu tinha ficado meio doente com o Duarte. -disse a Vânia levantando-se da cama do Nélson.
- Eu também Vânia. Sejam felizes. -disse a Melissa.
- O quê? -a Vânia não estava a perceber.
- Tu e o Nélson. Estou contente, aliás, estamos todos contentes que vocês já fizeram as pazes.
- Obrigada.
O Nélson sorriu.
- Há alguém que precisa de conversar. -disse a Fabiana olhando para a Estela e para o seu ex namorado.
A Melissa empurra-os para fora do quarto.
- Falem no meu quarto. Até já.
Eles olharam um para o outro espantados e encaminharam-se para o quarto da Melissa e da Estela.
- Hum...então diz-me lá, como é que lhe tentaste mandar o copo com água?
- Não sei Estela. Na altura, pareceu-me boa ideia.
- Mas como é que sabias -perguntou ela -isto é, como é que soubeste que eu não estava a fingir? Para ele ser apanhado desprevenido, sob um falso sentimento de segurança?
- Queres dizer, para além do facto de ele estar prestes a beijar-te? -o Fábio levantou a sobrancelha -sem tu fazeres o mais pequeno gesto para o impedir? Sim, acho que compreendi o que estava a acontecer.
- Eu acabaria por me libertar. -garantiu-lhe ela com uma confiança falsa -mal sentisse os lábios dele.
- Não -contestou o Fábio. Ele sorriu para ela -não o farias. Admite, Estela. Precisaste de mim naquele momento.
Os rostos dos dois estavam próximos. Em vez de ela se sentir meio estranha, o coração dela estava a vacilar.
- Pois. Acho que precisei.
- Fazemos uma boa equipa. -observou o Fábio -não achas? Quer dizer, temos que nos unir outra vez para descobrirmos quem é a mulher de cabelos pretos que nos atormenta.
Ela engasgou-se. Não conseguia evitar.
- É verdade. E desta vez não virá só atrás de nós raparigas. Também, talvez, virá atrás de vocês. De ti e dos teus irmãos.
- Deve ser só uma engraçadinha!
- Fábio! -protestou ela -isto é a sério! Essa mulher pode estar a preparar-se para nos assustar a qualquer momento e estamos a perder tempo a celebrar a nossa vitória contra o Duarte. Temos de começar a prepararmo-nos! Temos de planear um contra-ataque ou algo para a desmascarar. Temos...
- Estela -interrompe o Fábio -a mulher pode esperar.
- Mas...
- Estela -voltou a cortar o Fábio -cala-te.
E ela calou-se. Ela estava com ele. Além disso, ele tinha razão. A mulher assustadora de cabelos pretos podia esperar...ou talvez não.

Aqui está. Pronto.
A história não terminou! A história está dividida em duas partes: uma com a personagem Duarte e a outra com a "assombração" do colégio.
Espero que tenham gostado do romance (que vindo de mim, não é muito bom).

Bjs :)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Capítulo 14 (Parte 2)

Olá Pessoal! Espero que tenham tido uma boa semana.
Obrigada pelos comentários.
Aqui está a última parte do capítulo 14.

Capítulo 14 (Parte 2)

Corou.
- Talvez seja melhor manteres a Melissa ocupada -recomendou a Estela para o Fábio, esperando que ele não reparasse nas suas bochechas vermelhas -enquanto tratamos do Duarte. Não queremos que ela se atravesse à nossa frente só para o tentar salvar.
- Foi por isso que o Nélson veio -observou o Fábio, olhando para o irmão que estava a olhar para o seu prato com um olhar triste. Tal como todos os outros amigos, ele só estava à espera que a Melissa e o seu acompanhante idiota chegassem.
- Mesmo assim -insistiu a Estela -Não quero que estejas perto de mim quando...tu sabes.
- Eu ouvi-te nos primeiros 10 milhões de vezes que me disseste isso. -murmura o Fábio -eu decorei o que disseste. Foste extremamente clara.
Não conseguiu evitar estremecer. Ele não se estava a divertir. Via-se bem. Bem, e depois? Ele pediu para que ela não fugisse e ela não podia dizer que não agora.
- Eu não consigo ficar aqui Raul, eu vou ter com a Zélia. -disse a Camila dando um beijo ao namorado.
- Dizem que a Zélia anda com o miúdo solitário da turma. -disse a Fabiana.
- E andam de verdade mas eu vou tentar ficar a sós com a minha melhor amiga e colega de quarto. -disse ela saindo.
- Fiquem descansados, ela não vai contar nada. -tranquilizou o Raul.
A Estela colocou a mão na testa.
- Esqueci-me de uma coisa no meu quarto.
- Eu vou contigo. -disse o Fábio.
- Posso ir com vocês? Preciso de saber se a Vânia está no colégio trancada em algum sítio. -disse o Nélson.
Eles saíram do refeitório. O Fábio e a Estela entraram no quarto dela e o Nélson seguiu pelo corredor. Ela estava demasiado aturdida para ter dito ao Fábio que não podia ir com ela. Mas à medida que o choque inicial ia passando, descobriu que não queria impedi-lo. Sentia-se atordoada quando se apercebia de que gostava da sensação de estar ao lado do Fábio. Sentia-se bem. Sentia-se segura. Sentia-se quente. Não se sentia a nova aluna. Apenas ela. A Estela. Era uma sensação à qual se podia habituar.
- Estela -disse o Fábio devagar.
Ela olhou-o sonhadora. Não acreditava que nunca reparou em como ele era atraente, ou talvez tenha reparado, mas nunca ficou realmente registado porque um tipo como ele iria alguma vez ver uma rapariga como ela? Nunca, nem mesmo um milhão de anos, ela imaginaria que chegaria perto do Fábio. E ele só podia sentir pena dela. Mas ainda assim.
- Hum. -murmurou, sorrindo para ele.
- Eu -o Fábio, por alguma razão, parecia desconfortável -estava a pensar se, tu sabes, quando isto tiver acabado tudo e tiveres tirado a fama ao Duarte, e a Vânia e o Nélson estiverem novamente juntos, se gostarias de, hum...
O que estava a acontecer? Estará ele prestes a convidá-la para sair? Como um encontro a sério? Não, não estava a acontecer. Era um sonho, ou algo do género. Num minuto ia acordar e ia tudo desaparecer. Porque como é que uma coisa destas é sequer possível? Não conseguia respirar com a certeza absoluta de que ia destruir qualquer que seja o feitiço sob o qual ambos estavam se o fizer...
- Sim, Fábio?
- Bom -ele era incapaz de manter o contacto visual por mais tempo -se gostarias de, tu sabes, talvez andarmos...
Enquanto eles estavam a falar, o Nélson tinha encontrado a Vânia. Ela estava fechada dentro da cave do colégio. Quando o Fábio disse aquilo à Estela, uma pessoa com voz familiar tinha aparecido no quarto dela.
- Com licença. Mas posso falar com a Estela?
A Estela fecha os olhos irritada. Não acreditava no que estava a acontecer. Num momento tão importante da vida dela, alguém teve de interromper. Mas para ela tinha acabado.
- Olha -reagiu, virando-se para encarar o Duarte -como te atreves a aparecer assim sorrateiramente...
A voz dela apaga-se. Ele estava a tentar seduzi-la. A tentar? Ele estava a conseguir. É verdade que não era o Fábio. Mas olhava para ela de uma maneira que deixava bem claro que estava a querer algo. Ela, quando dá por si, o Duarte já estava a levá-la para fora do corredor de mão dada com ela. Chegou ao refeitório com ela ainda de mão dada.
- Estou tão contente por finalmente termos oportunidade de nos conhecermos. -disse-lhe o Duarte a fazer uma voz que parecia acariciar-lhe. Tinha deixado todos para trás: O Fábio, o Raul, o Nélson, a Melissa estava a olhar com olhos de ciumenta, a Fabiana, que olhava boquiaberta, a Camila e a Zélia e até o amigo do Duarte, o Tomás.
- Vês? -continua o Duarte enquanto se sentava com ela numa mesa do refeitório -não sou assim tão aterrador, pois não? Na verdade, sou exactamente como tu, simpático.
Ela já estava embalada. Ele era um idiota. Ela não podia estar ali mas era um perigo doce. De repente sente a sua camisola molhar.
- Ai -gritou e virou-se. Foi o Fábio que lhe tinha mandado um copo com água à blusa.
- Desculpa -intervém o Fábio -falhei.
Um grito recuperou os sentidos da Estela.
- Esse Duarte é um idiota. Brincou com todas as raparigas deste colégio. -era a Vânia.
A directora olhou para ela assustada mas não disse nada apenas ouvia a conversa dos alunos.
- Ele meteu-se em inúmeras confusões, por pouco não foi preso. -disse a Fabiana, séria.
- Foi assim que teve fama. Uma cara bonita, desportista e já está. -disse o Raul.
A directora interrompeu dizendo simplesmente:
- Duarte, no meu gabinete agora. -numa voz calma.
O Duarte mandou um olhar cortante para o Fábio e para a Vânia e saiu. A Estela respirou fundo.

Espero que tenham gostado.
O próximo capítulo será na próxima sexta.

Bjs :)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Capítulo 14 (Parte 1)

Olá Pessoal!
Obrigada pelos comentários. Espero que tenham passado uma boa semana e que vocês gostem desta parte do capítulo 14.

Secret: Obrigada pelo comentário e seja bem vinda!

Capítulo 14 (Parte 1)

O fim-de-semana passou. Segunda-feira chegou e a Vânia ainda não tinha aparecido. Estavam todos preocupados. De noite, a hora do jantar estava a chegar. A Estela estava sentada já com o jantar à sua frente. O Fábio foi ter com ela. Segurava dois copos de água, um em cada mão. Entregou-lhe um dos copos e depois disse:
- Esqueceste-te disto.
Ela verificou. Na verdade tinha-se esquecido do copo de água. Não disse nada a ele, limitou-se a dar um gole à água. Ela estava a cometer um erro, ela e a Fabiana, ao deixarem o Fábio fazer aquilo mas...ele tinha qualquer coisa que o distinguia do resto dos desportistas burros do colégio. Talvez tivesse sido a maneira como a salvou no refeitório no outro dia. Ou talvez seja só o aspecto dele quando apareceu no refeitório e teve a gentileza de lhe dar o copo com água que ela esqueceu. Enfim...a Fabiana não parava. Estava a agir pela primeira vez na vida como uma boa amiga. Uma boa amiga para a Estela. Olhava para ela, contava piadas e tentava enfiar notas de 10 euros no bolso das calças do Fábio para ele sair com a Estela algum dia. Enfim...a ex namorada dele a fazer isso era no mínimo estranho. Coisa que, francamente, lhe fez decidir que gosta mais da Fabiana quando ela não se tornava muito simpática, extremamente simpática. Ainda assim, ela sabia que estava a cometer um erro por não mandar o Fábio imediatamente embora. Aquilo não era trabalho para amadores.
- Então -começou o Fábio, enquanto estavam sentados numa das mesas do refeitório sem tocar no jantar em silêncio o que se tornava desconfortável -como é que as coisas vão acontecer, já agora?
- Quando a Melissa chegar e eles se sentarem um ao lado do outro nós actuamos. -informou a Fabiana -é simples e fácil.
- Está bem.
À Estela ocorreu-lhe pela primeira vez que o Fábio pode estar no refeitório com ela por razões diferentes e não por querer libertar a namorada do irmão (ou a ex namorada) do feitiço de um idiota. Só que...será possível uma coisa dessas? Isto é, ele é o Fábio e ela era a nova aluna. É certo que ele gosta dela mas não gosta dela. Não podia. Não pode. Provavelmente ela só terá mais 20 minutos de vida. A não ser que qualquer coisa altere radicalmente aquilo que tinha quase a certeza que iria acontecer.

Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado. Eu sei que está pequeno. O próximo está programado para a próxima sexta por isso vai ser maior.
Quero saber o que vocês acham, a vossa opinião. Sei que isto está muito romance (= Está um horror) mas espero que gostem.

Quero divulgar um blog de cultura: Formando nossa cultura Visitem, comentem, sigam, enfim...o que vocês já sabem!

Bjs :)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Capítulo 13 (Parte 2)

Olá Pessoal!
Espero que tenham tido um ótimo dia de Halloween e uma boa semana. Não tive possibilidade para fazer um capítulo especial para ontem.
Obrigada pelos comentários. Mesmo com o romance na história tive alguns comentários com elogios.
Fiquem com a última parte do capítulo 13.

Capítulo 13 (Parte 2)

Eles levantaram-se e a Estela reparou que o grito tinha sido do quarto da Fabiana e da Vânia. A directora entrou no corredor a correr, com os seus passos rápidos e abriu a porta do quarto.
- O que se passa aqui? -quis saber a directora com um olhar preocupado.
- Tive só um pesadelo, directora. -respondeu a Fabiana.
- Tenha calma, menina Fabiana. Foi só um pesadelo. -olhou de relance para a cama da Vânia e não a viu lá deitada como devia -onde está a menina Vânia?
Todos olharam para a cama dela. A Fabiana gritou.
- Acalme-se menina Fabiana.
- Não pode ser! -gritou ela.
- O que se passa? -perguntou o Fábio.
- Directora eu vou acalmar-me fique descansada. -disse a Fabiana.
- Tem a certeza menina Fabiana?
A Fabiana afirmou com a cabeça.
- Então eu vou. Meninos preparem-se! Têm de ir para casa dos vossos pais.
A directora saiu seguida pelos outros alunos. Apenas ficaram o Nélson e os irmãos, a Estela, a Melissa e a Camila.
- O que se passou? -perguntou o Fábio.
- Eu tive um pesadelo com uma rapariga de cabelo preto a levar a Vânia.
- De cabelo preto?
O Nélson lembrou-se do que a Vânia e a Melissa falaram.
- Tinha vestido branco? -perguntou a Melissa.
- Sim.
- Então só pode ser a menina que eu tinha visto.
- E a Vânia. -acrescentou o Nélson.
- A Vânia?
O Nélson contou tudo aos amigos. Era um mistério.
- Mas porque gritaste quando viste que a Vânia não estava na cama?
- Porque eu tive um pesadelo que ela saía do quarto completamente arrastada por essa rapariga de cabelo preto.
Os amigos olharam uns para os outros.
- Isso não tem cabimento. -disse a Camila.
- Este colégio tem alguma coisa estranha. -disse o Raul.
- Pois, isto é tudo muito bonito mas onde estará a Vânia? -perguntou o Nélson.
Todos se olharam.
- Ela não podia ter desaparecido. -disse o Nélson.
- Se calhar o meu pesadelo foi para a realidade.
- Mas que rapariga é essa? -perguntou a Estela.
- É o que eu queria saber. -disse a Melissa.
- Era o que todos queriam saber. -disse o Fábio, respirando fundo.
- Agora, o que fazemos com o Duarte? -perguntou a Estela.
- Com o Duarte? Parem com isso! -exclamou a Melissa.
- Melissa, tu podes ter ficado com o Duarte por uma noite mas só isso.
- A Melissa o quê? -perguntou o Nélson sem acreditar.
- Sim Nélson, eu passei a noite com o Duarte e se quiseres acabamos já.
“O quê? Acabamos já? É assim?” -pensou ele. Ele não conseguia acreditar no que estava a ouvir. A Melissa a fazer aquilo? Mas quem era ela verdadeiramente? Parecia a Vânia. Ou melhor, parecia pior que a Vânia. Era inacreditável.
- E acabamos mesmo. -disse ele.
- Bem, na segunda-feira à hora do jantar vamos tentar fazer algo para o Duarte ser descoberto. -disse a Fabiana.
- Eu estou fora disso. -disse a Melissa saindo do quarto da Fabiana.
Eles arrumaram as coisas para passarem o fim-de-semana em casa dos pais. A Vânia continuava desaparecida e a directora estava preocupada. A Vânia devia estar com ela, já que tinha ficado de castigo. Algo estava estranho.

Aqui está. Pronto.
A Vânia desapareceu misteriosamente. O que lhe terá acontecido?

Bjs :)